Militares

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⁠Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.

Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.

E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A insistência
cochala agrediu
Cochabamba,
E o mundo que
já conhecia
este filme fingiu
que não viu,
Quase fizeram
com quem teve
a casa revirada
e não estava
para os seus
pertencer defender,
porque foi forçado
ao exílio para a sua
própria vida proteger.

É golpe! É golpe!
Não me canso
do golpe na Bolívia
ao mundo denunciar,
O povo indígena
nas mãos
desses terroristas
correm perigo,
Se o continente
não se mobilizar.

Algo de pesado
ronda o continente,
Que mantém soltos
os culpados e presos
muitos inocentes
como a tropa
e o General que foi
preso há quase
dois anos no meio
de uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
E todo o dia não
me canso de por
cada um deles
continuar a me queixar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O sobrevoo silencioso
do condor sobre
o nosso continente
anda mais forte,
Não há possibilidade
de ficar contente,
Com o massacre
Senkata e Sacaba
que matou tanta gente.
Eis-me a poética
pelos anônimos
que insiste em saber
como são os rostos
dos desaparecidos
e para onde
ele foram levados,
Não saber quem
são e como são
tem deixado o meu
coração aos pedaços.
A América do Sul
de ponta a ponta
está sequestrada
por controle remoto,
Buscando saber
o quê aconteceu
com a tropa castigada,
E com o General
que foi injustamente
preso no meio
de uma reunião pacífica
no dia treze de março
há quase dois anos,
Por todos eles
e o tempo todo
tenho escrito versos
latino-americanos
porque sem eles
não sei o quê será de nós;
Sem exagero sei
muito bem aquilo que falo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nenhum golpe é
para sempre tal
como a noite,
Insistir numa
mentira que
não houve ela
sempre acaba
virando açoite,
Mesmo no meio
da madrugada
acordar é questão
de vida ou morte
Acorda Bolívia
para não entregar
nas mãos erradas
a sua própria sorte.

Enquanto andava
cruzou uma borboleta
azul elétrica num
voo baixo e triste,
Talvez pelos ventos
ou fugia para
salvar a própria
vida para
não ser devorada,
Num momento que
eu meditava
um verso para
pedir um Natal
sem prisões políticas
e o pedido para libertar
da prisão injusta
a tropa e o General,
Talvez seja esse
o significado real
da missão da poesia.

Nenhuma prisão é
para sempre tal
a tempestade que
obstrui caminhos,
Ignorar que estamos
num continente
que virou um
oceano de presos
e desaparecidos políticos,
É dar um cheque
em branco para recolher
a sua bandeira antifascismo
nos estádios e se entregar
nas mãos do autoritarismo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Comandante
da mais frágil
filha de Bolívar
se recordou
do lema patriótico:
"Pátria ou Morte,
Venceremos!"
Isso me fez lembrar
da dolorosa partida
do mais ilustre
líder rumo ao exílio.
Não consigo parar
de me chocar que
vem crescendo
o número de
presos políticos,
O fato é que alguém
tem que reclamar
até a liberdade cantar.

Do outro lado de lá
há um General
que não fez rebelião,
não fez nenhuma
sugestão e foi
preso mesmo assim,
ele que no dia
treze de março
há quase dois anos
no meio de uma
reunião pacífica;
E pesa um rigor
injusto e sobrenatural
de não saber se
ele, a tropa e todos
o quê foram presos
pelos mesmos
motivos receberão
os auspícios
de serem soltos
antes do Natal.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há muito tempo
venho contando
a injustiça em
versos autorais
e de minha total
responsabilidade
sobre a injustiça
cometida contra
uma boa tropa
e um General:
O círculo vicioso
contra os nossos
povos que vem
sendo imposto
não nos deu
trégua nem
no mês do Natal.

Na nossa Pátria
América Latina
virou rotina aturar
todo o santo dia
falsas notícias
a ironia e a tirania,
E morrer nas mãos
de cada uma delas
porque não
há investigação.

A Bolívia não foi
poupada do cruel
engendro deste
emaranhado,
o povo vem
sendo ameaçado
e por lá um golpe
duro foi instalado,
Desde outubro
era esperado
um informe final
sobre o resultado
da vitória eleitoral,
Somos testemunhas
de um festival
de absurdos sem
antes nunca visto igual.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O aroma do genocídio
do povo indígena
pelo vento sul trazido
desde o altiplano
se fez reconhecido,
A tal doidivana
autoproclamada
não tem diferença
do falso militante
no meio da rua
de calça arreada,
Gente assim é capaz
de tombar um
hemisfério inteiro
se todo mundo
ficar sem fazer nada,
Essa gente apronta
tanto que
o tempo passa,
E do General preso
injustamente e da tropa
ninguém anda
falando de mais nada.

