Meu Olhar
Mal o meu olhar perdera a pureza
Tereza já se despia
a noite mal anoitecera
ainda ingênua,
uma lua tímida no céu de chumbo
parecia o fim do mundo
o que cairia,
a chuva alagaria a rua,
a tribo dos vagabundos
de todos os mendigos
de pontes e de marquises
o que seria da chusma,
minha madre Teresa de Calcutá,
calcula a minha agonia,
Tereza presa nos meus braços
o paço guardado por vigias
o chumbo alagando o Ganges
a rua parecia o rio...
Pega o meu olhar caindo na diagonal das suas ancas
meu pensamento lhe chamando de potranca
sabe que eu sou criança
e canso fácil de um brinquedo
ou tenho medo de escuro
descobre o meu delírio no seu decote
os sutiãs da côte d’azur sentem falta dos seus seios
suas águas azuis cristalinas
banhariam a menina que tem nesse corpo
e se eu não fosse poeta seria prostituto
um puto qualquer escravo de todos estes instintos
que me escravizam a paixão
mas
Mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida
saiba que o destino as vezes se engana
mas o amor... o amor essa brisa que areja a alma...
traz uma sobrevida
e sempre que eu pensar no amor,
teu rosto vai estar sorrindo em cada rosto feminino
e nesse labirinto que é a vida,
como um milagre o amor vai se encontrar
mas se o meu olhar e o teu olhar
não se encontrar na imensidão da vida,
Ávida de prazer e de paixão
esse ciclone a clonar o amor
o que vai ser de mim,
da minha imensidão,
da imensidão do meu amor..
se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar...
povoa, povoa o meu olhar
a índia na lagoa
o menino na canoa
um barco nos conduz
a luz vermelha cor de telha nos cabelos ,
laranja nas unhas,
quantas testemunhas,
parece uma coisa à toa
mas há paz,
há paz...
a paz na turbulência
comportada do meu peito,
é um semi-leito,
é uma canoa,
eu não sei...não sei o que é isso
amo Messejana com suas mangueiras
e viadutos, José de Alencar e todos os seus índios
amo Messejana....
AS ILUSÕES NÃO RESISTEM ÀS NEBLINAS
mais tarde o meu olhar fica novinho
depois de passar este rio,
depois de derramar este lago
fica tudo lavado,
todo lixo vai no pranto,
todo encanto desbota na luz do luar,
As ilusões não resistem às neblinas...
já chovi tanto este passado,
já alaguei capital e municípios,
e eu que sou um cara de princípios...
fico filosofando...
conjecturando... sem querer acreditar
as ilusões não resistem às neblinas,
as ilusões não resistem às neblinas
e eu não tenho arcas nem barcas....
nem sei nadar...
POÉTICA
Disperso meu olhar em ouro turvo
Desperto aturdido e atônito
Ainda existo, ainda existe o mundo
Das coisas vãs e supérfluas, antônimo
Quem se dedica a tal amor profundo
Nuvens magentas salpicam o horizonte;
O outono dourado dos faustos mitos
Desfolham sem alardes as florestas
A calmaria duma brisa no infinito
Sussurra a estação dourando em festa
A relva tem a idade dos delírios
Pluma leve pros tombos do passado
Momentos lacônicos de paixão suavizados
Pela insanidade de um lírico visionário
TEMPO
O tempo já levou o meu olhar faz tempo...
Faz tempo que eu olhava o tempo
Com a esperança vã de um dia em algum tempo
Que essa coisa toda que envolve a gente...
Nem sei se é assim...
Mas pelo menos em mim, faz tempo...
Sempre quis entender, mas essas coisas do coração...
O tempo foi passando e passou o tempo do entendimento
Agora eu só percebo que o silencio
Vai além do que comove e o que se locomove
Rodopia com a poeira dos meus pensamentos...
Eu sei que vou sonhar ainda até que entenda
Que o tempo já levou o meu olhar faz tempo
Faz tempo que eu tento entender o que se passa
E não passa este acreditar no amor,
Esse ter fé e esperar nos meus pressentimentos
Faz tempo que eu olhava o tempo,
Faz tanto tempo... tanto tempo, que naquele instante
Que ainda não era o nosso tempo e as nossas mãos
Se uniam a tecer a eternidade
E éramos deuses de todos os momentos
Que nem percebemos o galopar veloz
Desse corcel indomável que se chama tempo
VOZ DA POESIA
Às vezes o meu olhar sobe o morro
Quando morro de saudade
E a razão pede socorro...
Eu já fui tão feliz um dia
Que a raiz que me sustenta,
E a luz que me ilumina
Se inclina pra colina
E colore a tarde de salmão, rosa e dourado...
