Meu Sonho e te Conhecer
Não, é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.
(Um sopro de vida)
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
(Perto do coração selvagem)
Eu só estou perdida e não consigo mandar nenhum S.O.S., ninguém sabe onde estou, largaram meu corpo em cima dessa cama e ninguém me procura.
Meu sofrimento não tinha fim, mas foi interrompido pela salsa eletrônica do meu novo celular rosa. Era ele do outro lado: “Conversa comigo? Tô sem sono…”
Eu sabia, eu sabia, nem todas as “sultãonetes” do mundo eram capazes de dar a ele o que eu dava. Ainda que meu coração fosse um só.
Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!
Meu Deus, nunca falhará. Eu sei que chegará minha vez. Minha sorte Ele mudará, diante dos meus olhos.
Eu sou canceriano
E meu signo ascendente é Leão
Leão luar de câncer
Louco de nascença
Filho da Bahia
Que já não faz mais
A minha cuca, minha tia
Graças aos demônios
Deuses totens meus
Eu nasci louco
Dou graças a deus
Como um anormal não durmo a noite
Não tenho mais medo
Tem gente que com um simples sorriso, um longo abraço ou suaves palavras, já consegue iluminar o meu dia.
São aquelas poucas pessoas que eu sei que posso contar nos momentos ruins, quando preciso de um empurrãozinho.
Aquelas poucas pessoas que me mostram que eu tenho de onde tirar forças quando não consigo tirar mais de mim.
Aquelas poucas pessoas que trazem calma para a minha alma, paz para o meu espírito e alegria para a minha vida.
Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. (…) preciso de você para dizer te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
E eu torço, do fundo do meu coração, pra que você consiga virar essa mulher que não enlouquece, que é superior, que entende a natureza, que aceita que os homens flertam mesmo, procuram mesmo, não conseguem mesmo, mas que, aos poucos, talvez, você consiga acalmá-lo, casar, ter filhos e que, talvez, sei lá, você possa aceitar essa natureza nojenta, o mundo como ele é. Eu nunca consegui, nunca, eu quero que a natureza se foda!!
Eu descobri que ao seu lado é o meu lugar... e é por isso que não calo a minha voz, e te faço aqui juras de amor...
E às vezes no silêncio do meu dia, no momento mais conturbado da minha alma, paro pra pensar em quando tudo isso começou. Eu sei, todos nós desperdiçamos oportunidades, chances, pessoas, amores… Mas de alguma forma, quando eu te conheci, eu sabia que seria você. Talvez tenha demorado pra perceber, mas o fato foi que percebi e naquele momento eu tive a certeza de que não podia te perder. Eu temia que fosse amor. Mas, de repente me senti tomada por algo mais forte que eu e de alguma forma você teria que ser meu.
Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar.
Há cinco possibilidades. Primeira: Adão caiu.
Segunda: foi empurrado. Terceira: saltou. Quarta:
ao debruçar-se sobre o parapeito perdeu o equilíbrio.
Quinta: nada digno de nota aconteceu a Adão.
A primeira, de que caiu, é precária demais. A quarta, medo, foi examinada e revelou-se inútil. A quinta, de que nada aconteceu, não interessa. A solução é a alternativa:
saltou ou foi empurrado. E a diferença está apenas
na questão de saber se o demônio
age de dentro para fora ou de fora para
dentro: aí está
o verdadeiro problema teológico.
"Estude, desenvolva a capacidade de ser livre em seus julgamentos, não se deixe levar pelo pensamento dos outros, a menos que com ele esteja de acordo. Viva, isso é fundamental. Adquira experiências, não se isole, leia além das letras, leia o que está escrito na rua, nas pessoas,na vida."
SE UMA CRIANÇA CONVIVE:
01)-Com a crítica, aprende a condenar.
02)-Com a hostilidade, aprende a ferir.
03)-Com a zombaria, aprende a ser tímida.
04)-Com a vergonha, aprende a se sentir culpada.
MAS, SE A CRIANÇA CONVIVE:
05)-Com a tolerância, aprende a ser paciente.
06)-Com o encorajamento, aprende a ser confiante.
07)-Com o louvor, aprende a apreciação.
08)-Com a imparcialidade, aprende a ser justa.
09)-Com a segurança, aprende a ter fé.
10)-Com a aprovação, aprende a gostar de si própria.
11)-Com a aceitação e a amizade, aprende a encontrar o amor.
O Mesmo Erro
Então enquanto eu me reviro nos lençóis
E, mais uma vez, não consigo dormir
Saio porta fora e subo a rua,
Olho as estrelas sob os meus pés
Relembro coisas certas que eu transformei em erradas
E aqui vou eu
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez,
E talvez um dia nós nos encontremos
E talvez possamos conversar e não apenas falar
Não acredite nas promessas porque
Não há promessas que eu cumpra,
E minha culpa me inquieta
Assim aqui vou eu.
O que Lacan chama de um sujeito petrificado pelo significante é um sujeito que não faz quaisquer perguntas. A definição mais simples de um sujeito petrificado é a daquele que não se questiona sobre si mesmo. Ele vive e age, mas não pensa sobre si.
Tu és Três
Um missionário espanhol visitava uma ilha quando encontrou três sacerdotes astecas.
- Como vocês rezam? - perguntou o padre.
- Temos apenas uma oração - respondeu um dos astecas. - Nós dizemos: "Deus, Tu Ès três, nós somos três. Tende piedade de nós."
- Bela oração - disse o missionário.- Mas ela não é exatamente a prece que Deus escuta. Vou lhes ensinar uma muito melhor.
O padre ensinou uma oração católica, e seguiu seu caminho de evangelização. Anos depois, já no navio que o levava de volta á Espanha, teve que passar de novo por aquela ilha. Do convés, viu os três sacerdotes na praia - e acenou-lhes.
Neste momento, os três começaram a caminhar pela água, em direção a ele.
- Padre! Padre! - chamou um deles, se aproximando do navio.- Nos ensina de novo a oração que Deus escuta, porque não conseguimos lembrar!
- Não importa - disse o missionário, vendo o milagre. E pediu perdão a Deus, por não ter entendido antes que Ele falava todas as línguas.
