Minha Alma tem o Peso
Você
Costumava ser um refúgio
Mas se transformou
Numa guerra
Que minha bandeira de paz
Só serviu de papel toalha
[ E eu, mais uma vez, saí perdida]
Eu diria que esta cidade está morrendo, e que minha entrada no festival é a última chance de sobrevivermos como cidade.
CAOS (soneto - II)
Do fundo da minha poesia, ouço e canto
Uma inspiração em suspiros e peugadas
Da imaginação, nas sofrências magoadas
Em um pélago de devaneio e de encanto
Às vezes, um torpor de o meu pranto
Escorre pelas rimas e pelas calçadas
Dos sonetos, são saudades coalhadas
Clamor da dor que retintim no tanto
Da alma ... assim agonia, glória e luto
Poetam choro e hosana, no meu fado
Numa fermentação de um senso bruto
Então cá pelas bandas do seco cerrado
Os uivos do peito que aqui então escuto
Transforma o caos em um poema alado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29, junho de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Quando penso entre suspiros, minha inveja é maior que meu ciúme; sinto inveja até do lençol que te cobre.
"Que minha luz não apague a de ninguém. Que sejamos sempre o que queiramos ser, já mais o que querem que sejamos"
Gata mia, gata minha
Minha gata, gata mia
Que tu queres gatinha!?
Sempre gata, sempre linda!
Adora cortejo, uma ávida Felina!
Se tu mias eu me animo, só careço de carinho
Sou alimento, sou elogio, seu alento
Só quero companhia, viver esse momento
Meio gata, meio gente, desconfiada, independente
Olhos, focinho, andado faceiro, carinho sempre ardente
Só quero ouvir seu miado
Em minha rede, olhando pro telhado
Não fuja a noite, fique de dia
Faça ternura, minha gatinha.
Gata mia, gata minha
Minha gata, gata minha
Gata amalucada
Manhosa acrobata
No teto fazendo pirraça
Não me negue um abraço, Não me negue um aconchego
Eu só quero um carinho, eu só quero um doce beijo
Seja uma boa gata, uma gata sempre mansa
Aquiete seu olhar, encha meu coração de esperança
Seja gata ourice os pelos, faça miau e me enrosco em teus cabelos
Não me dê as costas, ouça meus apelos, peça carinho e terá seus aconchegos.
Rosa
O teu nome é de uma bela e linda flor,
Tal como tu, sempre linda de qualquer geito,
Minha linda estas deslumbrate, parrecedo a flor que
E o teu lindo nome é Rosa.....
Eu desacelerei. Depois de incontáveis dias e noites ligada no 220v, hoje consigo sentir minha respiração com mais calma, minha mente sem o choque de informações demais por milésimos de segundo para absorver, sentimentos um pouco mais claros, e a certeza de que desacelerar não me matou. Um tempo atrás achei que ter milhares de coisas para fazer seria minha salvação. Mas que engano, raios! Minha salvação foi parar um pouco, sentir, entender e aceitar. As coisas podem sim fugir do nosso controle, o mundo pode cair em um milhão de pedaços e estraçalhar cada pedacinho do seu coração, e ele, mesmo quebrado, ainda é capaz de quebrar ainda mais, e mais, e mais... E tá tudo bem. As coisas só podem finalmente voltar ao lugar, se encaixar, quando nos permitimos sentir. Se nos permitimos ver com clareza, sem máscaras, sem julgamentos próprios e com muito amor. Insisto em dizer, o amor é capaz de curar as almas mais sombrias e quebradas. Se reinventar, levantar, reconstruir-se, é tão importante quanto cada batida do nosso coração.
Todas as noites, caminho na ponta dos pés, em torno de minha solidão.
Tomo muito cuidado, para não acordá-la.
Ciranda
Segura a minha mão e vamos girar
Não vou te soltar
Nessa ciranda da vida
Vem ser o meu par
Gira até o mundo girar
Não deixa parar
Vem correr comigo
Com você não há perigo
Vem, abraça
Contigo tudo tem graça
Vem girar... ciranda, cirandar
Floreando...
Você chegou e fez primavera em mim.
Obra primeira de minha vida, chegou pra ser flor e florir meu coração carmin.
Em dias de sol, passa graciosa e nos arrebata os sentidos.
Em dias nebulosos, seus risos ficam contidos.
Flor do meu viver...
Vem florear, vem florir meu caminhar.
Vem florear, vem floreando o meu penar.
O sol novamente voltou a tocar minha pele. Sobre minha cabeça um céu de esperanças e sob meus pés um chão para ir. Na alma, carrego a certeza de que tenho feito tudo para andar no caminho certo, por vezes erro, mas muito mais acerto.
Salve. Ô, Leônidas, coisa minha aqui. Deixa eu perguntar um negócio pra você: essa guerra aí é contra quantos, hein?
Na minha história o maior vilão que enfrento todo dia sou eu mesma,as vezes eu ganho a maioria das vezes perco, mas continuo lutando...não são as vitórias que faz um guerreiro mas a alma valente que não desanima nem desiste.
Você vai lidar com as minhas: chatices, manias e loucuras.
Mas nunca com a minha falsidade, mau-caratismo são para os que não vivem a sua verdade.
