Meu Amigo Ama minha Mulher

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Minha deusa de 1,65cm
do Colorado
que canta blues
compõe soul blues
escreve poesias
lê artigos
e ama documentários nacionais,
não me escreveu hoje.

Enquanto pedaços
cósmicos de mim sobram no edredom
penso que pode ser isso
e aquilo
devia ter dito isso
e não aquilo.

Foy Vance
Feel For Me
e aguardo
algum sinal.

Penso em seus olhos
negros
puxados de pincel,
[eu me prenderia fácil neles
como uma mosca do oeste
distraída e
sua aranha.

Ninguém nessa cidade
tem aqueles olhos.

São dela esses pares.



Fios coloridos
e me sinto
pateticamente
igual
querendo engoli-la
como uma pílula
e sentir
todos os
seus efeitos
colaterais.

E me entorpeceria,
eu sei.
Se ela ao menos me escrevesse.

Inserida por tinlbsb

Sampa... que saudade da
"minha infancia querida que os anos não trazem mais..."
Rememoremos, pois, neste 464º aniversário...
Ósculos e amplexos,
Marcial

UM RETRATO DE SÃO PAULO
Marcial Salaverry

São Paulo sempre teve espírito pioneiro.
Foi daqui que sairam as Entradas e as Bandeiras,
que desbravaram o território brasileiro...
Os grandes acontecimentos, sempre tiveram
São Paulo à testa,
e isso a História o atesta.
Bandeirantes, entradistas,
e também líderes abolicionistas,
foram eminentes paulistas...
Em São Paulo sempre tramou-se a independência,
e tiveram paciência,
para esperar a hora certa...
Entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu o recado fatal,
e proclamou a independência, afinal...
assim conta a História,
e São Paulo detém esta glória,
de ter sido aqui finalmente proclamada
a Independência tão sonhada...

Marcial Salaverry
(Êste poema foi escrito para o Dia da Independência, 7 de Setembro de 1952, pelo aluno do Grupo Escolar Arthur Guimarães, Marcial Armando Salaverry, aluno da Profª Rosina Pastore, encontrado entre algumas relíquias do passado...)

A VELHA SAMPA... AQUELA SÃO PAULO DA GAROA
Marcial Salaverry

São Paulo, sempre foi uma das grandes cidades do mundo, e sempre a maior do Brasil. Mas quem vê esta metrópole alucinada de hoje, e a conheceu em outras épocas, forçosamente sentirá a saudade batendo forte no peito.

Era outra vida... Tempo das serenatas... Aqueles rapazes pretendiam conquistar suas eleitas, cantando sob suas sacadas, e as donzelas, sempre suspirantes, assomavam às janelas, sorrindo enlevadas para seus apaixonados. Eram lindos romances.

As crianças dessa época apenas sabiam brincar, ignorando totalmente essas coisas de namoro. A infância vivia uma verdadeira infância, sem queimar etapas. Existia algo chamado inocência. Apenas na entrada da adolescência que começava a existir aquele namoro “de portão”, e assim, as serenatas eram um meio para os rapazes demonstrarem seus sentimentos às jovens. Hoje, bate uma saudade incrível desse romantismo gostoso. Piegas, porém, muito gostoso.

Andava-se tranquilamente pela cidade. Era possível brincar nas ruas. E existiam aqueles jogos de “uma na mula”, “dono da rua”, jogava-se futebol nas calçadas, e com bolas de meia. Alguém sabe o que é uma bola de meia?

Claro que havia indivíduos que viviam fora da lei. Eram chamados malfeitores. Mas nem eles agiam com violência, principalmente com essa violência gratuita que vemos nos dias de hoje. Até para isso havia uma certa ética que eles respeitavam. Tivemos alguns nomes que marcaram época, como Meneghetti, Sete Dedos, que entravam nas residências, roubavam e saiam, sem que ninguém notasse sua presença. Tudo dentro da mais estrita “ética profissional”. Sem qualquer tipo de violencia...

Não havia esse consumo desenfreado de drogas, essa maldade que se encontra hoje, quando as pessoas de bem precisam viver enclausuradas, com medo da violência das ruas. A rua era nossa, podia-se passear e brincar à vontade. Em costume da época, vizinhos reuniam-se à porta de uma das casas, colocavam cadeiras na calçada, e o papo avançava noite a fora... Não havia a tal da televisão... Havia uma convivência saudável, e havia um enorme respeito das crianças e jovens pelos mais velhos. Sua palavra era quase lei.

São Paulo com seus bondes, com o charme fantástico da Avenida Paulista, e seus palacetes, com que os “barões do café” ostentavam sua opulência, sem que precisassem temer serem sequestrados. O que dizer então da Avenida São João, e seus lindos cinemas, como Metro, Art Palácio, Paysandu, programa obrigatório dos fins de semana. O Ponto Chic, e seu famoso “Bauru”... Isso sem falar nas salas de espetáculo como Odeon, na Rua da Consolação, com as Salas Azul, Verde e Vermelha. No carnaval, os bailes do Odeon eram o ponto alto naquela bela Sampa. Na esquina com a Av. São Luiz, havia a Radio América, onde nos fins de semana assistia-se a monumentais shows musicais. Por exemplo, os Quitandinha Serenaders, um conjunto que arrasava... Não podemos esquecer de um jovem que tocava bandolim genialmente, chamado Jacob do Bandolim... os Titulares do Ritmo, que era um conjunto formado por cegos, e que a todos encantavam com sua arte... Não podemos esquecer uma menina em começo de carreira que arrasava corações juvenis, chamada Hebe Camargo. E um garoto que ela chamou de “principezinho de olhos azuis”, ganhando um gostoso beijo nas bochechas...

