Meu Erro foi te Querer
'PERGUNTAS'
- Qual foi o dia mais especial da sua vida até aqui?
- Com certeza o dia do nascimento do meu filho mais velho, quando peguei-o nos braços e o balanceava docemente. Um turbilhão de perguntas incitava a mente. Lembro-me de todos os detalhes.
- Qual foi a fase mais difícil que você já viveu?
- Quando meu filho mais velho teve uma obstrução intestinal. Todos me falavam, ou davam uma expressão de que ele não voltaria mais da sala de cirurgia. Chorei muito ao vê-lo sofrer tamanha dor apenas com nove anos de idade.
- Se você pudesse voltar no tempo e escolher um dia para você viver novamente, que dia você escolheria?
- O dia em que eu desistir de uma pessoa que eu estimava muito (J). Talvez eu não o fizesse novamente. Com certeza, eu teria outro destino. Outros desencontros, outras experiências.
- Se você pudesse escolher uma pessoa para passar o dia inteiro juntos, quem você escolheria?
- Uma pessoa que eu a estimava muito.
---- Risomar Silva ---
"Vale a pena viver junto para sempre com a mesma mulher que foi apresentada por Deus".
Anderson Silva
Toda pessoa que passou dos 100 anos de vida e que se encontra saudável, foi indubitavelmente presenteada por Deus com o dom da vida e é digna de aplausos.
"Como foi maravilhoso observar a brisa e as folhas das árvores caindo em São Gonçalinho num dia quente de inverno".
Anderson Silva
"O momento mais feliz e mais triste da minha vida ocorreu no mesmo dia. Foi quando eu sonhei que estava sendo arrebatado e, ao me aproximar do terceiro céu, ter acordado."
Anderson Silva
"O ser humano é tão complicado, mas tão complicado que foi necessário um justo e imaculado morrer em seu lugar para ele ter vida".
Anderson Silva
Tabuleiro ou as pedras do jogo? Tanto faz. Quando você percebe que foi apenas só mais peça e achando que era o Rei, era só o peão.
"Foi Deus quem instituiu a família, por isso que Ele castigará severamente no tempo certo todo aquele que comete adultério".
"A maior emoção que já senti nesta vida foi quando preguei e depois vi pessoas se rendendo a Cristo em prantos".
Anderson Silva
Eu tenho os olhos no céu
porém não olho pro Sol
Não faço nada impossível
Se fizer foi sem saber
e você, sôfrega...tropeça
eu não entendo aonde vai
com tanta pressa.
No espelho.
Se um dia eu puder
Vou te pedir
que descreva
O que foi que sentiu
A cada vez
que um beijo chegou no vento
Um sorriso num pensamento
Um apelo numa oração
Coisas que precisava dizer
e não podia
Por favor
Se puder
descreva para mim
O que foi que sentiu
Quando finalmente percebeu
aquele amor
Que distante vivia
E que às vezes pedia
Pra Lua entregar um recado
Te avisando que eu existia
E desejava de verdade
descobrir
Em qual cidade se escondia
Me conta também
Se aquele sonho que te mandei
Me fez o favor de te avisar
Pra olhar pro Céu,
quando acordasse
Pois as nuvens que aqui passavam
me disseram que te conheciam
Outras vezes eu havia mandado
Que a luz do Sol
Fulgisse no teu espelho
e te desse o meu beijo
Feito de brilho
Eu sabia que teu recato
Faria teu rosto assumir
um tom a mais de vermelho
Eu quero
que saiba que fui eu
que acreditei muitas vezes
No milagre
de um feliz desenlace
E você
finalmente descobrisse
que eu existia
Pois tudo isso eu fiz
Eu te juro que fiz assim
Porque queria que você
Também gostasse de mim
Edson Ricardo Paiva
Uma brisa mais leve
Um breve pensamento
E talvez eu me lembre
Onde foi que perdeu-se o brinquedo
Da criança que um dia eu fui
Mas o tempo prossegue fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças tristes
Quando a fruta apodrece
A semente germina
E assim que termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Vai representar ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Porém se não o fizer
Morrerá sem descobrir
Por que as coisas estão
Aqui e ali
E mesmo assim
Todos prosseguimos caminhando
A caminho de um fim
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente represente um nada
Creio
Que talvez seja difícil agora
Compreender a tudo isso
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Que seja pouco mais que nada
A paz tão procurada
E aquele brinquedo perdido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo, com toda certeza permanece
Escondido nas dobras do tempo
E o tempo jamais se esquece
Portanto
Se de fato nada existe
Pense que isto traz a conclusão
da impossibilidade
de realmente inexistirem
Afinal, você pensa
E é nisto que tudo consiste
E, se tristeza não há, então
Nada pode ser assim... tão triste
Edson Ricardo Paiva
Vida.