Eu ponho de lado o meu orgulho
Às vezes e sem querer fazer barulho
Eu canto um samba;
Algo que batuca no meu peito
Eu não tenho jeito,
Eu sou escravo desse amor...
E de outros amores que eu não soube,
Mas li em algum poema
Ou assisti em algum cinema
Eu sou a voz da poesia
Mas tenho medo do seu cântico,
Eu que já fui feliz um dia
Prefiro ser sozinho do que ser romântico...
Vai no meu olhar
olhar a minha alma...
e a paisagem tão serena é uma miragem
que a ansiedade banha no açude;
fiz o que pude e o que não pude,
mas o amor segue nessa estrada infinita
a se perder nos montes,
é uma vadiagem que o coração permeia,
o meu amor é tão vadio,
é tão vazio de vazios,
numa alma tão pequena a abrigar o mundo,
e apenas num segundo
o meu amor cabe no que não vejo,
mas me intui este desejo de te amar
Meu olhar buscou a lua
A vacilar no firmamento
Sem saber como flutua
Minhalma neste tormento
caminho triste e confuso
indiferente às estrelas
não sei o que quero ou procuro
não sei se desejo vê-las
✨️"...estrela...estrela✨️...brilha...ilumina...no infinito universo do meu olhar...na noite iluminada...fecho os olhos...abro meu coração...estrela...estrela...vem meu mundo iluminar...a luz do amanhecer...irradia meu viver...e na luz do anoitecer...jamais vou te perder...estrela...estrela...rainha do meu ser...sua luz é magia...eterna ...para sempre...amo você."✨️
No encontro de nossas incompletudes desejo aproximar-me suavemente do visgo que prende o meu olhar ao teu.
Quero ser tocada pelo seu encanto de brisa e sentir tuas mãos percorrendo a geografia do meu rosto, em forma de carícia.
Quero silenciar teu verbo com a centelha que guardo em meus lábios e senti-lo pulsante, breve bálsamo que pacifica meu ser.
Desejo repousar em teus braços e ajeitar-me em teu colo, para que minha alma de borboleta possa senti-lo refletido em minhas asas.
Aos poucos a chuva foi parando, a folha secando e o sol timidamente confundindo meu olhar. Era toda vez assim, quando chovia e hoje já se faziam 40 anos e eu?
Aos poucos a chuva foi parando, a folha secando e o sol timidamente confundindo meu olhar...
O Limite, nos Humaniza...
Quando penso em limite, não é limitar o outro com meu olhar. Não é dizer o que ele é capaz ou não. Se ele é importante em uma razão que tudo se encaixe. Minha experiência é entender, que em nosso processo humano. O meu limite, reforçe tua qualidade!!!! Porque quando eu não for capaz de chorar sozinho, eu possa encontrar teu abraço... e isso permita, que eu perca a noção do tempo e ali nos eternizamos.. Quando minha capacidade de amar, não supere a neurose da realidade e eu encontre alento em uma percepção da tarde, como uma grande pintura no céu de outono. Quando meu braço não alcance um objeto e o braço do outro se torne meu próprio braço. Quando o que eu penso e tudo isso seja de ordem refutável e incoerente, talvez se contraste com um sorriso!!! Qual o motivo de nós? Os limites fazem parte de um todo maior, frágil, experenciavel. Entender nossos limites é olhar para nós com os olhos Deus!!!!! Carlos Henrique Toni 21/03/2019, dia Internacional da síndrome de down
"Ninguém enxerga o que vejo nos meus olhos; por algum motivo, meu olhar é sério e morto, como um reflexo silencioso da minha alma."
," Se você falasse comigo,
quanta coisa brotaria,
em meu olhar;
Tenho certeza de sorrisos,
expressão de felicidade.
Se você apenas me olhasse novamente, como olhou há tantos anos,
todos os danos do meu coração,
consertar-se-iam,
finalmente.
Mas se você, chegasse me ouvindo,
me tratando como amigo,
que decepção!
mas se por amor voltasse,
uma nova vida viveria,
apenas se você,
sorrindo,
voltasse para mim...
A onde você esta?
A distância te levou
para longe do meu
olhar e trouxe a dor
da saudade.
A onde você esta?
Tento te encontrar
todos os dias.
A onde você esta?
A noite me assombra
e os sonhos viram
pesadelos.
A onde você esta?
Te encontrei dentro
de mim e não consigo
te trazer para a minha
realidade.
A onde você esta?
dentro dos meus
pensamentos
ouvindo o choro
da minha alma,
