Meu Caminho e cada Manha
A visão cria o caminho: Antes que o dinheiro exista fisicamente, ele já habita como intenção pura na mente daquele que compreende que o crescimento genuíno vem de dentro para fora.
Quem cresce com os pés no chão e o coração na humildade constrói um caminho que o tempo jamais apaga.
"Em vez de escolherem o caminho de Satanás e o ódio gratuito, a humanidade precisa resgatar o respeito e parar de zombar de quem vive na honestidade."
"Quem prefere o caminho de Satanás e o ódio para zombar dos humildes está apenas cavando a própria cova espiritual."
"Arrecadar fundos é uma bela missão, mas perder a humanidade no caminho transforma qualquer boa ação em pura encenação."
QUE A FOME NÃO ENCONTRE O CAMINHO DE VOLTA
Vi a fome sentada à mesa,
usando o prato de uma criança.
Comia as horas,
roía os domingos,
deixava os ossos do tempo
debaixo da cama.
A mãe mexia uma panela
onde a água sonhava ser feijão.
O menino desenhava um pão,
e o papel fazia um barulho
que ninguém tinha coragem de ouvir.
No meu Brasil,
houve quem dormisse cedo
para encurtar a distância
até uma refeição.
Mas a noite crescia,
esticava suas pernas sobre a casa,
e a manhã demorava
uma eternidade para chegar.
Depois, em tantas mesas,
o alimento voltou.
O arroz soltou pequenos sóis,
o feijão abriu suas janelas,
e uma criança largou o lápis
para segurar uma colher.
A mãe chamou pelo nome de cada filho.
A fome ouviu.
Recolheu sua cadeira
e saiu arrastando os pés.
Agora falam de uma caixa
que chegará à nossa porta.
Vem embrulhada em promessas,
com uma fita feita de amanhã.
Eu olho para ela
e penso nas mesas do meu povo.
Quem sabe o que dorme lá dentro?
E se houver uma mão
capaz de apagar o fogo?
E se aquele velho visitante
estiver dobrado entre os papéis,
esperando que alguém
lhe devolva a cadeira?
Meu medo atravessa a distância,
bate nas portas do Brasil,
encosta o ouvido nas cozinhas.
Quero ouvir pratos,
conversas,
uma criança perguntando
se ainda pode repetir.
Não quero ouvir outra vez
uma colher raspando o vazio.
Que abram essa caixa à luz do dia,
diante de quem conhece
o peso de uma panela sem comida.
Que cada promessa diga
o que fará com aquela mesa.
Meu povo já ensinou o pão
a encontrar o caminho de casa.
Que nenhuma mão
lhe troque o endereço.
Interpretaçâo:
Esse poema expressa a preocupação com quem já passou fome e o medo de que essas pessoas voltem a sofrer. Ele reúne a lembrança da privação, a alegria de ter comida novamente e a incerteza diante de uma mudança de governo.
O surrealismo transforma esses sentimentos em cenas impossíveis, mas que conseguimos sentir:
* “A fome sentada à mesa, usando o prato de uma criança”: a fome ocupa o lugar do alimento. A imagem da criança torna essa ausência especialmente dolorosa.
* “Comia as horas, roía os domingos”: a fome consome também o tempo, o descanso e a alegria. Até um domingo pode se tornar apenas mais um dia de espera.
* “A água sonhava ser feijão”: representa uma mãe tentando alimentar os filhos com recursos insuficientes. O desejo de oferecer comida está ali, mas falta o alimento.
* O menino desenhando um pão: a criança tem no papel aquilo que deveria ter no prato. O “barulho” desse papel é uma denúncia que incomoda quem a escuta.
* Dormir cedo e a noite se alongar: dormir aparece como uma tentativa de escapar da fome. Para quem espera uma refeição, o tempo parece não passar.
Quando “o arroz soltou pequenos sóis” e “o feijão abriu suas janelas”, a comida devolve calor, esperança e possibilidades à casa. A criança deixa de desenhar o pão e passa a comer: aquilo que era apenas desejo se torna realidade. A fome recolhendo sua cadeira representa o fim daquela privação.
