Minha Alma tem o Peso
...
Forjei as rugas do meu semblante com a juventude da minha alma e consolidei a promessa de nunca mais anoitecer. Retalhei minha tela com ensejos do meu propósito, e percebi que de noite ainda era dia, que o sorriso não anoitecia e que o choro desvanecia.
Armei meu picadeiro com as farpas do deboche alheio, preparei meu espetáculo com as lascas da inveja distraída e protagonizei uma história singular, de expectativa abstraída. Frustrei as pretensões do inimigo ao virar de costas para inabilidade opositora, e com este simples gesto, provoquei o conluio e a fúria em manifesto.
A incompetência se vestiu com os farrapos da imperícia, e inapta, limitou-se a bradar, intolerante, blasfemando contra a sabedoria e a jornada do herói itinerante. Foi quando as pedras do silêncio ignorante se chocaram com as vidraças emolduradas pela voz de um certo lábio. A poesia virou arma, e o errante se curvou ao sábio.
Que o amor alimenta a minha alma, que a minha alma se torne pura e se renova a cada dia que passa, que o amor de Deus faça com que esse amor me livre de tudo mal.
A vida é cheia da graça e o amor de Deus.
A natureza em foco em minha alma-
28/01/22
Sinto com ela toda sintonia
A natureza em sua sinfonia
Enche meu coração de alegria
A minha emoção é imensurável
Tanta perfeição é inesgotável
Ela é infinitamente admirável
Sinto por ela tão grande gratidão
Em sua vida e dinâmica em ação
Viver, é estar com ela em conexão
Ser parte dela é uma dádiva de Deus
NORMA SILVEIRA MORAES
Eu sou o disfarçado, a máscara insuspeita.
Entre o trivial e o vil m[inha] alma insatisfeita
Indescoberta passa, e para eles tem
Um outro aspecto, porque, vendo-o, não a vêem,
Porque adopto o seu gesto, afim que […]
Julga o vil que sou vil, e, porque não me
No meandro interior por onde é vil quem é
Julga-me o inábil na vileza que me vê.
Assim postiço igual dos inferiores meus,
Passo, príncipe oculto, alheio aos próprios véus,
Porque os véus que me impõe a urgência de viver,
São outro modo, e outra (...), e outro ser:
Porque não tenho a veste e a púrpura visível
Como régio meu ser não é aceite ou crível;
Mas como qualquer em meu gesto se trai
Da grandeza nativa que irreprimível sai
Um momento de si e assoma ao meu ser falso,
Isso, porque desmancha a inferioridade a que me alço,
Em vez de grande, surge aos outros inferior.
E aí no que me cerca o desconhecedor
Que me sente diferente e não me pode ver
Superior, julga-me abaixo do seu ser.
Mas eu guardo secreto e indiferente o vulto
Do meu régio futuro, o meu destino oculto
Aos olhos do Presente, o Futuro o escreveu
No Destino Essencial que fez meu ser ser eu.
Por isso indiferente entre os triviais e os vis
Passo, guardado em mim. Os olhares subtis
Apenas decompõem em postiças verdades
O que de mim se vê nas exterioridades.
Os que mais me conhecem ignoram-me de todo.
Tua ausência pode silenciar-me as palavras. Em minha alma e pensamentos porém, tudo permanece inexorável.
A Alegria transborda a minha a alma! Sinto a sua presença senhor em meio de nós! No meu lar, nos meus filhos, nos irmãos de fé e de sangue. Sinto a sua presença na natureza, na humanidade, na flora, na fauna. Sinto a presença nos astros e em tudo que criaste. Agradeço senhor por tudo em nome de todos. Somos seus filhos, o seu amor é pleno e insubstituível. Assim seja!
Sol
Fagulhas do sol
entra na minha alma
propaga em sorrisos
esvoaça minha mente
que rodopia no vento
e faz
gracejos com o dia
e desnuda em poesia.
transvazar nas palavras
o repouso do silêncio
que voa ao vento
e tomba sobre o papel
tornando-se versos.
