Meu Caminho e cada Manha

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A vida encontra seu verdadeiro sentido, quando no caminho o coração aprende a caminhar com Cristo

Mergulho


Algumas palavras intentam e no caminho esmaecem, mas saltam dos dedos sem preencher, a alma e os seus desencontros, desencantos, que ousa voar e salteando o impensado, traça alguns pousos, e hesita.






Um calar sentido, também cura, o silêncio, esse aliado fiel, que sem profundidade enche-se de fantasias que não preenche um vazio. É necessário seguir sem nada indagar ao indiferente tempo, e com ele à revelia… Seguir.






Assim acalentando sonhos que não desapontam… dar ênfase às decepções, ou compreender? Não importa a trajetória, mas mergulhar sem interpretações… Fugir, e fugir do seu poço profundo, busca a simplicidade que acalma, emergir.

Não espere alguém te mostrar a rua, escolha você mesmo o caminho, e bata na porta dos sonhos.

Não seja a pedra no caminho de alguém, seja a escada.

A vida é como um caminho curto; com dois passos chegamos ao destino.

Não importa a distância do monte, se Deus já te mostrou o caminho, vai.

Não quero muito da vida, pois sei bem onde termina o caminho, onde eu entrego a taça.

Passos lentos...
que desalento.
Caminho desconhecido...
corações desunidos.
Cruzando olhos vazios
os sonhos todos por um fio.

⁠A consciência é o caminho
no qual o egoísta,
não faz a sua morada.

“Estratégia é saber onde chegar antes de decidir qual caminho seguir.”


— Fource Consultoria

Chegada ao Mundo

Na chegada ao mundo, um sopro de luz,
um caminho aberto que ninguém traduz.
Aprendendo a cada dia, sigo a caminhar,
o que nos livros jamais eu poderia encontrar.

Sem paredes para me agarrar,
descubro no vento o segredo de voar.
No botão de uma rosa, tão frágil, tão forte,
aprendi que o amor é quem guia a sorte.

Ali encontrei a vida em sua canção,
a fé que floresce no coração,
a força que ergue quando tudo desaba,
o poder que brota quando a alma se cala.

Sou aprendiz da terra, do céu, do mar,
na escola do tempo, venho me formar.
E cada dia é milagre, é eterno saber,
que a vida é um livro que só se escreve ao viver.

Cobrar resultado sem ensinar o caminho não é liderança. É transferência de responsabilidade.

Caminho com cautela, não com medo. O futuro sempre deixa pistas: pequenas delicadezas, desvios precisos, acontecimentos que parecem deslocados mas chegam como resposta. E quando estou pronto, cada sinal acende, não como promessa, mas como direção.

É difícil mudar de caminho se, para o ego, a mudança for sinônimo de desistência.

Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.

Poema - Entre rosas e espinhos


Dificuldade é tanto
No caminho vou andando
Desviando dos obstáculos
Pra não cair nos buracos
Às vezes me sinto sozinho
Existem dois caminhos
Não posso cometer erros
Buscar o caminho estreito
Entre leões e gorilas
Uma batalha por dia
Ninguém disse que seria fácil
Mas precisa ser ágil
Em questão de segundos
Pode girar o mundo.


A vida é maravilhosa
Mas como a rosa
Existem espinhos
Arames pelos caminhos
Que machucam por dentro
Trazendo sofrimento
Transformado em poemas
Se tem problemas
Preciso resolver na prática
Aprendi na aula de matemática
Pegar as pedras jogadas
Construir uma estrada
Seguir o caminho
Entre rosas e espinhos.

Quem Aprende a Minha Música

Já dancei outras canções,
já troquei passos pelo caminho,
já ouvi ritmos diferentes
e aprendi a dançar sozinho.

Já deixei algumas melodias,
já recomecei sem direção,
mas há certas notas antigas
que ainda ecoam no coração.

E talvez seja esse o perigo:
quando o coração quer acreditar,
ele inventa novos sentidos
onde os olhos deveriam enxergar.

Por isso, talvez a dança mais difícil
seja manter os pés sobre o chão,
sem fechar as portas da alma,
sem transformar cautela em prisão.

Quero sentir sem me perder,
quero sonhar sem me enganar;
quero manter o coração aberto,
mas nunca deixar de enxergar.

Não procuro quem já saiba dançar,
nem quem conheça todos os meus passos.
Procuro quem tenha paciência
para descobrir comigo os compassos.

Porque não é sobre chegar pronto,
nem sobre saber qual nota tocar;
é sobre ter sensibilidade
para aprender onde meu coração faz morada.

Há notas que ninguém percebe,
silêncios difíceis de interpretar,
pequenos detalhes escondidos
que só quem realmente escuta
consegue encontrar.

Talvez seja difícil essa companhia,
alguém que consiga acompanhar,
mas talvez seja preciso enxergar além
da música que se pode escutar.

Porque há melodias que não pertencem aos ouvidos,
há ritmos que só a alma consegue ouvir;
e existem pessoas que não precisam
conhecer a canção inteira
para saber quando permanecer.

Já dancei.
Já aprendi novos passos.
Já ouvi novos ritmos pelo caminho.
Talvez só falte uma companhia
que não tenha medo
de aprender o meu ritmo.

Alguém que não tente conduzir sozinho,
nem queira me fazer mudar;
mas que saiba alternar os passos
e, quando a música mudar,
ainda escolha continuar.

Talvez a companhia certa
não seja aquela que sabe a coreografia,
mas aquela que, mesmo sem conhecer a música,
olha nos meus olhos
e diz, sem dizer:

“Eu aprendo.”

