Meu Eterno Amor minha Filha
O
silêncio da
minha alma...
Revela segredos
da minha nudez!
Ele despe-me
das amarguras...
Para que eu possa meditar,
na majestosidade do mar!
Visto-me
de primavera...
Escrevo em minha alma sonhos perfumados.
Transbordo suavidades...
Deito-me na leveza da brisa.
E espero o amor me sentir!
Quando me encontrar...
Serei a sua melhor essência!!
Tons Azuis!
Pintei minha alma
de tons claros,
intensos, suaves, fortes...
Salpiquei flores amarelas.
Marcando caminhos...
Sonhei-me no
paraíso azul com você!
Consigo
muito bem
conviver com
indiferenças de pessoas,
que não somam muito em minha vida.
Mas suportar indiferença
de alguém que eu amo...
Isso já é demais!
Me sangra até na alma...
Hoje terei tempo,
para dedicar-me a você…
Quero pintá-la,
com a minha melhor aquarela.
Quero deixar um pouco
do meu perfume em
cada pétala sua…
Para que sejas em
mim, eterna!
Porque a vida!
Tem que ser
pintada sempre.
Com cores
da nossa emoção…
Que o destino nos una um dia novamente, que o vento te traga pra minha direção e o tempo cure todas as mágoas.
Eu tevi hoje...e nem acreditei, pensei que era coisa da minha cabeça,
mais eu me enganei ....
para meu triste coraçao ,
tambem vi seu novo amor
mais tenho orgulho dele
pois ainda nao se quebrou,
mais agora meu mundo voltou
agora te esquecerei
pois encontrei um novo
AMOR!!!!
"Você na minha vida,
Foi como um oásis no meio do deserto.
De longe parecia real, quando cheguei bem perto,
Era só uma miragem."
Mas é que a liberdade me afaga os cabelos e me domina, e você nada mais é que minha prisão. Te deixar me fará completa. Compreender-me te tornará um sábio ou mais um poeta de coração partido.
Do Par de Olhos
Há uma mancha de céu
nos teus olhos.
Uma vontade de voar
abisma a minha boca.
A morte invertida
adormece o corpo:
corre-me como sangue
o beijo na iminência
de nascermos
o dia antes do sol:
há maior luminosidade
do que estes olhares
que se abraçam?
O amor é andorinha
sobrevoando os teus olhos
como um brilho.
ANTIMUSA
Com seus olhos de incrédulo voyeur, minha poesia,
Ávida, viu, menina, ao que passavas, tanta graça
Sorrir-se-lhe, que desde então, dia e noite, me arrelia,
Sempre em segredo pondo-se a esperar-te. E, por pirraça,
Impregna-me a lira de saudade e, em lenta agonia,
Até morre – ah, poesia mais caprichosa! -, se não passas.
AUTO DA DANAÇÃO
Já sob a densa treva sepultado
em minha sombria jornada rumo ao Érebo
com esses olhos em frangalhos
que a hora inexorável urge em comer
por Zeus (ou por Hades), eu hei de ver
minh’alma tão patética
enfim se rebelar
reivindicar seu salvo-conduto
seu direito de ir e vir
e arrancando, de profundis
do corpo inerte que já não habita,
um resquício de vida
num suspiro derradeiro
pela oca boca cadavérica inda atrevida
às margens do Aqueronte
desafiar da Morte o austero barqueiro
vociferando, prenhe de indignação
minhas póstumas palavras de ordem:
Ei, Caronte! Seu velho escroto!
Não pago um óbolo p’ra viajar nesse esgoto.
(*) Inspirado pelo Movimento Passe Livre.
Eu engulo minhas lágrimas, escondo tudo o que estou sentido, para não ver a minha derrota perante aqueles que já me aconselharam, eu fecho meus olhos e sinto o vazio, eu esperei por você. Eu fui e sou sua, como vou pertencer a outro ser? Sinto o sabor da derrota. Eu perdi. Perdi o mundo e ganhei a falta de compaixão. Estou sofrendo, e sabe o que é isso? - Acho que deve imaginar. Quando você morria por outra pessoa eu estava ao seu lado. Do seu lado, e agora quem esta ao meu?