A caixa embrulhada em promessas simboliza um futuro governo cujo conteúdo ainda não conhecemos. A embalagem pode ser bonita, mas o poema pergunta pelas consequências concretas: haverá alimento? As famílias estarão protegidas? A fome poderá voltar? Essas perguntas expressam um receio, sem afirmar que esse resultado acontecerá.
O trecho “meu medo atravessa a distância” mostra você longe do Brasil, mas ligado à vida de quem ficou. Seu desejo é ouvir os sinais simples de uma casa alimentada: pratos, conversas e uma criança pedindo mais.
“Que abram essa caixa à luz do dia” é um pedido de transparência. As promessas precisam ser examinadas diante de quem conhece a fome, porque essas pessoas sabem o que está em jogo.
E o final “Meu povo já ensinou o pão a encontrar o caminho de casa. Que nenhuma mão lhe troque o endereço” pede que o alimento continue chegando às famílias. É a sua maneira poética de dizer: “Quem voltou a comer não pode ser condenado a sentir fome novamente.”
A fé em Cristo não apaga as lágrimas do caminho, mas as transforma em sementes de propósito; não silencia a tempestade, mas sussurra sentido ao vento que agita nossa alma. Mesmo nos dias cinzentos, quando a dor insiste em permanecer, há uma luz que não se apaga: a certeza de que nenhum sofrimento é desperdiçado nas mãos dAquele que faz todas as coisas cooperarem para o bem. Até as noites mais longas carregam em si o propósito da aurora.
Sinto que sou o eco de um mundo que se foi antes que eu pudesse despedir. Caminho no agora como sombra deslocada — não fantasma, pois ainda sinto; não exilado, pois nunca tive de onde partir. Apenas um peregrino que chegou, devagar e com clareza dolorosa, no século errado.
Há uma falsa sensação de paz que não vem de Deus e que, sem alarde, desvia a alma do caminho correto. Por isso o Senhor, em seu amor, permite o abalo e prefere o terremoto que desperta ao sossego que leva ao abismo. Sejamos gratos pelos abalos que nos trouxeram de volta ao rumo certo.
Existe um caminho, e Cristo é a ponte. Mas, na maioria das vezes, as pessoas não estão prontas para essa conversa.
“No caminho do Reiki, aprendemos a acolher, só por hoje, as mudanças da vida com serenidade e gratidão."
Espero que o seu caminho continue sendo aberto com mãos divinas,
cheio de grandes vitórias e muitas felicidades, que o senhor Jesus te abençoe
e te proteja hoje e sempre, pois você merece tudo que há de mais belo nessa
caminhada que se chama vida, e que deve ser vivida da forma mais doce e gratificante possível.
Por isso, nunca deixe de realizar um sonho seu pois esse sonho pode ser
uma linda realidade que fará de você uma pessoa realizada.
Te desejo tudo de bom que existe nesse mundo hoje, amanha e sempre.
Que você traga sempre dentro do coração o amor, a bondade e a sinceridade
pois essas qualidades são as bases da felicidadeade.
Não importa qual a direção que se siga, nenhum caminho é sem volta se não for direcionado pelo ressentimento e orgulho!
As vezes é necessário voltar alguns passos para fechar uma porta entreaberta ou terminar uma lição inacabada.
E para isso não é necessário reviver o que machuca, mas é necessário aprender a perdoar.
Só se consegue seguir em frente sem olhar para trás quando o coração estiver em paz, com sentimento de dever cumprido.
NERVOSISMO
Queres progredir em teu caminho?
Aprenda a controlar o nervosismo.
A ira desestabiliza tuas ações e te deixa instável.
A raiva te desgasta e bloqueia tua razão.
Tens que tomar uma decisão e estás irritado,
É melhor aguardar um pouco e tranquilizar-te.
Só com os nervos acalmados,
É que podes pensar, refletir e escolher corretamente.
Tua ira pode se refletir em outras pessoas,
Que nenhuma causa tiveram em teu conflito.
Podes magoar alguém seriamente,
E perder a estima de quem amas.