E então, quem sabe,
a música deixe de ser procura,
o passo deixe de ser dúvida,
e duas pessoas descubram,
no meio da dança,
que algumas melodias
não precisam ser encontradas.

Precisam apenas ser vividas.

Quando O Pensamento Encontra Você


No caminho de volta pra casa,
me peguei pensando em você.
E entre o silêncio da estrada
e tudo o que eu podia esquecer,
foi você quem veio aparecer.


Pensando que a vida ficou mais bela,
mais leve, mais bonita e sincera,
desde o dia em que você chegou,
desde o instante em que algo mudou,
mesmo sem saber o que começou.


Parece clichê falar,
parece clichê dizer,
mas quando meus pensamentos procuram paz e lar,
é somente pensar em você
que tudo volta a fazer sentido outra vez.


E talvez você nem saiba
o tamanho que isso tem.
Talvez nem perceba que, às vezes,
pensar em você me faz tão bem.


É curioso esse sentimento,
que chega sem pedir licença,
se esconde atrás de um pensamento
e se revela na ausência.


Porque quando o dia pesa,
quando a noite demora a passar,
é a lembrança do seu jeito
que faz meu coração sossegar.


E eu poderia chamar de acaso,
de carinho, amizade ou distração,
mas há coisas que não cabem em palavras
quando começam dentro do coração.


Você virou pensamento recorrente,
daqueles que chegam de repente,
sem hora, sem aviso, sem razão,
e deixam um sorriso no rosto
e silêncio no coração.


Talvez seja isso que me assusta:
você não precisou fazer nada.
Foi apenas sendo você,
e, de alguma forma inesperada,
fez a minha vida ficar mais encantada.


E se alguém me perguntar
por que penso tanto em você,
talvez eu sorria e desconverse,
sem saber exatamente o que dizer.


Porque existem sentimentos
que não gostam de explicação;
preferem morar no silêncio,
entre a dúvida e a intenção.


E talvez você nunca descubra
o que acontece quando penso em nós...
Mas, se algum dia perceber,
talvez entenda por que,
no meio de tantos caminhos,
meu pensamento sempre encontra você.


Porque no fim, talvez seja simples:
quando meu coração procura um lugar, é em você que ele encontra
onde descansar.

Um caminho.
Não quero que me sigam, mas não me peçam para vos seguir.

A CASA DO CAMINHO É A TUA LUZ INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O gadareno estava cego.
Não a cegueira dos olhos da carne, que já havia deixado para trás com o corpo abandonado na Terra. Era uma cegueira diferente, feita de saudades, de espanto e de esperança. Havia despertado além da morte e caminhava por estradas que não conhecia.
Procurava uma casa.
Uma casa que ouvira mencionar muitas vezes nas regiões espirituais. Diziam que ali habitava a mais sublime de todas as mulheres. Aquela cujo coração fora berço do Cristo. Aquela que os aflitos chamavam simplesmente de Mãe.
Maria.
Por isso caminhava.
Procurava a residência da ternura, o lar da compaixão, a morada da misericórdia.
Mas, quanto mais procurava, mais se perdia.
Foi então que ouviu passos.
Não viu quem se aproximava.
A cegueira ainda o envolvia.
Contudo, quando a voz rompeu o silêncio, algo estremeceu dentro dele.
Ah, aquela voz...
Aquela voz não era apenas um som.
Era um hino.
Era uma lembrança.
Era uma luz.
Era a mesma voz que, séculos antes, atravessara os gritos da loucura e alcançara o homem que vivia entre os sepulcros.
A mesma voz que ordenara às sombras que se retirassem.
A mesma voz que lhe devolvera a dignidade perdida.
O gadareno caiu de joelhos.
Não precisava enxergar.
Reconheceu.
— Senhor...
O Cristo sorriu.
E o velho peregrino, agora Espírito, perguntou:
— Mestre, procuro a Casa do Caminho. Procuro a morada onde se encontra Maria. Procuro essa residência desde que despertei deste lado da vida.
Jesus o contemplou em silêncio.
Depois apontou para o próprio peito do gadareno.
— Ela está aí.
O homem não compreendeu.
Então percebeu.
Havia uma porta.
Sempre existira.
Uma porta luminosa.
Uma porta que se abria para dentro e para fora ao mesmo tempo.
Mas ele jamais entrava.
Jamais saía.
Permanecia diante dela, indeciso, como quem teme descobrir aquilo que procura.
— Senhor, onde está a chave?
O Mestre aproximou-se.
Seus olhos continham a serenidade das manhãs eternas.
Sua voz tinha a suavidade das águas tranquilas.
Então respondeu:
— A chave é a paz.
E acrescentou:
— A paz que nasce da confiança. A paz que floresce do perdão. A paz que aprende a amar sem exigir. A paz que um dia coloquei em teu coração.
Nesse instante, o gadareno compreendeu.
A Casa do Caminho não era um lugar distante.
Não estava escondida em alguma esfera inacessível.
Era um estado da alma.
Era o reino interior que o amor de Deus edificava silenciosamente desde o primeiro encontro com o Cristo.
A porta abriu-se.
A luz inundou tudo.
E lá estava ela.
Maria.
Mas antes que pudesse avançar, percebeu outra presença.
Alguém já o aguardava à entrada.
O mesmo Mestre.
Porque toda estrada da alma, cedo ou tarde, termina onde começou:
Nos braços daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
E o gadareno finalmente entrou em casa.