Mesma Moeda
Qual critério determinante para enquadrar um ser humano como “diferente”?
Como a mesma sociedade que cria leis valorizando a igualdade entre seus membros,
constrói uma concepção de diferença entre “normais” e “diferentes”?
O que pode ser entendido por evolução em uma lei que não é suficiente na sua própria proposta?
Uma dor deixa de ser sentida em duas situações:
Quando o tempo atua sobre a mesma sanando-a, ou quando outra dor maior surge concomitantemente.
De forma análoga, a dor de um amor perdido se extingue de duas maneiras: Ou sofrendo até que o tempo reduza esse sofrimento a nada ou substituíndo o amor pedido por um novo amor.
Se ficarmos martelando sobre a mesma ferida
ela se agrava e demora sarar, então, o melhor a fazer
é procurar curá-la da forma menos dolorida possível.
A fórmula é pessoal, cada um encontra a sua,
uns mais rápido que outros. Cabe a nós encontrarmos
a melhor e ela será aquela que nos faz perceber
que o referido ferimento jã não faz parte
de seus pensamentos, pois o mesmo é passado.
No mar revolto de desafios da educação,
somos marinheiros, tripulantes de uma
mesma embarcação, lutando pelos os mesmos objetivos
e o sucesso de nossa empreitada
reside na união de nossos esforços.
Quando a escola muda o foco de suas ações,
do aluno para o reconhecimento da mesma,
a educação deixa de ser algo que transforma
para se tornar no caminho que molda
os resultados necessários para a sua glória.
Quando penso em educação não posso abster da realidade em que a mesma está inserida, muito menos seus agentes, pois os resultados de todo o processo de ensino e aprendizagem, dependem diretamente da forma como a mesma foi idealizada em seus propósitos.
O homem vive em pleno século XXI
com a mesma incerteza de vida, no amanhã,
como viviam nossos ancestrais primatas,
a diferença está apenas no predador,
pois o atual é o próprio homem.
Estipulação de metas, busca por excelência, tendo como o fim nela mesma, não é educação, mas corporativismo no sistema educacional.
Para haver aprendizagem significativa em uma aula, não basta que a mesma seja dinâmica, os alunos precisam ter desenvolvido as habilidades e competências básicas necessárias para assimilar o novo.
O nascer não é o início de uma vida, mas uma evolução da mesma, pois vida já existe antes dele, para que o mesmo possa ser concebido.
Se pegarmos uma semente de uma determinada frutífera, ela produzirá outra frutífera de mesma espécie, com as mesmas características, mas nós não somos frutíferas, logo, podemos ser diferentes ao ambiente onde nascemos, portanto, precisamos sonhar e sonhar sempre para continuarmos acreditando que podemos ser melhor e melhor o referido meio.
A escola que padroniza
é a mesma que produz trabalhadores dóceis
e transforma criança em homens que não perguntam,
apenas respondem.
Não conheço
Ninguém que não sonhe
Conheço gente
Que mente a si mesma
Enquanto tenta
Conformar-se e desistir
Negando-se o direito
de ao menos tentar
Viver como gostaria
E passa um tempo infinito
Afogando tudo aquilo
de bonito que traz no peito
E tenta viver sem sonhos
Enganada
Quer viver de outro jeito
Julga não valer à pena
Tamanho sacrifício
Não percebe, que na verdade
Difícil
É viver a realidade
e triste
É viver sem sonhar
Simplesmente viva
Amanheça todo dia
Feliz e altiva
Contente
Conte consigo mesma
Não olhe simplesmente as coisas
Mas, antes de tudo, as veja
Regozije-se com a luz do dia
Mesmo que chova
Procure enxergar
como as coisas se movem
Mesmo que nada se mova
Existem diversos caminhos
Mas nem todos possuem atalhos
Impossível estabelecer o diâmetro
Sem antes precisar
a medida do raio
Os dias passam
E tem sempre aquela hora
Em que as rodas deslizam
Sobre a superfície molhada
E quando você olha ao seu redor
Não há nada
Não há ninguém
Veja bem: melhor assim
Há coisas que nos fazem aprender
A contar com a gente também
É como olhar distante
A um campo de girassóis
Que de longe parecem
Serem todos uma coisa só
Mas quando você se aproxima
Enxerga-lhes as coisas mínimas
Os caules, as folhas, as pétalas
e os bulbos
Assim também acontece
Com todos nós
Muitas vezes a vida é um tudo
Onde cabe somente
Um de cada vez
Mas aquilo que existe
Após essa passagem
Há de tornar-te
Mais forte
Sejamos nós
Iguais aos girassoís
Buscando sempre
a direção da luz
Unidos
Mesmo que a distância
Mas à luz da verdade
Jamais deixemos de mostrar
A autossuficiência
da nossa intransferível
Sagrada
e humilde
individualidade
Um dia
Estivemos caminhando
Sobre a mesma terra
Que hoje
Nos esconde
deve haver
Em algum lugar
Outras almas
que ainda se lembrem de nós
Mas nós não sabemos
Onde procurar
Pudemos somente
Pedir
Em sonho ao rapaz
Que costuma escrever
Pra muita gente
"Uma vez
Lembra de nós
Com o amor que tem
No coração
diga que há muitos aqui
Precisando um pouco
de oração"
e
Sem saber direito
O que fazer
o moço que sonhou
acordou
e escreveu
Edson Ricardo Paiva
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Tanto assim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Enfim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
O início e o fim
entre eles
um intervalo chamado vida,
simples assim:
Espinho e aroma na mesma rosa
o amor e o desamor na mesma casa
a saudade sentida
e a palavra Adeus da mesma mente saída
o fim e o começo
tudo que há de bom
carregando em si mesmo
todo mal que já existiu
Encontrados no mesmo endereço
Quem despreza o lado bom
E se vende pro mundo
Em troca de curta emoção
Não vale seu preço
Eu não quero ver nunca mais
tudo aquilo que foi visto
ao mesmo tempo ninguém viu
