Meu Corpo
Ah, quando eu morrer podem tirar o que quiser do meu corpo, para que levarei tudo isso ao tumulo se de nada me servirá mais? Tirem o que quiserem menos o coração, pois ele já tem dona.
Sepultura da Verdade.
Sinto meu corpo flutuar.
Uma experiência de sofrimento e ódio.
Um sentido disfarçado na incompreensão.
Muito prazer:
Sou a agonia a te ferir.
Uma nova sensação de dor a sua mente recair.
Um túmulo aberto com sua alma aflora.
Pecados e mais pecados no caminho da maldição.
Que novo dia a sombra ilumina.
A luz vinda das trevas de minha alma.
Meu próprio paraíso infernal.
O calor doce vindo das geleiras do meu coração.
Quero poder elevá-la ao ponto de conhecer tudo isso...
Quero ensiná-la a compreender as minhas covas malditas.
Entregar-te uma nova pá.
A fim de cavar mais um buraco nesse espaço de belas flores de sangue.
Sepulta-te ao meu lado.
Todo meu jardim...
Todo o meu amor...
Será todo seu agora.
Um Beijo.
Ao sabor de um beijo sinto meu corpo me libertar.
Sinto a liberdade sobre a vida correr sobre mim.
Seu beijo tem gosto de sangue e dor...
Seu toque é frio como o gelo que brota de seu suposto coração.
Seu olhar é tão vazio quanto sua alma.
A me conquistar com suas mentiras tão cativantes e verdadeiras...
Sou levado ao teu fabuloso julgamento.
No qual se considera apta a me controlar com seus fios de doce nylon.
Que parecem me cortar apenas um olhar assustado...
Meu corpo não controla mais suas próprias ações.
Estou perdido em um caminho de lagrimas no qual a única passagem de volta a realidade é você...
Com suas palavras me desferindo um golpe...
A única vez que sou forçado a abrir meus olhos dessa tortura e enxergar a realidade,
É quando escuto de sua cadavérica e sedutora boca, vermelho-sangue as palavras que me condenam ao verdadeiro inferno...
Eu te amo!
Nem o céu nem mesmo o inferno são capazes de compreender tamanha dor e pesar ao que entrego de bandeja...
Brindai mos à morte.
Um brinde a minha alma que com sucesso você tirou de mim...
Um ultimo suspiro de liberdade, sinto sair de meu corpo já sem vida.
É tão divertido assim cortar um coração fresco e tão puro que ainda acredita na farsa criada por ti?
Tenho uma divida de gratidão por vós,
Pois após minha morte fizestes questão de enterrar meu cadáver já desfigurado na mais alta montanha.
Em um lugar intocável as mãos carnais.
O único lugar onde poderia um dia nem que seja após minha morte cumprir a única promessa que lhe fiz...
Proteja-me...
E sou atingida por um raio. Meu passo se atrasa e se apressa. Um calafrio que atravessa o meu corpo e traz inquietude para cada músculo. É o abismo da felicidade. É o amor cavalgando o meu dorso. Um quê de divindade nas nossas entranhas. Tu és um Deus e nunca houve nada mais divino. Amor fati. A fortuna da minha existência está nas fatalidades.
O Meu Amor
Sentindo a maresia,
Que acariciava o meu corpo,
Vivi momentos de felicidade.
A lua sorria no céu,
Encantando na terra os românticos.
O meu corpo vibrou com o teu chegar.
A natureza toda te saudava,
Confundindo-a com a sua rainha maior,
Porém estavas mais linda que Iemanjá,
E toda natureza continuou a vibrar,
As ondas que se arrebentavam no espigão,
Rendiam-se a tua beleza.
As forças da natureza,
Pareciam conspirar ao meu favor.
É verdade para um ser poético,
Existia todo um cenário,
Mas era eu um ser apaixonado,
Que se iludia nas em suas fantasias,
Desejando a cumplicidade dos céus,
Sonhava com o teu amor.