O aroma da multidão
jovem pisoteada
na favela,
É sinal de segurança
sem sentinela,
De baile e música
sem escolha;
De uma manipulação
sem limite,
De uma América Latina
crescentemente
colocada em convulsão.

Foi muito o sangue,
e agora escapa o lítio
Ainda não dá
para contar
o prejuízo assinado
pela doidivana
autoproclamada
e os seus companheiros
de pornochanchada:
a imprensa
segue censurada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Outros poetas
estão surgindo
de improviso
neste continente
de fracassados
pela dolarização,
É a delícia
e o inferno
do capetalismo
colocando em
transe e toda
a sua pressão
Aqui não há
quem não queira
foragir da realidade
e embriagar-se
para conter desespero,
É a tragédia de
mais de uma Nação.
O tempo está correndo
e ainda insisto
em pedir a liberdade
da tropa e do General,
Para a reconciliação
sempre é tempo.

Ignora-se o quê
é mais grave,
Mas é a minha
poesia que
tira a paz
do autoritarismo
golpista na Bolívia,
Por ambição ainda
desejo tirar a paz
de muitos outros
que estão com
alma vendida
e que também
merecem meus
versos alucinando
cada passo deles
neste continente,
Nas minhas veias
há o mesmo sol
do deserto de sal ardente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Gira a roda
da fortuna,
as cartas
não foram
colocadas
da forma
correta;
Ao menos
o direito
ao Esequibo
não foi mais
uma vez ferido,
eu ainda hei de
ver a alvorada
na Venezuela.

Aos que dizem
que apoiam
deveriam com
o povo se
compromissar
e ajudar porque
humanamente
o giro do tempo
está trazendo
o quê pode não
ser tão venturoso,
porque na vida
é necessário
ser realista
igual a cada
passo que se
dá um por vez.

Em nenhuma
República
cabem
de maneira
alguma dois
presidentes,
quando li essa
notícia me deu até
vontade de chorar.

As urgências
que o povo tem,
e até agora
nenhum deles
fez o dever
de solucionar,
porque não
nascemos
ingênuos,
e consciente
da pressa que
eles não têm,
me sinto
livre para falar.
Porque a vida
deles é outra,
e eu apenas
poemas posso
escrever para
pedir socorro
mesmo sabendo
que poucos
se interessarão
pelo General,
a tropa e
ao povo,
que não têm
nem como
se confortar.

O início do poema trata do adiamento do julgamento feito pela CIJ.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Orquestra Kalush
venceu o festival
e pediu ajuda aos seiscentos
heróis feridos de Azovstal.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

O som de Stefania continua
na boca do povo,
e continua a guerra de novo.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

Das trincheiras do mundo
serei sempre o último soldado,
e por nada iria me entregar.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

Da trincheira poética
eu mesma me comando,
e da rebelião eu sou a pedra.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

Bombas de fósforo sob Azovstal
estouraram nos meus olhos,
mas não os meus sonhos.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

Não se esqueçam que ali
abandonados a própria sorte
feridos estão os heróis e eu aqui.

O festival acabou
e não se esqueçam dos Heróis...

O festival acabou,
Azovstal está no limite
e Mariupol sob mira resiste.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nestes continente onde
todos somem por aqui,
Só não some a minha
responsabilidade poética
por cada linha que escrevi.

Na Amazônia Brasileira
sumiu um jornalista
um indigenista e por
aqui some tanta gente
que até as contas perdi.

Na Venezuela sumiram
jovens que relembraram
Neomar, sumiu a memória
sobre o mapa verdadeiro
e justiça igualmente até
para o velho tupamaro.

Só que para o General
e uma tropa a liberdade
também sumiu,
E meus solidários versos
latino-americanos sempre
de todos eles recordam,
e para o caso do General
sempre acordam que ele
continua injustamente
na prisão por causa
de uma falsa acusação
de instigação a rebelião.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No próximo mês já é Natal,
não há nenhuma notícia sobre
a liberdade da tropa e do General,
a esperança vem do diálogo
no México porque o cálice tem
sido incontestavelmente amargo.

