Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Eu sou um Espirito no corpo, não sou o corpo, mas estou no corpo, e por estar no corpo, o corpo se torna parte do que sou, momentaneamente o corpo faz parte do que eu sou, mas eu não sou apenas o corpo, mas um todo, ligado a uma consciência superior, pelo Espirito que sou, ainda que no corpo me manifesto em vida, em um processo transitório, não sou o corpo, mais parte de uma consciência eterna.

No tempo ou fora do tempo, no corpo ou fora do corpo, a consciência eterna que sou, se manifesta de forma transitória,
pelo o Espirito, em espirito, tenho consciência da minha limitação no espaço tempo, cujo corpo que estou se limita, mas em consciência ligado ao todo, minha capacidade infinita de criação se manifesta, não apenas no corpo, para o corpo, mas através do corpo em que habito.

Não habito só, há em mim diversas partes do que não sou, de um corpo que estou, conscientemente co-existimos em uma mesma matéria, Eu o Espirito em espirito, confronto incessantemente os desejos do que não sou, um desejo transitório de um corpo, uma alma que anceia os desejos do corpo,e que em suas vontades anceia todas suas necessidades corpóreas, Mas minha consciência de Espirito em espirito, transcende tais vontades, ainda que meu corpo trabalhe em função de suas próprias necessidades, eu em espirito ligado ao Espirito do todo, transcrevo minha existência eterna através de um corpo temporal, por que Eu sou o Espirito que habita no corpo, mas não o corpo, ainda que o corpo seja parte, de minha transição não o sou.

Tenho plena consciência, de estar ligado ao todo, pelo Espirito em espirito.

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

Eu e o Mar... uma simbiose ancestral.


Antes mesmo do meu olhar
ter visualizado o Mar
pela primeira vez...
a visão Dele
já havia me capturado.


Eu até posso distanciar-me
de suas ondas 🌊🌊🌊
mas... antes mesmo de eu nascer...
a minh'alma
fora batizada por sua maresia.


✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

Se eu não fosse
poéticamente
louca...


de certo,
eu enlouqueceria.
✍©️@MiriamDaCosta

A quem diga que a paciência
seja apenas um ato passivo
decorrente do medo.


Eu digo
que a paciência é uma atitude
de caráter ativo
na sua sábia coragem.


A paciência exige prerrogativas
que os impacientes,
em suas limitações,
não podem compreender.


E esse fato
é o maior combustível
das chamas
da impaciência
que possuem.
✍©️@MiriamDaCosta

Nas mãos
eu trago versos
e na alma
a Primavera.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

Se algum dia
eu envelhecer suavemente,
ou se, por alguma razão precoce,
a memória se dissipar
como névoa ao amanhecer,
se eu esquecer nomes, rostos
e até mesmo a mim…


Ainda assim,
minha memória
não estará perdida.


Ela apenas
terá recolhido o corpo
para repousar em silêncio,
entre os vales coloridos,
as montanhas verdejantes
e o mar sereno
da minhalma poética.


Ali, ela se banhará tranquila
nas águas mansas das palavras,
recebendo o perfume,
a maresia nas ondas infinitas
dos meus versos.


E ficará livre,
plena,
acolhida no abrigo íntimo
do seu próprio âmago.
©️✍@MiriamDaCosta

Ventos outonais


O Outono vem embarcando
no ùtero da estação
dos meus versos,


e eu ...
lentamente,
vou caminhando
e sangrando poesia
entre os ventos
orvalhados de folhas,
galhos, espinhos,
pétalas e sementes...


e me deslumbro
cada vez mais
com toda a nudez poética
dos roseirais,
arbustos e àrvores
do meu ser ...


Sou filha do Outono
ovulando Primavera.


✍©️@MiriamDaCosta

Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.


Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.


E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.


Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

Eu nunca perco
esse meu estranho vício,
quase febre, quase delírio,
de acreditar na poesia do viver.


E então,
como um tsunami indomável
de sentimentos e emoções,
arrebento em mim mesma,
invado minhas próprias margens,
transbordo…
e sigo,
encravada,
cravada mesmo,
como farpa na carne do tempo,
nos versos da vida.
✍ @MiriamDaCosta

"Pois seja feita a vontade de Deus.
Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha Pátria! "
(Joaquim José Da Silva Xavier, 1746-1792)
ao ouvir sua sentença de morte.


Hoje 21 de abril de 2026 , o Brasil comemora o grande mártir Tiradentes.


Tenho duas perguntas a fazer sobre essa comemoração?


*1° Se hoje tivesse uma entrevista/pesquisa nacional na qual fosse perguntado :


" -Quem foi Tiradendes?
Porquê na data hodierna se comemora ele?
Qual a sua importância para o Brasil?


Qual seria o resultado da pesquisa?!


*2° Diante do atual cenário ,
onde carecem até o conceito e o real sentido de patriotismo, como Tiradentes , após o seu feito histórico, se sentiria assistindo ao degrado de valores, de princípios, de ideais, de lutas e de sacrificios?


@MiriamDaCosta

Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.


Não me escondo
me transbordo.
Não me quebro
me reconstruo.


Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami .


Expilei fúria
saboreei raízes
enguli certezas
e devorei sobrevivência...


Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que
diante das tempestades
eu sou um tsunami.


Sepultei mortos
dentro de mim
afoguei segredos
nos meus mares
que nunca
tocaram a praia...


Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.


Eu não grito
Eu não fujo
Eu não peço abrigo


Eu me desfaço
em águas calmas
e me refaço
em ausência serena


Sou o eco
do que foi varrido
sou o vazio preenchido
depois da perda
sou o que se encontrou
e que permaneceu
mesmo quando
quase tudo se perdeu...


Eu não passo
eu marco
eu fico.
Então,
por isso digo
e repito:


Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.
✍ @MiriamDaCosta

Eu queria ser o veneno
mais micidial do mundo
para poder exterminar
o embrião da crueldade
no útero pulsante da Terra.


Dissolver o feto da fome
calar o choro prematuro
da guerra
estancar com ácido
o sangue da injustiça
que escorre em silêncio
pelos becos da alma humana.


Ser o soro letal
na veia da maldade
a sentença final
para o ódio hereditário
que se reproduz
no ventre do tempo.


Mas sou só palavra
gota de fúria lírica
a ferver num poema
que sangra...
✍@MiriamDaCosta

As vezes...
é tanta idiotice
mas TANTA !!!


que eu chego ao punto
de me sentir como
um peixe fora d'água...


e de sentir uma vergonha
IMENSA
de "pertencer"
a tudo isso...


as vezes ...
acho que nasci
no mundo errado...
quem sabe,
na época errada...


outras vezes ...
tenho a convicção....


Minh'alma é assim...
de outros tempos.
Sei lá...


✍©️ @MiriamDaCosta

Eu queria sorver
o sangue da alma
dos poetas
sonhadores
doces e gentis ...


e inocular
glóbulos de poesia
nas veias
dessa humanidade.


✍ @MiriamDaCosta

Marés e Luas


O meu mudar de ideia
não muda quem eu sou.
Muda apenas como eu sou
diante de quem muda
conforme as marés
e as luas.


Porque mudar de ideia
é movimento.
Mudar de caráter,
é outra coisa.
✍@MiriamDaCosta

Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.


Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.


Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.


Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta