Minha Alma tem o Peso
Somos como um jarro que tem o poder de abrir ou fechar a ele mesmo. Jarro contendo água suja a ser diluída com a entrada das águas limpas do saber que vem do alto. A abertura ideal do jarro chama-se humildade.
O seu corpo é a sua casa, a sua sagrada moradia. Ninguém tem o direito de invadi-la. Só deixe entrar na sua casa quem você quiser.
Dentro do meu corpo de mulher, tem um coração bobo de menina, sempre pronto para colocar encanto onde a maturidade tira.
Toda poeta tem um cemitério particular, dos poemas compostos, vividos (ou não), desvalidos, arquivados, esquecidos. Quando vividos, eram alegres, lidos, compartilhados, admirados, entregues, para então serem guardados… Certas poesias têm amor, desamor, dor(sua causa mortis). Começam com um encanto, para morrer num desencanto. Ao contrário de qualquer outro fim, a poesia é teimosa, inquieta, sagaz. Ao mínimo sinal de chuva e luz, desperta-se das profundezas de seu estado, e renasce ainda mais bela e florida, para ser entregue a novos amores, novas vidas. Assim, a imortal poesia teima em eternizar-se, ate que haja um último ser capaz de amar, ou os dois últimos seres da Terra. Só assim, como não houver nenhum coração para habitar, dar-se-á por satisfeita e findará, eternamente morrerá.
Blackbird
Acordo, olho para a janela
e na janela tem um pássaro,
um pássaro preto.
Seu canto é lindo,
e ele canta meus medos.
O chamei de:
"o canto da madrugada",
E hoje ele disse que eu não vivo,
que não tenho significado,
e que preciso escolher meu caminho.
Então tento me decidir,
Se escuto "o canto da madrugada"
que da significado ao silêncio.
Ou se saio e calo este canto,
com o barulho das mentes vazias
que a noite me trás.
Os dois caminhos me levam
a um único lugar.
Mas eu amo o canto
o canto do blackbird.
E mais uma vez ele
em minha janela vem e canta o amor,
um amor de mentiras, ilusões e decepções.
O blackbird,
hoje não cantou, hoje ele leu.
Leu o significado que eu tinha,
e lendo linhas brancas e vazias
ele escutou minha música.
E a letra dizia:
"Eu não posso ter um significado,
não posso me descrever, me limitar.
Pois eu não apenas existi,
eu fui a vida, e nem a morte dá fim a vida.
A vida é o amor, amargo
mas doce quando não se está só."
E após o último verso
o infinito blackbird voou,
Voou para baixo, e lá
me mostrou sua outra face.
O amor tem como um dos seus sinônimos a renúncia, que consiste em abrir mão de algo supérfluo para um bem maior. Nele não há egoísmo, não há excessos. Apenas um equilíbrio que, por sua vez, atua como um alicerce que mantém sólido o elo que nos une.
o barulho do desespero incomoda nossos ouvidos, e o ego de quem não tem capacidade de ouvir sentimentos.
Acredito que tudo o que acontece tem um porquê. Há um real motivo, uma força maior que rege tudo isso. Seria tudo um ensaio para o nosso crescimento pessoal, para que no futuro possamos ser pessoas melhores.
Cada relacionamento é uma nova história que se constrói a dois, ninguém tem a responsabilidade de curar as feridas ou de medicar alguém em sua dor sentimental, isto cabe a cada um. Ninguém deve procurar outra pessoa apenas pra parar de sofrer por um relacionamento fracassado, o caminho deve estar livre para que outra pessoa possa te seguir na caminhada, caso contrário sempre haverá uma pedra do caminho e uma pessoa se atrapalhando tentando retirar.
Você é a poesia mais bonita escrita por Deus, e em cada sorriso seu, tem os versos dele.Tão linda, tão bela, tão forte, tão ela.
"O maior eu te amo dessa história, foi ter dito em silêncio que, o amor tem que ser vivido e não falado"