@zeni.poeta
SENHA DE ACESSO
quem sabe me amar de verdade
primeiro acaricia minha alma
pra só depois invadir meu corpo
na mais completa liberdade
Eras tu, simbiose?
Não era a alma minha só sem esse enclave?
Cada verso o inverso de vida... E tu?
Existindo, assim, em mim...
Tremam panelas!
Pois esse vento me arrancou a parte que criava
e, na aljava, flecha não restou...
Pós amor? Raiva, ora pois!
Se não mais pertenço é tenso o espaço!
Mas vai e decai aos pequenos pedaços de frases tecidas só para ''mitar", "lacrar" num mero tempo fátuo, findo em átimo modo...
Mas veja!
Ditirambamente eu me rendo bem rente ao enfado...
E o fado? Na "zona" é que toca o Mané...
E nóix? Gosta!
O que eu posso fazer se minha alma busca a sua a cada música de amor, cena de novela, filme de romance?
O que eu posso fazer se nas minhas ideologias, que você considera loucas, só você se encaixa perfeitamente?
O que eu posso fazer se sinto que nossas vidas estão entrelaçadas desde o nosso primeiro olhar?
O que eu posso fazer se meu coração se recusa a tirar vc de dentro dele ainda que minha razão esteja cansada de mandar?
Nada eu posso fazer além de aceitar sua vontade, sofrer sua ausência e respeitar esse mistério que o amor, que a gente não tem controle sobre a quem vai dá, muito menos escolhe de quem vai receber.
Vazio
No vazio que circunda minha alma traz consigo os pensamentos do passado, onde outrora sonhava tanto e agora já não sonho nada.
Quando tão pequenina eu era, os desejos eram sublimes, no entanto, agora são todos supérfluos que se quer dou conta.
A alma amadureceu de forma rigorosa, mas antes tinha sido primorosa…
A gente cresce e o mundo enrijece, e na verdade a única coisa que prevalece é a vontade de sonhar antes de todo esse vazio.
sinto o suave perfumes das flores,
impregnados em sua pele...
sublime essência toca a
minha alma com amor!
Minha alma é mais do que meu corpo. Meu coração é mais do que minha mente. A fusão de tudo gera amor, criando uma expansão translucida.
" Há uma infinidade de conflitos em curso na arena da minha alma. Inimigos internos, sobreviventes de batalhas anteriores, à perder de vista.
E, tenho dedicado tanto tempo a esta questão de construção particular, que me sinto obrigado a recusar embates externos.
Para tanto, me sobra competência, mas me concertar, é a maior das minhas prioridades.
Assim, qualquer convite de outra natureza, tenho qualificado como secundário e inoportuno. "
Arte nua e devassa.
Alma seresteira...
Divina virtude que desconheço minha paixão.
Foragida no resquício da noite.
Prévio esquecimento.
Para todos nós se foi sem dizer adeus...
Sombras que abalam...
Entre friozinho que encaixa
A embriaguez do sono que dá desatino...
Tão simples quando o beijo da morte...
O final repentino sem consideração...
Tão simples quando acordar.
A primavera que dava o colorido das flores aos meus olhos, e o perfume suave a minha alma; dê repente virou cinza, o perfume forte e enjoado.
A natureza já não brilha, todo colorido e leveza, tornou-se branco e preto.
É esse meu mundo sem você.
Caminho real
Vazio coração, solidão.
Arrancaram a minha alma
Roubaram o meu sorriso.
Permiti que apagassem os meus sonhos e congelasse a esperança.
Apenas resto da lembrança
De quando criança.
Sem poder ouvir o cantar dos passarinhos e nem na gangorra poder brincar.
Nos meus pensamentos era o único lugar, em que pude me encontrar.
Fazia dele o meu rico jardim dos sonhos...
dos sonhos de castelo, de princesas e fadas.
Mesmo rodeada de bruxas a me amedrontar até os dias de hoje,
inimigos a tentar me intimidar e querer o meu mal.
Sigo o meu caminho real.
Carrego pedras pesadas no carrinho, em trilhas de espinhos.
Do suportar o desgaste do tempo, a dor do caminhar.
Adriana C. Benedito
Em, 11.01.22
