Meu quarto
QUARTO BAGUNÇADO
O meu quarto não é bagunçado.
Não existe nada fora do lugar.
Tudo está onde deve estar.
Não existe o “não-lugar”.
"Estrela"
Pela janela do meu quarto
Sinto o vento passar.
Tudo o que eu quero nessa vida
É pra sempre te amar.
Milhas de estrelas distantes
Cuidando de você.
E eu com o coração apertado
Da distância que me impede de te ver.
Sua face é como a lua,
Seu sorriso, aprazível.
Seu olhar é a luz
Que faz brilhar meus caminhos.
Nosso amor é iluminado,
Uma fonte renovável.
Os anjos se alegram
Em me ver ao seu lado.
_Contigo sou o homem mais feliz do mundo.
_E eu a mulher com um amor profundo.
Nossas mãos se abraçam
Para colorir o mundo.
Lua
"Tem noites que perco o sono,
Abro as janelas de meu quarto,
e fico olhando pra lua.
Tão linda, tão solitária...
Me faz lembrar de mim.
Perguntas passam por minha mente
O que a lua tem demais?
Por que me fascina tanto assim
Meu encanto por ela vem desde cedo
Desde os tempos de inocência...
Quando ainda menina sentada na janela
Passava horas sendo seduzida por seu brilho,
O que há entre a lua e eu?
Tantos sonhos, milhares de segredos
Quantas confissões já lhe fiz,
Tantas promessas foram feitas sob a
luz da lua...
Em noites de insônia, a lua minha fiel e
única companhia...
Guardiã de meus desejos mais profundos,
Conhecedora de meus sonhos.
O tempo passa...
Envelheci! Mas a lua ainda tão igual,
dos meus tempos de menina.
Ainda guardando meus sonhos, acariciando
meu rosto com seu brilho.
Eu mudei! Mas você majestosa lua ainda
mantém o mesmo brilho.
Ainda guardando meus segredos...meus sonhos de menina ainda mantenho contigo.
Continua me seduzindo, me fascina com seus encantos...
E eu ainda não recebi nenhuma resposta... O que tem entre Você e eu."
-Roseane Rodrigues
É estranho a dicotomia de ideias, em si seguro em meu quarto mas os suores inebriantes denunciam-me tornando-se em um filme de suspense cheio de manias.
E no meu quarto observo as janelas de outro mundo,extasiado estou dentro de uma bolha que me asfixia com seu perfume.
"Por que eu gosto de objetos que machucam?
No meu quarto eu guardo
Milhões de caixas e potes
Mas dentro deles tem facas e laminas sem corte
Eu separo os parafusos das agulhas
Esperando o dia em que elas serão usadas
No fundo dos seus olhos
Espero um dia poder guarda-las
Um dia minha mãe encontrou minha faca debaixo da cama
Ela claramente ficou brava e fez uma cara feia pra mim
Mas logo ela foi descansar
A sua cama manchada de carmim
Quando eu choro nessa sala
Os médicos não me escutam
Eu só queria saber
Por que eu gosto de objetos que machucam
(Aquele fim de tarde suave
em que ela me disse adeus.)
"Na porta do meu quarto
Uma placa de perigo de vida alta tensão
No canto encostado um Narguile novo faz companhia ao um velho violão
No fim da tarde alguém cantava um velho refrão
Que dizia em seus versos de luxuria
(Ah aquela ruiva me fez perder a instabilidade na curva)!"
pela janela do meu quarto eu olho todos os dias um pinheiro e vejo seus lindas folhas mas se algum dia esse pinheiro cair numca mais vai existir pois um mesmo pinheiro de sempre numca mais vai se reconstruir pois sua estrutura acabou de cair
A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa. Acordei cedo abri a janela do meu quarto para admirar o céu povoado de nuvens o sol a raiar no horizonte, e disse à minha alma: este é o início da felicidade. É aqui que ela começa. e, é claro, haverá muito mais. Minha razão retrucou dizendo-me; mais e preciso ter fé e preciso sonhos e preciso ter raça o livro da vida que você abril e o mesmo apenas a pagina e outra i esta em branco escreva só coisas boas. Bom dia
Mais uma vez,
Mais uma vez me deito em meu quarto e fecho a porta
Por que ainda continuo escutando a mesma música?
Por que ainda penso tanto nisso?
Por que não consigo me lembrar do tanto que ele me machucou?
Por que continuo dizendo ‘’eu te amo’’?
Eu queria sentir raiva
Queria olhar pra você e sentir nojo
Queria olhar pra você e poder te ignorar
Queria te deixar menos importante
Cara, eu te odeio
Ao menos eu queria odiar
Pelas noites que me fez chorar
Pela dor que me causaste
Por ter me feito sentir como uma inútil
Eu te odeio! Pare de dizer que me ama!
Por favor
Antes que eu te diga o quanto te amo
FINITO - À Mariana.