Vida
Minha linda
Apenas vida
À duras penas
Vivida
E linda
Foi a história vivida
Sem grandes lances
Isenta de grandes chances
Muitas vezes ilusão
Sem Céu e sem chão
Sem grandes vitórias
As perdas e derrotas
Também foram lindas
Na glória da minha vida
Pois só eu a vivi
E apesar de tudo que perdi
Ela não foi perdida
Foi linda
E ainda tem um pouco mais
de vida pra ser vivida
Vivendo essas coisas da vida
Mudanças de vida
Vida à toa
Boa vida
História de vida
Memórias
Vida que começa
Sem pressa
E não espera
Quando a gente menos vê
Ela acelera
E lá se vão as primaveras
Lindamente sofridas
Neste infindo buraco sem fundo
Que ainda chamamos de mundo
E um dia, lá no fim da linha
Onde finda a linda vida
Pouca coisa foste, Além de linda
Eu sei que serás esquecida
Saibam
Que eu nunca esqueci de vivê-la
E só o fato de tê-la vivido
Me prova que nem tudo está perdido
Antes ... se renova
Quando tudo chega ao fim
Ainda assim
Vida
Edson Ricardo Paiva
Errei muitas vezes
Nesta curta vida
Acertei também
E muito
Foi muito além
daquilo que se costuma errar
Num único compromisso vivo
Vidas, erros e acertos
Agora eu olho pra isso
Como mero visitante
Quando olha uma foto antiga
daquelas que o tempo desbota
Ao passar por elas
Mas ainda dá
Pra enxergar nos detalhes
Aquelas reles coisas
Que ninguém nota, se a vê
Essa vida rota,
incrivelmente amarrotada
Que todos tem
E eu também tive
Olhares que não dizem nada
Pobres almas condenadas
Cobrando atitudes da gente
Percebo que não houve sorte
Não se vive o azar ao acaso
Só erros e acertos
Naturais
Quando a gente realmente vive
Vê
Que alguns prazos e compromissos
Terminam
Ou chegam bem perto disso
Vem aquela sensação
de olhar a vida
Como a vê-la de cima
e com certa isenção
Com a vivência
de quem olha e se cala
Quando sabe
Que é sim, possível, aprender a viver
Mas só depois da experiência
Entende que não há como ensiná-la
Perante os próprios tropeços
Compreende o valor das coisas
Cujos preços se descobre
Após muitos desdobramentos
E o coração nada fala
Aprendeu, ainda que vagamente
Que tristeza e alegrias
São coisas que o tempo apaga
Só restam lembranças
Pouco honestas, muito vagas
da procura pela cura
de uma loucura aparente
Existente ou não
Talvez tenha sido encontrada
Pra logo em seguida
Ser novamente perdida
e nunca ... jamais
Plenamente curada
Enquanto vivos
Até que um dia percebe
Que a lição melhor aprendida
Resulta
Em saber que no final
Apesar de tudo
Tudo continua exatamente igual
E tudo que nos cabe :
Aprender que não sabe nada.
Edson Ricardo Paiva
O tempo é ferrugem
No metal da vida
A água foi sob a ponte
Um pássaro que eu nunca vi
Cantando perto da janela
Outras flores que surgem
A vida passa
Seja ela
cheia ou vazia
A lenha queima na fogueira
Ofusca a estrela lá no Céu
Um dia
de todas as estrelas que se vê no Céu
Restarão somente cinzas
Outras estrelas surgirão
Outro chão
Outros Céus
Outras vidas
Devagar e lentamente
Mas a gente nunca dispõe
de tanto tempo assim
Pra prestar atenção que nosso tempo
Diante do tempo
é nada.