Mas a realida se mostrou!
Eu chorei calado,
Fingindo que não sofria,
A lua se escondeu,
E o céu começou a chorar comigo.
Virei poeta quando minhas emoções queriam gritar.
Virei mulher quando o meu corpo passou a palpitar.
Vi a necessidade de ter que caminhar...
Quando estamos juntos,meu corpo se desloca para um local onde só nós temos conhecimento que existe,mais ninguém"
"Minha alma deseja o teu aconchego
Meu corpo deseja o abrigo e o calor do seu junto ao meu
Meus olhos procuram teu sorriso
Meus lábios buscam os seus..."
Poema Desejo e Amor
Alma.
Podia ouvir os gritos da alma
que impede o oco do meu corpo,
Ardente ecoava em murmúrios
a procurar uma saída.
Não sabia ela o quão é
perigoso, injusto e tenebroso
este mundo aqui de fora.
Não saberá ela quanta beleza
compõe os quatro cantos deste lugar
Só aos meus gritos de morte
é que ela poderá sair,
sorrir e chorar,
Viajar por este mundo que por tempos
lhe tapei o olhar.
Quando acho que tenho o controle de mim mesmo minha mente e meu corpo se junta, e se revoltão contra mim.
No mundo inteiro, não há ninguém como eu. Sou dona de meu corpo, dos meus pensamentos, das minhas idéias. Pertencem a mim as imagens que meus olhos contemplam e eu preciso saber escolhê-las. Possuo minhas próprias fantasias, meus sonhos, esperanças e medos. Uma vez que sou dona de mim, preciso me conhecer intimamente e possibilitar que todo o meu eu trabalhe a meu favor. Há aspectos em mim que me confundem, outros que não conheço. Mas esteja ou não de acordo com tudo o que sou, é autêntico e representa o momento em que vivo. Tenho ferramentas para melhorar, para ser produtiva, e para organizar o que está desajustado. Sou dona de mim. Sou eu mesma e estou bem!
Senhor, cura meu corpo
Liberta a minha alma
Abençoa a minha vida
Onde eu for que eu possa ser a face de teu infinito amor
Que estejas sempre comigo
Como guardião de minha vida e minha felicidade.
Mas que acima de tudo Senhor
Que seja feita a tua vontade.
Amém.
Sempre achei-me estar preso ao meu corpo, como se ele fosse o meu limitador final. Ainda encontro-me assim, mas tento me felicitar nas conjecturas que a mente me proporciona, e talvez só porque eu tenho esse corpo.
Não é que eu não queira, também que não posso, mas é o meu corpo, não eu, e dele depende o meu agora existir. Assim, o meu maior pecado é ser humano, é saber como obter a vida eterna e ainda assim, ser incapaz de justificar os motivos pelo qual repito e me repito naquilo que sei está em oposição ao que é certo, só porque sou apenas um ser humano.
“” Não, não vou envelhecer
Um dia meu corpo irá se entregar
Mas minha alma
Ah minha alma , eterna criança
Ainda canta, pula e dança
E o tempo...Que tempo?
Não vi ele passar seu moço
Acho que nem chegou por aqui
Assim menino e levado
Quero ir
Mesmo que a vida seja só um sinal
Morro, mas não vivo tudo
Vivo e não morro, afinal...””
RESQUÍSCIOS DO CORPO
Nem te amo
Nem te reclamo
Nem por ti oro
Ou desadoro
Ruína do meu corpo
Morto,
Feito carne balofa.
Se nesta vida
Rude e sofrida
Nunca me serviste de alcofa,
Que lá na outra menos dura
Onde a fineza e rijeza perdura,
Não me envergonhes cachopa,
Com tuas esfinges de gordura.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-12-2022)
Curo as feridas e as dores do meu corpo, da alma e do espírito, com a água morna e salgada que brota copiosamente dos meus tristes olhos.