Da janela do meu quarto, entendo ser finito
Além do céu cinzento, um inerte monolito
E nada estanca a lágrima corrente no meu rosto
Tempo parado, pela dor que sinto e trago tão aflito
A vontade de esquecer, nunca esteve comigo
E se tentei estar atento, foi só pra ter contigo
Os bons intentos preservados nos momentos de um sonho
Mas da janela do meu quarto, um retrato do meu grito
Queria só te ver
Pra talvez compreender
O que não cabe mais em mim
Queria só viver
O tanto a mais pra ver
O que não cabe mais em mim
De amor
Trancado em meu quarto me aprofundando
em pensamentos e lembranças
sei que é mais fácil você morrer primeiro
do que as minhas esperanças.
E bem aqui em frente o computador,
pensando em rimas que possa calar
também a pessoa que nos calou
mas em um dos pensamentos fui pensando, boiando e lembrando que enquanto eu fazia a poesia o beck estava
queimando.
Carlos
Sabe, Carlos, o amor é sacrilégio!
Também ouço, do meu quarto,
os desiludidos desferindo tiros,
e, olhe, há sangue por todos os lados.
Abutres, à espera de desgraça alheia,
sentam-se, ao redor, do desamor,
do caos que o amor alimentou.
O inferno turvo
( da tua poesia)
Reincidi
( na minha)
em dose única.
Da janela do meu quarto eu vejo o mar, . . hoje vou dormir ouvindo o som das ondas . . . Mas estou só pelo amanhecer para ver o sol nascer. . . .
Retornando de meu sonho e de volta a minha realidade, encontro-me em meu quarto úmido, porém já não mais solitário, pois tive uma noite alucinante e plena de amor... Abraço meu travesseiro e embalo num tranqüilo sono onde espero poder te reencontrar.
Permito a mim mesmo, mais esta noite na escuridão do meu quarto. Ela parece se fundir com escuridão interna que abita meu ser. No lugar de um gole de whisky que desce rápido anestesiando corpo e mente, permito apenas as lágrimas que descem lentamente enquanto a saudade castiga meu ser. Escondo-me na luz do dia, me escondo na multidão, ninguém percebe o tamanho da solidão. O medo de errar precisa ser grande o suficiente para você se cuidar, mas pequeno o bastante para a coragem prevalecer. Me- vejo agora já acostumado com sua falta, e minha razão dizendo bem baixinho a mim mesmo desista criança, nada será como antes. Vista sua mascara saia e encare o mundo lá fora.
Tem vezes que
pela janela do meu quarto
a lua
me lembra o brilho
que vi nos teus olhos
e todo dia
fico com a lua
por horas seguidas
pra tentar te encontrar nas entrelinhas
Em meu quarto sozinha
ando a esmo
com uma bebida em mãos
e me pego pensando em você...
Seu toque quente que
percorre meu corpo, explorando-me
sem que eu apenas peça!
Como pode ser?
Como um pessoa pode saber tanto
sobre algo que nem eu mesma sei?
E esse calor?
Era a bebida? O clima?
Talvez somente eu...
"Eu tenho medo..." - disse...
"Eu tenho experiência..." - ele respondeu...
Suas mãos serpentearam em meu corpo
tocando-me em lugares que nem eu mesma
sabe que existiam.. me fez ver tudo com outros olhos!
E agora?
O que farei?
Não me deste nem a metade do que prometeste...
Não exigistes nada do que eu te ofereci
e como pode... mesmo assim eu já me sentir tão...
tão... satisfeita?
É isso que é o prazer?
Em um simples toque posso dizer que conheci tal coisa?
E quando finalmente me explorar?
E quando tomar o que eu ofereci?
E quando estiver em meu interior,
me preenchendo,
se movendo...
Será que me darei por satisfeita?
De fato... acho impossível!
SOU TÃO FRÁGIL SEM ELA...
Já se fazia manhã!... Da janela do meu quarto vislumbrei um céu tão bonito e tão azul!...
Logo pensei em nós.
No horizonte além, me pus a ver traços da sua imagem levitando em meus pensamentos absortos.
Parecia que ouvia seus dizeres amorizados, em trechos de sua fala, revelando-me seu amor incondicional.
Desenhos memoráveis, em aquarelas, reportaram - me, ao cenário de glória que vivíamos.
Tais sentimentos afetivos de um homem a uma mulher, ainda ardiam latentes, naquele instante, em m'alma ofegante.
Voltei à cozinha e degustei um cafezinho que acabara de fazer.Saindo um vaporzinho da xícara.
Depois, retirei um livro da estante e me pus a folheá-lo, quando me deparei com um poema meu;
“Se dependesse de mim”. Exatamente isso viera à minha mente, momentos antes: se dependesse de mim retornaria aos braços da paz que havia ido...
Enxurradas de boas lembranças; aflorando a todo instante, sufocavam qualquer tentativa em concentrar-me em outra atividade.
Saí da leitura sem perceber, quando me vi num olhar vagante, num ponto fixo na parede da sala. Voltei-me ao relógio e as horas pareciam não passar.
Naquele instante me sentia tão ‘apequenado’!...
e, fragilizado, sem ela por perto!...
(08.03.18)
