Meu Olhar
Situo-me na intensidade dos meus sentimentos com a profundidade do meu olhar.
Que me faz apaixonado pelos versos simples, porem singelos que me fazem fixar sua linda imagem em meus pensamentos.
Sou suscetível quando quero, mas também sou destempero quando preciso.
Tenho amor em meu caminho e esperança no amanhã.
Perdoai o meu olhar fatigado, um olhar desiludido que sintetiza um ser frustrado... Na tristeza de não ter sido capaz, no meu coração em guerra ainda não entende a paz...
A minha vida um tanto fragmentado deu-se tamanha sensibilidade na segunda fase do meu romantismo, mas sim me apego ao meu próprio conhecimento...
Quero ainda dar uma virada, pois mais vasto que seja ainda sim não cabe a minha dor... Dor de amor como em um mundo caduco, cantarei os meus versos um dia a ti mulher... Eu lhe juro...
O meu olhar é desesperador quando procuro e não encontro você, imagino onde você esteja e fazendo o quê;
Sou carente, pois preciso de ti com toda sinceridade que o meu coração quer e precisa para ser feliz;
Vejam só como meu olhar está tão cansado, porém confiante no amor que irás estabelecer em minha vida tudo o que eu não vivi ainda.
Eu não sou sábio, poeta também não sou, só sei amar com o meu coração seja com o meu olhar e todo o meu amor;
Só preciso te dizer, o quanto sou carente por você;
Sou amante dos seus sonhos e só quero amar o seu querer;
Por fazer verificação com a minha mão na tua mão
Meu olhar dentro do teu
Assim pude constatar a interligação.
MEU OLHAR DE TERNURA
O meu olhar revela teus pés curtos,
Tuas mãos estendidas latentes,
Por entre teus passos alargados.
O meu olhar te avista,
Fulgurante escarlate,
Vestida de rosa tule carícia.
O meu olhar te reclama,
Quando a lua se ascende no sol,
Para te clarificar instante.
O meu olhar furta ausentar-se,
Ao te mostrar repleta procura,
Na pálpebra da manhã que te advinha.
Porque o meu olhar,
Tão cheio de ti,
Na singeleza quer desvelar, tão só tua ternura.
"... Precisei tear em tua face, meu olhar.
Costurar entre meus pés, tua andança.
Para não furtar-me de deixar em mim,
O dia em que te arquitetei na espera..."
In Fragmento Poema Quando Tateei Tua Face
"... Continuo experimentando-me,
desassossegado de vivência.
Em cada ventar, meu olhar mareado,
se traduz desague..."
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
... e é tanta paz
nas paisagens
do meu olhar poético...
que chego a temer
os olhares desse mundo
tão assim...assim como é.
É ruim olhar pra você
E não mais sentir a delicadeza do seu ser
O quê mudou
Foi o meu olhar ou foi você
Mas se teu olhar e o meu olhar não se encontrar
na imensidão da vida,
saiba que o destino também se engana
e a paixão mente que ama
com a Ingenuidade de um menino...
mas se o teu olhar e o meu olhar não se encontrar
que vou fazer com o luar,
que entra pelo zinco do meu barracão...
que vou fazer com as flores e poemas,
que escrevi no meu caderno,
que vou fazer com essa imensidão de amor?
mas se o teu olhar e o meu olhar não se encontrar
na imensidão deste desejo,
saiba, tem um beijo e um olhar a te esperar em outra dimensão...
AS MINHAS ASAS
Antes de olhares minhas cãs
Veja meu olhar de esmeraldas
Que rolavam nas correntezas de rios profundos
Com águas cristalinas onde garimpavam
O tesouro de uma vida
Ou a ilusão pelo prazer de uma paixão
Onde muitos se jogaram por pura desilusão
Ou se amaram clandestinamente em suas margens
Dando margem as mais belas
Histórias de paixões proibidas...
Os meus cabelos clarearam pelo êxtase
De nossos corpos que se fundiam
Com o pacto de uma única alma...
Olhes meus membros que vasculharão
Teu corpo como um mineiro
Em busca de diamantes...
A minha boca declamar-te-á
Os mais belos sonetos eróticos...
A minha língua sorverá a tua alma
Que correrá feito uma corsa
enlouquecida no cio pelas savanas
E voará sob minhas asas
Do céu ao inferno
E falas de algo eterno
Só pelo prazer que se esvai em alguns instantes
Então olhas com desdém as minhas cãs
E nem percebes as minhas asas...