Edson Ricardo Paiva.
Ando apaixonado
Não pela vida
Pois essa foi sempre traiçoeira
Não pela noite
Que me deixa só toda manhã
Também não amo a poesia
Pois esta é feita
de pensamentos, palavras
e lembranças
nas quais pouco eu penso
Eu ando apaixonado
Pelo som do silêncio
Silêncio no qual vivo agora
Que ignora a voz do vento astuto
Atento ao coração
Pois hoje
Quando ele chora, eu escuto
No silêncio das coisas que ora penso
Mando embora toda e qualquer tristeza
Mas quando a tristeza vem
Ela também chega em silêncio
Me abraça, enquanto acordado
Explica e justifica
O sentido dessa vida
Nós dois nos viramos de lado
Abraçados, não dormimos
Dormitamos
Sem ouvir qualquer ruído.
Edson Ricardo Paiva
Impossível dizer
Se foi difícil chegar até aqui
Eu fiz tudo do jeito que era preciso
Até não precisarem mais de mim
Então, de repente
Eu olhei e me vi
Percebi um pássaro sem nome
Cantando uma canção antiga
Um cântaro sem água
Uma toalha de mesa
Desenhada de morangos
Uma longa estrada, que ficou pra trás
Meus passos apagados pelo vento
A cada novo passo
Um telhado, uma casa, um passado
O pássaro bateu as asas
Levando consigo
Aquela bela canção
Tão estranha, tão antiga
Não há tarde, não há festa, não há dança
Um desnível na calçada
Uma queda por distração
Impossível dizer
Se foi difícil chegar aqui
Também não há quem ouvir
Além do som da leve brisa
Entrando pelas frestas do telhado
Melhor deixar de lado
Não precisa.
Edson Ricardo Paiva
Passarinho
Veio passarinhar aqui pertinho
Passeou, passeou
E depois ...
Foi passarinhar
N'outro ninho.
Edson Ricardo Paiva.
Eu juro que nunca pensei
Que tanta coisa assim fosse mudar
O que um dia foi tão bom
Hoje, é lembrança vulgar
Passado o tempo
Eu nada concluo
Concluo que não há nada a concluir
A vida não é um voo
Não é uma viagem
Não é uma paisagem
Talvez seja isso tudo
Somente miragem
Semeamos sonhos
Só isso
A realidade não tem compromisso comigo
Ou eu com ela
Ainda bem
Creio que ninguém queira neste momento
Estar no meu lugar
E nem mesmo junto a mim
Prossigo assim
Sozinho e calado
Espero a noite chegar
E ainda tenho medo do escuro
Tenho medo do futuro
Remotos tempos bons passados
Pra passar que foi tão duro
Por não haver conclusão
Percebo mesmo assim
Está tudo interligado
Nada ao longe, tudo perto
Aqueles lindos e imensos jardins
Não existiriam
Se não existissem os desertos
Portanto, continuo vivendo
E vendo a vida passar
sem se lembrar de mim
E esta é a luz,
que apesar de quase ninguém ver
A tudo clareia
Tem gente que é flor, é primavera, é cor
Eu sou somente frio e calor
Sou solidão, eu sou areia.
Quando eu era criança
Sempre desenhava Sóis sorrindo
e nuvens com cara de nuvens boas
A vida foi passando
E tempo escoou por entre os dedos
Que há tempos não mais desenham
O Mundo não parece mais
Ser daquele jeito lindo que eu via
O coração anda cansado de bater à toa
Um minuto passa lento
e outro voa
A tristeza me maltrata com certo requinte
E eu chego a esquecer os minutos
Quando a gente vê, passaram vinte
Andei divagando
Lembrando de um pé de pitanga
Perdido nas mangas do tempo
Longas horas passei sob ele
Aguardando a chegada dos domingos
Que era quando eu sumia
Nunca mais houve tanta alegria
Nunca mais houve quase nada
Além de medo
Que não existia, naquele mundo encantado
Meus dedos não sabem mais
desenhar nenhum sorriso
Nem tecer nenhum poema
Que fale sobre flores
Nuvens boas ou paz
Viver ou não
hoje em dia tanto faz
