Minha Mãe
Eu estava chorando, quando vi minha mãe entrar no quarto e perguntar o que foi, vi a preocupação no seu olhar, pensei em falar a verdade,contar tudo o que havia acontecido, mas lembrei que ela sofreria comigo, e que eu não queria isso, então respondi ” é só dor de cabeça”.
Eu amo a minha mãe.
Não importa o que passamos, não importa o quanto defendemos, porque sei que, no final, ela sempre estará lá.
Por isso ela tem ciúmes dos meus amigos, fica com raiva das minhas atitudes, fica preocupada com meus relacionamentos, fica curiosa sobre a minha vida.
Isso é só porque ela se importa. Então, antes de falar algo sobre alguém que te ama muito, veja o que é realmente o amor.
Não sofro por ninguém, exceto por minha mãe que me deu a vida e que sempre esteve ao meu lado, nas horas boas e nas horas ruins.
Talvez eu queira estar agora deitado em casa enfrente a TV, esperando sair a comida da minha mãe e ouvindo meu pai falar do sítio, mas talvez eu queira está longe deles, mas perto de um sonho nosso.Talvez de manhã eu estaria acordando com alguém do meu lado, mas talvez eu espere meu amor um dia bater em minha porta e me abraçar como se um dia tivesse me perdido.Quem sabe eu não estaria agora rindo e festando com uns amigos a beber tequila, a tirar fotos no rio Garças,mas talvez eu esteja em casa, longe deles, estudando por um único motivo, para ter eles de novo perto de mim.
Talvez eu estaria agora arrumando as malas e indo pra perto de quem quero o bem, mas também posso estar olhando pela janela a lua apagada, ouvindo uma música que me lembra,somente, como foi bom estar ao seu lado,acordar ao seu lado,e dormir ao seu lado. Talvez uma hora dessas meu celular toque, e ao sair para te procurar, vestiria aquela blusa azul listrada e sem sentir frio ia ao seu encontro, mas talvez eu esteja comendo chocolate, e resolvendo uma lista sem fim de cálculo e física, pois infelizmente as provas são no mesmo dia.
Ai que bom seria abrir a janela, avistar o mar e sair andando sem direção, mas nem sempre é como pensamos, eu posso talvez estar agora com muita dor de cabeça,embaixo das cobertas
esperando o remédio fazer efeito.
Quem sabe eu estou rindo, sem se importa com quem olha pra mim,ou com o que falem de mim , sem me preocupar o que pensam de mim, quem saiba eu levante hoje com menos preconceito,com mais coragem e com uma grande vontade de gritar, mas não, mas uma vez acordo dividindo só comigo o meus medos e com todos os meus sonhos.
Talvez eu abrace meu irmão,beije meu amor, talvez eu não sinta saudade do passado e acordo amando o dia anterior , talvez eu acorde reclamando da manhã e bravo com a chuva.Mas a possibilidade de escolher somente um momento para cada momento é minha, e o que faço e a maneira que sigo minha vida é o que me leva para muitas coisas boas,mas que também me trouxe muitas coisas relevante, que ao acordar lembro,ao dormir agradeço, e ao pensar, apenas sorrio.
20/04/2011 (02:11 am).Campo Mourão-PR.
Aprendi a amar a poesia com minha mãe, a ler notícias com meu pai, gostar de livros com meu avô... com Deus aprendo a ouvir pessoas.
Cresci com minha mãe não apenas apaixonada pelo meu pai, mas venerando-o. Havia (ainda há, na casa dela) por todas as paredes e prateleiras, retratos, pinturas e fotografias de meu pai e seu olhar imponente. Nas minhas paredes há o Charlton Heston como Ben-Hur e o Marlon Brando como Stanley Kowalski. Há também umas pequenas fotos de mim criança e uma de meu pai relaxadamente fumando no meio da rua – fumando um dos muitos cigarros que criaram um câncer em sua garganta. Deus teve a bondade de levá-lo como eu espero que me leve um dia, não tão já e sem muito estardalhaço de preferência. Em silêncio. Se bem que em silêncio eu já estou – e não é nada bom.
Minha mãe me ensinou que falar de boca cheia é falta de educação, e também foi com ela que aprendi que falar de coração vazio é falta de caráter.
Eu lembro quando a minha mãe me ajudava com a lição de português, e mesmo depois de tanto tempo às vezes eu tenho dúvida, mas eu acho lindo quando eu vou digitar MÃE e digito AME!
Tudo bem, porque é a mesma coisa.
Pai e Mãe .
Puxei pela cabeça dura de meu pai e não me dou muito bem com minha mãe , ela me acha tão complicada como todos , pensa que tudo o que eu penso é besteiras e não acredita em mim . Acho que é por ser parecida com meu pai emocionalmente e fisicamente que me dou melhor com ele . Sobre certas coisas discordamos . Não seria necessarias , comparações , eu queria ser eu mesma sem limitações .
Meu pai
Minha mãe me ensinou o que é o amor
Meu pai a forma como eu mereço ser tratada
Hoje em dia tenho minhas paixões
Que insistem em me tratar mal
Na real...
Não me tratam mal
Papai me ensinou
Que mesmo batendo em minha cara
Não é para haver dor
Ele não para de me bater
Mas é tudo amor
Sorrio para ele
Queria realmente que fosse amor
Mas desde quando o amor
É demonstrado pela dor?
Obrigada papai
ERA
Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...
VINTE ANOS E
Contei os natais com ela
Maria, minha mãe.
Vinte e tantos no presépio
Comigo, José filho,
Em nome de meu pai, Manuel.
Era a Gruta de Belém,
Porém,
Quase parecendo a outra,
Era o meu Natal puro,
Que os meus de agora esconjuro,
Neste destino cruel!
Foi-se a mãe;
Meu pai, seguiu-a além,
Fiquei eu, menino patético!
Que natal tão estépico,
Mais senil que poético,
Este de agora meu
Pobre que sou pigmeu,
Desde que minha mãe morreu
Há distância de esperanças mil,
Depois das águas de Abril.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-12-2022)
ALTARES
Anos vão.
Construi e tenho no meu quarto
Numa cómoda velha de minha mãe,
Um santuário,
Tipo berçário,
Que acolhe alguns santos
Do reino que Deus tem.
Uns mais que outros, sacrossantos,
Para mim.
E assim,
Talvez pela memória
Feita só estória
De querer afastar medos e quebrantos
Em simples peças de barro,
Já em padecimentos de sarro.
E cada vez mais eu reparo
Que neste mundo às avessas,
A quem faltar fé ou faro
Baterá em portas travessas.
Ravessas, elas só se abrirão
Por senha ou pela beatice,
Sempre esta minha tolice
De não aceitar sermão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-03-2023)
Ah sofri muito quando difamaram minha mãe, cuspiram na dignidade de minha mãe, foi uma das maiores dores de minha vida, feriram a pessoa que mais amo na vida injustamente, pela primeira vez vi o desenho da depressão mas que bom que não conheci sua face. Minha mãe pra mim é meu tudo, a parte que me completa, entreguei à Deus e como advogado tentei fazer justiça nesse mundo jurídico de incertezas. Sofri e muito, ansiedade aumentou, preocupação aumentou e meu pior medo - perder a minha mãe
quando senti uma dor no peito, não pensei mais em mim, pensei em minha mãe, me senti perto do fim e ser mais um que passa, sem ainda poder fazer feliz quem realmente na vida devemos amar...
Eu não sei se a minha mãe ora para mim um dia conseguir concluir a minha licenciatura,mestrado e doutoramento,mas tenho fé que as minhas orações estão ouvidas apesar de ter sempre dificuldade ao longo da jornada de vida
Maria Fernanda de Jesus Joaquim Miranda
Minha Mãe é minha eterna Rainha, tenho 5 irmãs, sou o irmão mais velho e sempre me senti no dever de proteger a minha família, eu ainda era muito jovem quando minha Rainha me disse para tratar todas as mulheres como princesas, com respeito e educação, como eu gostaria que todos tratassem minhas irmãs e minha Mãe.
Quero homenagear as mulheres da minha vida, amo a todas de coração e paixão; minha Mãe querida, minha parteira e as minhas parceiras de meu trabalho, todas as que me ensinaram que o caminho da vida não tem atalho. Minhas irmãs, tias, avós, netas, primas, sobrinhas e cunhadas, todas por mim, muito amadas. Minhas professoras e educadoras, todas as mulheres que fizeram parte da minha formação de um cidadão honrado, para ajudar nossa nação em cada estado.Todas as minhas amigas queridas espalhadas por este mundão. Minha esposa amada pelos nossos 50 anos de união, para todas eu mando um beijão no coração.
As pessoas mais importantes da minha vida arrancaram partes de mim (do meu corpo): minha mãe, minha cadela, e você.
Escrevi um poema pra minha mãe há mais de 3 anos, e até hoje eu choro quando leio.
Principalmente quando chego na última estrofe, que aliás foi por onde comecei a escrever o poema.
Mania maluca minha que eu tinha, na época, de começar a escrever os poemas, contos etc pelo final, e aí só depois vinha na mente a ideia do início e do meio.
Eu poderia tentar, mas admito que dificilmente outra homenagem que eu fizesse chegaria no mesmo nível.
Fato é que o escritor "limita" o próprio potencial quando ele escreve de coração
E esse é um retrato fiel.
Te amo, mãe.
