Minha Alma tem o Peso
Miligrama de verso VIII
Blá... blá... blá...blá
Anda. Vem me calar
Tapa logo a minha boca com a
TUA.
Fingir sentimento nunca foi meu forte, se sinto meu corpo todo fala, mesmo quando minha voz silencia.
Meu batom ainda é cúmplice da tua boca na minha, sob a fina camada carmim, ele tenta esconder teus beijos.
Livros e folhas de papel são um agasalho que sempre me consola, eleva a asa da minha mão e eterniza os meus momentos.
Quero-te como meu verso raro, minha poesia liricamente imaculada, concebida no mais puro e sacro ritual do amor e do desejo.
Sou uma mulher de Lua, sou uma mulher de fases... Em minha fase devassa sou atraída por tudo que é ilegal, é imoral e engorda.
Quando a saudade bate em minha porta eu me jogo nos teus braços, e sem pudor algum me entrego a ti em overdoses de versos e poemas adocicados com pecado e perfumados com luxúria.
Não diga nada apenas me toque, e deixe que tuas mãos desenhem sobre minha pele, as palavras de amor que estão a brilhar em teu olhar.
Adoro quando nossos lábios se encontram, e os teus maliciosamente sussurram teu desejo em minha boca.