Quantas vezes, em momentos de calmaria,
Arrependeu-se de tuas palavras e atitudes,
Quando foste capturado pela cólera?
E pensou: “Se calmo estivesse, não faria aquilo”.
Ao perder a cabeça em brandos descontrolados,
Não ouves a ti mesmo no que é mais essencial.
Acalma-te, antes de tudo,
Para encontrares uma saída.
O barco revolto por feroz tempestade,
Machuca os tripulantes, não atinge a meta.
E pode afundar de tanto remexer-se.
Quando a bonança reina no oceano sem ondas,
Seu interior fica mais visível.
Pacifica o turbilhão de tuas emoções,
Antes de seguir teu caminho.
Pessoas irritadiças são como arqueiros desgovernados,
Que saem atirando flechas em tudo e todos,
Sem notar que o alvo da solução sequer foi tocado.
Ao perceber um ente querido tomado pela cólera,
A ação sensata é silenciar…
Permita que ele descarregue a raiva,
E possa, sozinho, ouvir a si mesmo.
Não alimente a raiva com mais raiva,
Não responda ou retalie o raivoso,
Muitas vezes verás no outro um espelho,
De teus próprios defeitos e engodos.
Não te permitas, pois, ser tomado pela ira,
Quebre a corrente de irritação com uma palavra amiga,
Ou com gestos de carinho.
Uma declaração sincera de amor, na hora certa,
É capaz de romper, a toda prova,
Uma grande muralha emocional.
Não se apaga fogo com fogo,
Violência só aumenta a violência.
Deixe a água das emoções sutis,
Suavizar a sanha do fogo trepidante.
Não te ofendas com facilidade,
Não dê poder a quem não tem.
O ofensor só terá importância,
Se tu mesmo a conferes.
Não aceites provocações,
Se alguém lhe dá um presente,
Só ficas com ele se quiser.
Não sabes que pessoas inferiores,
Alimentam-se de tua raiva e mágoa?
Elas se regozijam ao perceber,
Que tu afundas até o nível delas.
Tu controlas tuas emoções, não outros.
Quanto mais alguém está encolerizado e infeliz,
Mais desejará que outros estejam como ele,
Portanto, não sucumba no jogo da raiva e da ofensa.
Tuas reações impensadas podem muito revelar,
Do que guardas em teu íntimo.
Para que nada o abale,
Cultiva, com toda dedicação, a serenidade interior.
A paz de espírito é, sem engano,
O maior patrimônio que tu podes conquistar em tua vida.
Viva em paz… e tudo estará perfeitamente pacificado.
O caminho a gente corrige quando se perde.
O erro a gente transforma em aprendizado.
As quedas a gente supera.
As feridas a gente cura.
Mas a vida… a vida a gente não adia.
A gente celebra enquanto vive.
Ama enquanto sente.
Abraça enquanto pode.
Perdoa enquanto há tempo.
E agradece enquanto o coração ainda bate.
Porque, no fim, não são os dias que importam —
é o que fazemos com eles.
Então viva sem esperar o momento perfeito.
Recomece sem medo de errar.
Ame sem economizar sentimentos.
E celebre cada instante.
A vida é agora.
E o agora não volta.
O que deixei pelo caminho:
Se um dia me perguntarem qual foi a maior coisa que fiz na vida,
responderei com serenidade:
dei o melhor de mim a quem cruzou o meu caminho.
Alguns ficaram.
Outros partiram.
Alguns me deram amor; outros, cicatrizes.
Mas nenhuma decepção teve força suficiente
para mudar a delicadeza do meu coração.
Aprendi que a bondade não perde o seu valor
quando não é retribuída.
E que a nossa essência não deve ser escrita
pelas marcas que os outros deixam em nós.
Se a vida me permitir voltar,
eu faria tudo outra vez:
continuaria sendo luz,
mesmo depois de conhecer a escuridão.
RECOMEÇAR é ter a consciência de que o caminho deixará lembranças, mas é o desejo de transformar o insucesso que faz a nova oportunidade florescer.
TUNIN
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