Meu Eterno Amor minha Filha
Nem o favo de mel adoça o sangue
que escorre da minha boca ferida
E a mágoa fica contida
na boca que me beija
(Vera Mascarenhas)
Minha terra canta
como cantam as palmeiras
As rosas ainda falam
mas se calam as cachoeiras
Não temos Torre de Piza
as pizza continua
(Vera Mascarenhas)
Na minha imaginação
eu possuo tudo que sempre quis
As cenas que produzo em minha mente
são retratos claros dos meus profundos fúteis desejos
Às vezes fico um pouco triste
por que tudo aquilo que imagino
não se tornará realidade
e isso é angustiante
Também pode ser perigoso
ficar completamente absorta
e acabar não aceitando a sua realidade
Minhas pernas foram arrancadas
meus braços jogados de lado
Minha língua decepada
e minhas asas mutiladas
Eles removeram meus olhos
Cobriram meus ouvidos
Nem mesmo mais consigo emitir meus gritos
Eu sinto raiva
Eu sinto mágoa
Eles levaram tudo
e não deixaram nada
Desde aquele dia
vago pelas ruas sem rumo
Abaixo a minha cabeça
e observo meu peito
Não há nada aqui
Somente um espaço vazio
Um grande buraco
sem dor, sem nada mais
Agora eu sinto somente paz
Um êxtase comedido
Move-me insolente
Espreita os meus pecados
Conduz minha mão dormente
Enterra as paredes mudas
Sabe quando a alma mente
Mas não deixo o seu domínio
Exilar-me de mim mesma
Seus olhos não me fascinam
E rio da sua destreza
Ele se vê adestrado
Disfarça-se de cúmplice meu
Olvida que ao seu lado
Eu mato quem já morreu
Minha pretensão como dramaturgo é dialogar com a contemporaneidade. O que tem sido complexo, já que ela não anda retornando meus telefonemas.
São os primeiros a chamarem minha atenção.
São poderosos, reveladores,
às vezes misteriosos.
São armas em potencial,
pois podem hipnotizar.
Mas os que os possuem
podem ser traídos por eles.
Olhos são espelhos da alma.
Aqueles que sabem lê-los,
estão na dianteira das conquistas.
... ou quem sabe usá-los
Eu não vou na sua casa,
Para você não vir na minha,
Você tem a boca grande,
E quer comer minha galinha.
… se minha história ajudar uma única pessoa, já será muito bom.
Tenho a minha história ,
nas letras procuro o sentido,
com emoção escrevo a minha inspiração,
pra mim e pra você.
… eu escrevo.
Meus inimigos tentam sempre me ver mal
Mas minha força é como o fogo do Sol
Pois quando pensam que eu já estou vencido
É que meu ódio não conhece o perigo
Mas enquanto o Sol quiser brilhar
Eu vou querer a minha chance de olhar
Pois se eles querem meu sangue
Verão o meu sangue só no fim
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim
Há muito tempo, em minha ignorância, eu disse algo sobre como as pessoas se prendem a religião para evitar a simplicidade e a monotonia da vida. Estava enganado. A vida jamais será simples.
A realidade é que as pessoas se prendem a religião, pois precisam das respostas para as suas incontáveis perguntas.
Foi acreditando nas flores,
que minha vida foi invadida por borboletas
fecundando minhas esperanças.
Desejo tanto meus pensamentos no teu colo
Minha pele contatar a tua
Senti-lo abraçar-me e dizer - tudo bem -
Encontrar calma nos teus braços
E no teu toque suave, incendiar as maçãs do meu rosto
Nevar meus sentidos
Viajar os olhos em nossos sonhos.
Enquanto espero cobrir o frio com o seu calor
Desespero-me em saudade do perfume fundido e do olhar de sorte
Como um bilhete dourado achado e contemplado
Visto-me como um lírio no campo a despreocupar-se do amanhancer
A completar-se pelo sol que aquece
Mas não é refém da chuva que cai
Pois mais do que se vê, são raízes profundas e fortes.
Enquanto penso na infinidade de dias que temos juntos
Desfaços os nós e o embaraço
A corda que une não amarra
Não há correntes, é leve e livre.
Há quem diga que não existe
Pois digo que é real
Embora pareça fantasia
A realidade confude a inexistência de um amor tão especial que achei em você.
Atrevo-me a escrever um poema
Alegando minha descrença.
Sei que não serei mais bem visto por isso
Pois admito que perdi minha fé.
Às vezes eu fico acordado,
Pondero sobre meu passado
E me pergunto se valeu apena toda essa crença.
Lembro-me da minha infância poluída,
Memórias de um passado que ainda sangra.
Olho à minha volta e reflito sobre tudo que acontece no mundo diariamente.
Penso em tragédias, desastres naturais,
câncer, abuso infantil.
Pessoas suicidas penduradas em cordas...
E tudo isso é
Supostamente os planos de um "mestre amoroso".
Até certo ponto a ciência motiva minha descrença ,
fora isso, eu vejo à vida por outro ângulo.
Eu me recuso a seguir um "Ser" que não se importa comigo,
Um "Deus" que nunca está lá quando eu preciso.
Reconheço minha ignorância
Mas não me conformarei enquanto não puder ajudá-la!
Ajudar a quem?
A mim ou a minha ignorância, talvez...
Ajudá-la a olhar outros olhos
Verdadeiros reflexos de quem sou
Ajudá-la a enxergar outras faces
Herdeiros do mal e do bem, do não e do sim...
Ajudá-la a desterrar as máscaras
A soberba
A preguiça
A vaidade
Ah, como a ignorância é vaidosa!
Ela se esconde em si mesma.
Sou o revés de mim mesma
Sou a mão que açoita minha solidão
Sou o pesar do desespero
Sou a vida da morte em vão.
