Meu Olhar
De nós, muito pouco restou. Alguns flashes de lembranças dispersos nessa névoa densa em meu olhar e, essa saudade insana que tanto teima em me torturar.
Meu olhar estava parado
em coisas que eu acreditava
serem certas.
Mas no decorrer de meus
passos tive a humildade de
mudar o olhar como via a vida.
Então tudo e todos tornaram-se
diferentes.
Olhei para o alto agradeci;
Olhei para os lados e sorri;
Ai olhei para frente e vi a chance
de recomeçar novamente;
Bastou mudar meu olhar.
Mesmo que algo me desencante, destacarei flores em meu olhar aos merecedores da minha caminhada de paz, sorrisos e aplausos constantes à vida. Afinal, a chave da minha felicidade vem de Deus...
Olhando a fogueira
Enquanto as chamas reluzem
O meu olhar, me devaneio
Em pequenas fatias
Do tempo, das coisas passadas
Dos momentos doces
E o que vejo à minha frente
São justamente isso
As chamas com a doce luz cintilante
Que se mistura ao vento da noite
Que me fazem pensar
Que atualmente
As coisas não são mais doces
Tudo hoje é mais rústico-agudo
Mas o que importa isso?
O que passou passou
Se os meus dias perderam
A doçura, pelo menos
Tenho essa fogueira silenciosa
E o meu espírito imortal de criança
Sempre vivo!
Que me faz mergulhar em devaneios
De cujo tempo onde as coisas
Não só eram doce, como faziam
Mais sentido!
(Doces Devaneios) 11/06/16
Como ser incapaz de homenagear as rosas?
Rosas que desequilibram meu olhar,
Pela delicadeza,
Na infinita beleza da cor,
No abrir, no murchar
Perfumam tudo ao redor
Perfumam até no altar.
As rosas que surgem em frases
Fazem o amor ecoar
Ecoou em mim
Jorrou gotículas
Como o orvalho matinal.
Já até atravessei as nuvens d’aguas,
Em busca do seu perfume pelos rochedos.
Rosas que ao vento se vão,
Rosas do além,
Rosas belas num simples vaso,
São rosas para o meu bem.
Rosas que vem despidas,
São rosas que pousam sobre mim,
Transformam-se em rosas despedaçadas,
Rosas que despertam famintas,
Sangrando em pleno vermelho,
São as rosas que me envenenam pelo espinho,
Infiltrando-me ardentes desejos.
Às Rosas, meus diversos beijos!
Mperza
... Andar envolvente...
Seu andar é um ritmo envolvente.
Meu olhar desenha suas curvas.
Revelando as intenções da gente.
A cada passo dado nas ruas.
Quando se vira toda e de frente.
Disfarço as minhas aventuras.
Seu olhar fica todo desconfiado.
Deixa-me a deriva e com tonturas.
Penso que consigo enganar.
Me dizendo com toda ternura.
Pactuando com esta envoltura.
Que sua vontade também aflora.
Porém, espero que seja adentro.
Tudo aquilo que mostra por fora...
... sivi...
E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar
Que meu olhar encontre nas belas coisas da vida a imagem de Deus em tudo, e com a certeza de que nossa história e o nosso destino pertencem somente a Ele, eu permaneça sempre com o coração alegre, grato e fortalecido de fé, aproveitando ricamente todos os lindos dias que o Senhor fez para nós.
"Foi na primavera meu olhar se encontrou com o dela, perfume doce ela tinha, sorriso lindo ela possuía. Mau ela sabia que naquela momento eu desejava ela[...]"
Quando se esquecer dos meus defeitos, lembre-se do meu olhar, que brilhava ao ver o resplendor de seu sorriso.
VAIDADES
Tem dias que meu olhar faz o espelho chorar.
e a lágrima rola pelo avesso do vidro espesso,
corre lenta e contamina como orvalho todo ar
respiro a minha dor na intenção do teu apreço,
então miro a imagem que não mais me reflete,
apenas reproduz o esboço do que já foi alegria,
todo logos que conduz agora à emoção deflete,
e remete a patética visão do que fui eu um dia.
reflexos, esboços embaçados de meu passado,
o presente se apresenta esmaecido, e dormente,
indolente, nubla a visão do dia, é desencantado,
antes, com você me mirava com o sol nascente,
aguardo, me guardo e pergunto para o reflexo,
se existe amor ou alguém mais dedicado que eu,
a resposta é límpida e torna o mundo convexo,
a imagem sorri, me devolvendo a fé no apogeu.
e meu olhar de conto de fadas é novamente feliz.
Já não chora agora mais o espelho, reconsidera,
evapora todo vapor que encobria o luzir da íris,
vaidoso coro outra vez e minha tez se reverbera,