Nessa época, ainda havia a famosa garoa... Acho que a poluição matou a garoa... E como era gostoso passear a noite, curtindo o friozinho saudável dessa velha garoa... Av. São Luiz, Praça da Republica, Av Ipiranga... Nos dias de jogo no Pacaembu, o charme era voltar a pé, para uma paquera na Praça Buenos Ayres, um dos pontos mais lindos daquela São Paulo, descer pela Av. Angélica até o Largo do Arouche, para ir patinar num rinque de patinação, que era o ponto de encontro da rapaziada, sempre naquela tentativa de um namorinho com as meninas que lá iam, sempre com seus pais. As meninas “de família”, jamais saiam sozinhas...

Essa era a São Paulo daquela época... Não é para sentir saudade? “São Paulo da garoa... São Paulo que terra boa...”
Rememorando, ainda é possível pensar em ter UM LINDO DIA, como aqueles outrora vividos, e que jamais serão esquecidos...

Inserida por Marcial1Salaverry

O sonho é o retrato fiel da minha realidade não assumida!

Inserida por toshiakisaito

Se te falta o respeito, você não sabe de nada
Segue no seu caminho que eu vou na minha estrada

Inserida por pensador

E sobre a minha carne, você não tem autoridade
Não seja mais um covarde de zero mentalidade
Seja inteligente, abra a sua mente
O mundo é de todos, não seja prepotente

Inserida por pensador

Você quis me derrubar ainda dando risada
Mas a luz da minha luta sua bala não apaga

Inserida por pensador

Quero aprimorar minha Arte no amor.

Inserida por FBlack

Faz falta sua ausência aqui, minha cama só falta você. ♫

Inserida por FBlack

Que irônico. E que gostava tanto de escuro, agora estou perdida na minha própria escuridão.

Inserida por Andrade1986

Se minha felicidade te incomoda, sinto muito! Mas procure a sua, porque a minha, eu já encontrei!

Inserida por aline_felippe

A tua dor, é tua dor.A minha dor, é minha dor. Ñ sei o que tu sentes nem tu sabes de mim.Mas Deus sabe de tudo e de todos .

Inserida por Cacio01

" Minha alma é gentil, e se vires que pode merecer-me venha a mim, se não, afasta-se de mim. "

Inserida por ReginaCoeli

Não precisa me prometer nada! Minha inteligência já diz o final da história!

Inserida por alde_veiga

Minha sinceridade pode magoar você, mas não a mim !

Inserida por alde_veiga

. .provavelmente a saudade é algo necessário, é bem provável que seja culpa minha, da minha incapacidade de viver uma relação sem reciprocidade, por isso, muito provavelmente vou perder quem amo. .

Inserida por rc13

Proposital


Me encontro no encalço do delírio. Sou espectador, ator e diretor da minha própria Obra!

E em meio a essa peça teatral, que é este conceito nato de moral, se formam os algozes, em busca da sentença final!

Pobres carrascos… somente subjugam por obrigação. Porém o fazem com afinco, e imponencia...

Mas o real culpado da desgraça e do fim imoral, é quem perpetra o ato inicial!

Aquele que em primeira instância se julga correto afinal… e assim monta sua estratégia modal.

No mais, o fardo da busca interminável se faz essencial! E agora vem a certeza e a convicção do erro! No entanto, o destino já se fez cabal...

E de fundo se ouve o tilintar do ferro no concreto, os algozes se esvaíram… sobraram só os vestígios… do pobre conceito trivial...

Inserida por AlvaroAzevedo

Faço da loucura a minha liberdade.

Inserida por michelle_schiavinatto

Escrevi a muito tempo
Entendo que não sentes minha falta,
Entendi perfeitamente e com o bônus da demora
Esta conseguindo, me fazer ir embora
sem a intenção estas a me magoar
Estou triste, decepcionada, desalentada
Se gostas de me ver ansiosa a te esperar
Nem te preocupes já não te espero, nem sonho mais
Nem me emociono, nem bate forte o coração
Esta tudo parado estagnado, esperando a emoção.
Se ainda tens tempo me fazer de novo vibrar?
Tens o tempo de fazer com carinho acordar
Todos os sentimentos que um dia fez questão
De no meu coração, corpo e alma despertar
Voltarem a me transformar com toda intensidade
Não morreram, não sumiram, estão dormindo, estão em coma
Mas somente você te o poder de fazê-los Reviver.
Pois eu vivo para te querer...
Genelucia

Inserida por Genelucia

Alma como vulcões



Minha alma tem rios de lava quente

que queimam como no interior de vulcões

num fogo de anseios e inquietudes

na busca de fortes emoções

não vive uma vida sem movimento

na procura sempre de algo diferente

mas afogada em múltiplos sentimentos

que a fazem perdida e confusa

na procura do que nunca teve

e culpada por viver a sonhar

com encantos que nunca vai encontrar

mas que sempre vai acreditar

no poder do anjo a lhe embalar.
Genelucia

Inserida por Genelucia

A linda luz da lua
Abriu minha janela
E pediu para entrar,
Se deitou na minha cama
E assim sem cerimônia
Foi despindo meu olhar..

Inserida por eduardo_veca_avellar