O General está preso desde
o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter elevado a voz
contra todo o tipo de desgosto,
ele continua sem perspectiva
e sem ver brilhar o Sol da Justiça.

No próximo mês já é Natal,
menos para a tropa e o General
que optaram em ser presos
de consciência onde a Justiça
deles não tem sequer clemência
e seguem no calvário prolongado.

O relógio do tempo tem sido
implacável com todas as esperas,
nem o Esequibo tem escapado,
espero que a Corte restabeleça
a justiça e para a Venezuela
seja perpetuamente devolvido
para a Nação reencontrar o destino.



Inserida por anna_flavia_schmitt


A América Latina
se tornou uma
região que ninguém
dorme em busca
de alguma resposta
não importa o país
onde se encontre,
O quê eu e muitosesperam
é seguirem paz
daqui para frente.

Não faz muito
tempo no meu
país esperavam
que os bloqueios
terminassem
e os bloqueios
também esperavam
uma resposta,
Foram desfeitos
os bloqueios
e a resposta
estão esperando.

Distantes, próximos
concordando
ou discordando,
Agora todos esperam
alguma resposta
bem ali na frente
ou fora dos quartéis,
O quê eu e muitos
esperam é de paz
em nossos caminhos.

Com os versos
de minha total
responsabilidade
sigo esperando sem
olhar para o tempo
a honesta devolução
do Sol da Venezuela
e da liberdade que
pertence ao povo,
a tropa e o General
que segue injustiçado.

E espero que venha
com sagração real
resgatando a estabilidade
como a resposta final
do diálogo no México.



Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Versos latino-americanos
ao general e à uma tropa
que contam as histórias
destes e de outros presos
de consciência subjugados
a tragédia do autoritarismo
sob o Hemisfério Celestial Sul.

Vivendo o Natal nesta região
onde ninguém descansa
e nada se sabe sobre a liberdade
do General e da tropa,
apenas ontem ouvi a prece
do pastor pedindo a liberdade
de todos no seu clamor.

Ainda recordo do Chile
e seus presos da revolta,
vivemos numa região
que ninguém descansa,
e ainda tenho a esperança
de diálogo, reconciliação
e a reaproximação com
o sentido de viver com pacificação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha poesia é feita
desta América do Sul
profunda que recorda
os presos da revolta,
os presos políticos mapuches,
E que seguem presos
uma tropa e um General,
todos presos por pensar
diferente neste mundo desigual.

Nem por um instante
não há como fingir
que nada está acontecendo,
se não houver misericórdia
o Tenente Coronel em greve
de fome vai acabar morrendo.

As flores do jardim
do tempo vem se alternando
e nada vem mudando
neste continente e região,
Há presos de consciência
em Cuba e na Nicarágua
em brutal situação,
não consigo fingir que não.

Em mim estão todos
os signos e o brio de não
compactuar com o silêncio,
não há como se calar
enquanto houver presos
por crimes de pensamento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Oficiais superiores que não conseguem frear um governante criminoso serial de guerra nasceram desprovidos de boa índole e sem nenhum talento militar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Oficiais superiores que não instruem a tropa a respeitar o Patrimônio Histórico de um país merecem o pior da vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sempre que um país hostilizasse o outro e os céus do mundo fossem fechados para a Nação hostil. As guerras seriam a cada dia mais diminuídas e poderiam até acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De quatro de fevereiro
a quatro de fevereiro
a história de uma tropa
e do último homem
a cavalo tem sido escrita
onde para a justiça
não há uma luz
no final do túnel
e tampouco há uma saída.

As festas e o aniversário
passaram por todos,
ele não foi libertado,
outros presos de consciência
estão em igual calvário;
eis o signo deste poemário
que vem sendo traçado
para que nada seja olvidado.

De quatro de fevereiro
a quatro de fevereiro
a mística do movimento
nunca mais foi vista
desde o treze de março
fatídico do tal ano
que levaram o General
injustamente preso,
e há quem comemore
o dia quatro de fevereiro!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Passou o Natal,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.

Nada se sabe
do calvário
do Tenente Coronel,
Só sei que do velho
tupamaro também não.

Passou o Ano Novo,
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.

Não há notícias de
consolação para
os corações de quem
tem entes desaparecidos.

O Ano está começando
nada se sabe a respeito
da liberdade
da tropa e do General.

Só sei que estes poemas
são todos meus,
e continuarão
sempre os mesmos,
(se nada mudar);
porque mesmo que
eu me cale todos
estão a se espalhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt