Mensagens sobre Olhos Verdes

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Vejo o vazio das pessoas vazias
Conversam sobre outras pessoas, nunca sobre elas mesmas
São conversas rasas, recheadas de esquecimento

Esquecidos de quem são
Vivem sobrevivendo
Sem olhar para dentro
A inveja é minha vizinha

Ela olha e pensa:
“Eu queria ser você, mas eu não sou”.
Mal sabe as dores que carrego e já suportei
Porém, a paz que habita em mim transcende o ego da matéria

O brilho incomoda quem está no escuro
Quem está no escuro, mal se enxerga
Vê a beleza do outro com aspecto negativo
Esquece-se de lapidar a si mesmo.

Compreender a infinitude da vida nos ensina sobre desapegar
Há tantas outras vidas, há tantas outras dimensões do ser
Recordar o passado é não se perder no presente
Para que um dia, as sementes do amanhã floresçam
E lembremos o que plantamos e na época em que plantamos

Se você tem dúvida sobre qual estrada seguir, siga o caminho do sorriso de uma criança, ele sempre nos leva a lugares lindos.

⁠O mundo moderno é o produto de uma inversão, da vitória ao menos provisória do profano sobre o sagrado, ele surge de uma ruptura do laço que mantinha o homem unido ao além do homem, ao homem unido ao supra-humano, laço que humanizava e cujo o rompimento tem por consequência seu recuo aos níveis inferiores do ser e que assim cai em camadas mais densas de esquecimento de sua verdadeira natureza e também um sinal que a sociedade irá se esquecer dele, o homem moderno se encontra obstruido do divino, do fundamento do touro e ele se encontrar marginalizado, esquecido, traído, tratado como um boi no pasto que se orgulha da sua miséria,o mais delicioso ser para o abate.

⁠Desejo e amor encontram-se em campos opostos. O amor é uma rede lançada sobre a eternidade, o desejo é um estratagema para livrar-se da faina de tecer redes. Fiéis a sua natureza, o amor se empenharia em perpetuar o desejo, enquanto este se esquivaria dos grilhões do amor.

Zygmunt Bauman
Amor líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

Quando a noite estiver caindo sobre você
Nós encontraremos um caminho por entre a escuridão.

One Direction

Nota: Trecho da música Through The Dark.

Às vezes, um mal entendido acontece pra mostrar o que havia no coração do outro sobre você, mas não estava exposto. Neste contexto, a revelação do coração surpreende e explicar o que não foi entendido, perde a importância.

É isso...
Nao temos o domínio sobre o tempo.
Ele que o tem sobre nós.
by Elmo Writter Oliver I
24.05.2026/03:18h
.*.
👆✍️🧏🫵🤷‍♂️

“Escrevo sobre as delicadezas da alma humana, aquilo que o silêncio revela quando o coração finalmente consegue escutar.”

O VOO DA ÁGUIA
(​O passado ficou na água, hoje escolho voar.)

​Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...

Lu Lena / 2026

​O RITUAL DA CADEIRA VAZIA
(​Sobre o dia em que fiz do isolamento a minha melhor parceria.)

​Quando estou sozinha, puxo uma cadeira e converso com a solidão e confabulamos juntas os ruídos desse vazio.

Lu Lena / 2026

​A AREIA E O DRAGÃO
(Sobre a futilidade de revirar passados profundos)

​Tentar achar a solução para uma circunstância da vida
que, há muito tempo, foi sugada para o fundo do mar...
É o mesmo que cavar um buraco na areia com as mãos.

​Cuidado: o dragão-azul pode vir naquela onda gigantesca
e queimar teu coração.

​Levante e siga e não olhe mais para trás.

​ Lu Lena / 2026

​O PARADOXO DO CAMINHO
(​Reflexões sobre o Tempo e a Virtude)

​No labirinto do tempo, encontrei duas setas no caminho: uma apontava para a Vida, a outra para a Frente. Então, descobri que a bifurcação era uma ilusão da minha mente; seguir em frente é o comprometimento com o destino, e viver o aqui e o agora é a virtude e a evolução da alma.

​Lu Lena / 2026

Nota sobre ela

Nas noites de insônia ela tem o hábito de perambular por suas vielas, becos, por seus cantos, recantos e esconderijos secretos acompanhada apenas por seus pensamentos minguantes. Atravessa pontes que levam a lugar nenhum; sobe e desce os degraus sombrios do seu interior; visita os porões do medo, enfrenta seus fantasmas obscuros, briga com o sono que não vem mas, de manhã ressurge nova, certa de que mesmo à margem de seus abismos jamais deixará de ser inteira, íntegra e verdadeira.

FOLHAS DO TEMPO.


Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.


A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.


Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.


Cícero Marcos

De tudo não sei nada
Tenho apreço pela mais desimportantes
das palavras
E sobre as grandezas do nada eu quero
saber tudo


Que mania é essa que as pessoas têm de usarem verbo no infinitivo (?)
Talvez, só talvez, prefiram a brevidade do que o infinito.

Não é sobre escolher entre amar ou ser amado, mas entender que um dá sentido ao outro — é como perguntar a uma gaivota qual asa é mais importante: a esquerda ou a direita.

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.

A casa sobre a Rocha e a gente querendo um Castelo, que somos capazes de construir-Los em grandezas de ilusões em cima de areias e quando vier a tempestade, o que nos restará?

"Como poderei irritar-me com aquele que tenta sobressair-se sobre mim, já que o mesmo se ilude com seu poder, seu medo e sua insignificância.


Eu, pelo contrário, serei muito mais cobrado se, mesmo compreendendo suas condições, me igualar a ele."