Militar

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⁠O melhor amigo
do líder em exílio
foi atropelado
pela viatura militar,
Para a maldade
dos Homens não
há explicação,
Há um golpe
na Bolívia que
não há como negar.

Canto sem ter
a voz dos cantores
da América,
Escrevo para
o tempo passar
E quem sabe
acordar do pesadelo
de não ter que
tomar tiro se tiver
de sair para protestar.

Encontrei uma rima
que parece ironia,
Estamos a um
mês do Natal,
Não soltaram
a tropa e o General
que está preso
há quase dois anos
imerecidamente,
Enquanto o Deus
da Guerra anda
livre e leve solto
pelo nosso continente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O pessoal militar
tem sido sempre
o último a ter
os seus direitos
humanos
contemplados,
E que se você
veste farda
ou vestiu
alguma vez
na vida uma,
Para você não
muda em nada;
Se ao poder
interessar,
A tua paz
será abalada
e a liberdade
sequestrada.

Sempre que
o silêncio
for maior,
O barulho não
vai parar
de aumentar;
O quê está
com o General
ocorrendo
que ninguém
quer falar?!

Notícias do
General
eles estão
ocultando
de nos informar,
Não se sabe
nem se ele
se encontra
no Hospitalito
ou se ele
foi levado
para outro lugar.

Não há mais
como represar
e da memória
apagar mesmo
que estes versos
desapareçam,
Da tua mente
e do coração
ninguém
vai nem tocar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sempre que consigo
contabilizo cada
militar aprisionado,
Porque por cada
filho do continente
Sempre me interesso,
Hoje, oro e relembro
recorrendo ao jornal
que da Guarda Nacional
estão aprisionados:

2 Generais de Divisão,
4 Generais de Brigada,
Dói o meu coração
e me deixa inconformada,
Excesso de rigor pode
não dar em nada.

Retomando a lista,
me faz pensar
no futuro e na vida:
5 Coronéis,
1 Tenente Coronel,
1 Major, 4 capitães,
2 Primeiros Tenentes,
3 Tenentes
e 30 Sargentos,
Até quando tantas prisões
e consecutivos lamentos?

Não escrevo para afrontar,
mas para chamar
a consciência para dialogar;

Longe de mim querer
interferir negativamente
ou perturbar,
Só quero que a paz
e a concórdia
retomem este lugar.

E o General que
nada fez consiga
novamente
a liberdade retornar,
Perdoa-me porque
não consigo
ser indiferente,
Apenas busco
um pouco mais de
humanidade simplesmente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Hoje não teve
desfile militar,
Um dia triste
como este
não há como
não lamentar.

Mesmo assim
poesia não
poderia faltar,
E doa a quem doer,
Não vou parar
de querer
saber como
está o General.

Não vou parar
de perguntar:
para onde é
que levaram
o General?
O grito do teu
silêncio infame
a mim soa
rude e gutural.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nesta epopéia
de tentar
fazer cessar
o maltrato entre
o pessoal militar:
Alerto que em
cada poema há
muitas histórias
para contar,
E se você não
entendeu o quê
leu é sempre
melhor perguntar.

Quero saber
notícias
do General,
da tropa,
de quando
a verdade irá
ser mostrada,
e esta injustiça
irá acabar
com este penar.

Insisto no sonho
que todos voltem
a se entender,
O melhor caminho
é reaprender entre
si romper com
a mágoa e dialogar.

Jamais concebo que
um por receio agrida
o outro ou cerceie
a liberdade que
faz falta à todos,
Não existe paz
perfeita,
Mas existe a paz
necessária,
Vale a pena na vida
se reconciliar!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Levaram você
sem provas
dizendo-o
acusado
de instigação
a sublevação
militar e de trair
a tua Pátria,
isso só
confirma
a crise
humanitaria.

Nada esclareceram,
sobre o seu paradeiro.
Pergunto e não
respondem.

Só falam em traição
e não dão explicação.

Afirmam o quê é,
e não questionam.

Só sei que continuo
falando por aqueles
que já não sabem
a quem recorrer,
e de susto
engoliram
a própria voz.
Numa ação poética
para não se calar
porque há mais
de um algoz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Epinício

Um Epinício
tem sido escrito
para celebrar
o triunfo atlético,
militar e artístico
deste amor bonito
que o destino
há de nos colocar
no mesmo caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Chama Militar

Quando um homem decide
se tornar militar para servir
a Pátria ele decide pelo heroísmo,
e não se tornar um assassino,
quem disser o contrário
está simplesmente mentindo.

O militar que se imolou na porta
da embaixada da potência ocupante
em protesto ao Colonialismo
colaborador da própria
Nação merece ser reconhecido
pelo seu heroísmo na História.

Merece todo o respeito o militar
que optou pelo ato extremo
de protesto contra o sofrimento
que as pessoas têm vivido na Palestina
sob o jugo dos seus colonizadores.

Posso afirmar em alto tom
que ele entendeu a real
função na vida de ser militar,
e deixou a altiva mensagem
que um militar que se preze
deve proteger e não assassinar.

Rogo ao Senhor do Destino
que as chamas no corpo do herói
sirvam para trazer muitas luzes
às mentes obtusas da classe dominante
para que ajam para deter o sofrimento,
porque as chamas no corpo deste militar
não hão de ser apagadas nem pelo tempo.

In Memoriam a Aaron Bushnell

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não existe democracia com pena de morte, ocupação militar ilegal, apartheid, genocídio e guerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O Brasil é um exemplo claríssimo da desproporção entre CIA e KGB. Enquanto há meio século a mídia inteira grita contra a intervenção da CIA no golpe de 1964 sem poder apontar UM NOME SEQUER de agente americano lotado no Brasil na época, mais de TRÊS MIL agentes soviéticos infiltrados em altos escalões do governo brasileiro já foram identificados, e até hoje ninguém reclama de 'intervenção da KGB'.

Inserida por LEandRO_ALissON

⁠“Interessante: quando critico os abusos, mortes e torturas praticadas por ambos os lados, durante o regime militar, dizem que sou um humanista, mas quando pergunto porque realmente foi instalado o Regime Militar no Brasil, me chamam de fascista”

Inserida por ZeBarros

⁠Desgraçado!!!

Mentir é fácil, nada pra explicar
provar, mostrar o fato, dá-lo fé
a fim de não passar por tosco e até,
às gentes, como vil se revelar...

Pro traste mentiroso é bom “mudar”,
fazer o mundo dar a marcha à ré
por meio dos enganos, do tripé:
matar, sim, destruir e, assaz, roubar!

A regra do bandido é convencer
de que você não tem qualquer direito
e, assim, ter de si mesmo mau conceito!

Falou tanto em família sem a ter
por ter desfeito três suas? Quer ver
inferno na Nação de qualquer jeito...

Inserida por NinaMorangaAzul

Bombeiro militar

Às vezes, o limite físico de um ser humano é apenas o início do meu trabalho.
Às vezes, meu corpo é obrigado a não diferenciar o frio do quente, nem o dia da noite.
Às vezes, feriados e datas festivas são mais um dia de trabalho.
Às vezes, sem que meus familiares sequer desconfiem, retorno ao meu lar após ter a minha vida por um fio.
Às vezes sou criticado ou não recebo um simples “obrigado” por ter trazido de volta a vida quem já havia desistido dela.

Sou cobrado diariamente a ser um especialista em primeiros socorros, análise de estruturas, reações químicas, cinemática do trauma, sistemas de forças, normas de segurança e tantas outras matérias que passeiam e estendem-se por biomédica, humanas e exatas.

Mas, acreditem, ao som das sirenes, utilizo-me de tudo o que possuo, inclusive a minha própria vida, para salvar meros desconhecidos.
Faço o impossível na hora e um milagre em 5 minutos.

Quando todos correm para longe, eu corro para perto. Quando se desesperam, eu chego. Quando gritam, eu acalmo. Quando desistem, eu começo. Quando choram, eu afago. Quando eu perco, não me perdôo. Quando sorriem, retorno ao meu posto-base.

E quando fecho os olhos, agradeço a Deus por mais um dia de dever cumprido. Me achou louco? Acertou... um louco apaixonado pelo meu trabalho. Um trabalho que me diverte, me sustenta e me traz a verdadeira paz de espírito, que muitas pessoas morrem sem conhecer.

E é por isso que, em quase 6 anos de bombeiro, nem sequer por um segundo, eu me arrependo da opção que fiz.

Realmente, é para poucos...

Existem três espécies no mundo: Os seres humanos, os animais e os militares.

Para todo cidadão de bem, servir e proteger.

A morte de um país.

Políticos corruptos e corruptores vocês são o câncer desta nação.
Diante de tantos escândalos tenho vergonha e repulsa a qualquer um dos partidos e seus politicos, estes sem índole, caráter ou qualquer resquício de moral que estão ocupando cargos públicos. Com tantos roubos e os desgraçados ainda querendo reforma da previdência, impostos altissimos, obras super faturadas, verdadeiros elefantes brancos, etc... tudo que prejudica o povo em benefício próprio.
Nós precisamos exigir MORALIDADE POLÍTICA e reformas no congresso, extinguir os benefícios e regalias destas quadrilhas.
Estão matando o povo com o caos na saúde, na falta de uma educação de qualidade, com 14 milhões de desempregados e essa violência diária (guerra civil) que assola o país. Vocês acabaram com a alegria do povo.
Estes assassinos devem ser punidos com pena de morte!
Só existe três saídas para o Brasil: Pena de morte para os cleptocratas, intervenção militar ou as duas situações juntas.

Logo após ao almoço

Deparamo-nos, ao sairmos do almoço, com um senhorzinho aparentando os seus quarenta e cinco anos; acho que um pouco mais; ah, vá lá, beirando a casa dos cinquenta. Vinha ele ao beco onde ficava o restaurante, digo, a comedoria onde costumávamos almoçar, que localizava-se em um lote comum a um conjunto de apartamentos; sua entrada abria-se à rua Dom Bosco e a saída dava-se para a Av. Conde da Boa Vista, quase que formando esquina com os logradouros; assim não era porque um posto de gasolina já fizera-se cunhal destes. Lá vinha ele, porém antes do CB João Luís, que alcançava-lhe a uns quinze passos. Ao avistar o CB João Luís, o de mesma patente, Costa, que acabara de acompanhar-me no almoço, enquadrou-se na posição de sentido em sonoridade infante/militar, em “honrarias cínico-pueris” ao miliciano que aproximava-se, anunciou-lhe a chegada: - atenção! Quando, de repente, tomando para si as atenções, respondeu-lhe com altiva firmeza e garbo de operário da construção civil, o senhor franzino, equidistante quase aos milicianos; apresentou-se vibrante: “soldado 23732-0 Nobre, Batalhão de Cavalaria Mecanizada da 7ª Região”, e antes que concluísse sua apresentação, tomado o espírito pela emoção que lhe trouxe um embargo à voz: “desculpa, fiquei emocionado ao lembrar do tempo em que servi”, conteve-se em postura esguia e reiniciou sua apresentação militar com mais fôlego ainda, e nós, em posição de sentido como manda o regulamento, honramos seus préstimos com grandeza de espírito e orgulho.

A flâmula, já mínima em mim, acendeu-se em lume voraz...

Aquela lembrança, carregada em nostalgia, traz uma bagagem pesada, de alegrias e tristezas (sofrimentos) quais que só um soldado conhece e emociona-se ao contemplá-la, como um filme que passa à mente, que se sente como combatente, soldado! Soldado que foi unido com solda, colado, ligado, preso ao ofício que lhe orna...

Mas ao mesmo tempo fico a debater-me em raciocínio: será que o tempo em que serviu ao Exército foi o único momento que serviu à(na) vida?

Será que sua emoção foi posta como um espelho à nossa frente, por aquele homem sofrido, naquele momento, encarar-nos como se ele fosse um de nós? Ou sua emoção consternada na ideia de seus brios simplórios, afetados pelo tempo e pela falta oportuna de oportunidade ao crescimento?

Oportuna, digo eu, para a engrenagem social, que sempre demanda pessoas responsáveis fustigadas em suas vaidades, suas ambições, ao ponto de submeterem-se, de corpo e alma, às intempéries sórdidas e torpes que a vida nos impõe “oportunamente”.

Que não nos esqueçamos disso: existe de fato um ser humano dentro da farda dos soldados de ambos os lados da guerra.

Bombeiro: entra onde todos estão saindo. Contra o racional humano, no contra fluxo natural do perigo.

⁠O crime uma vez instaurado, somente o uso da força policial para fazer frente.