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Os livros são um substituto precário para a companhia feminina, porém são mais fáceis de achar.

As histórias nunca acabam... mesmo que os livros gostem de fingir que sim. As histórias sempre continuam. Elas não terminam na última página, tanto quanto não começam na primeira página.

Se livros fossem bules e os textos fossem café, você logo perceberia que os cafés de alguns bules levam duas colheradas a mais de pó!

O felizes para sempre foi inventado para livros de história para as crianças chegarem na idade reprodutiva sem se matar! Então o amor é uma mentira que a gente conta para não entrarmos em extinção?

Os livros - é o remédio que eu sempre receito e quase sempre dá um resultado razoável. Ponho em jogo o egoísmo humano, e lembro-me de que sempre há-de consolar a nossa dor o espectáculo da dor dos outros...

⁠Os livros deviam passar diretamente para as bibliotecas, o que pouparia dinheiro e tempo.
sfj,a arte de escrever

(...) Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender (...)

Os livros nos libertam de um mundo e nos faz criar outros...

Pulsação, uma viagem rumo ao desconhecido.

Por mais que avancemos tecnologicamente, por favor, não abandonem os livros. Não existe nada em nosso mundo material mais bonito do que os livros.

Cresci sabendo que queria ser escritora. Desde os tempos de menina, livros têm me oferecido visões de novos mundos diferentes daquele com o qual eu tinha mais familiaridade. Como terras exóticas e estranhas, livros me proporcionaram aventura, novas formas de pensar e de ser. Sobretudo, apresentaram uma diferente perspectiva, que quase sempre me forçava a sair da zona de conforto. Eu ficava admirada por livros poderem oferecer pontos de vista diferentes, por palavras em uma página poderem me transformar e me mudar, alterar minha mente.

Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles.

O tempo todo, eu esperava que meus livros
derramassem suas palavras delicadas
sobre exuberante tapete verde
para que eu pudesse recebê-las uma a uma
e saboreá-las como se fossem
frutas vermelhas na minha boca.

Eu já li muitos, muitos livros que falavam sobre pessoas que sofriam por amor. Nenhum deles descreviam essa dor como sendo algo que pudesse ser sentido com pouca intensidade. Eles a citavam como sendo uma coisa que despedaçava sua alma e destruía o seu mundo. Não como algo que poderia ser sentido de forma branda.

Prefácio

Em momentos de desabafo
Eu escrevo no meio de livros
Tristezas, alegrias e sonhos
Coisas que sinto
Em pedaços

E trechos sem sentido
Emaranham-se num labirinto
Com personagens estranhos
Como eu no mundo perdido
Vivendo entre olhares anônimos

Sentimentos inconscientes
Fogem de mim
Disfarçados de rabiscos
E desenhos abstratos
Pra morar entre ilusões e jardins
Margens e prefácios

Quando o livro está abarrotado
Cheio de desejo e pecado
Eu brincando de diabo
O queimo...
Junto com histórias
Que eu nem cheguei a ler

E fico olhando a fumaça
Subir ao céu

Não gosto tanto
de livros
como Mallarmé
parece que gostava
eu não sou um livro
e quando me dizem
gosto muito dos seus livros
gostava de poder dizer
como o poeta Cesariny
olha
eu gostava
é que tu gostasses de mim
os livros não são feitos
de carne e osso
e quando tenho
vontade de chorar
abrir um livro
não me chega
preciso de um abraço
mas graças a Deus
o mundo não é um livro
e o acaso não existe
no entanto gosto muito
de livros
e acredito na Ressurreição
de livros
e acredito que no Céu
haja bibliotecas
e se possa ler e escrever

Ela apenas sorriu, disse que amava os livros mais do que qualquer outra coisa e começou a contar a ele com entusiasmo sobre cada livro em seu colo. E Ove se deu conta de que queria ouvi-la falando sobre as coisas que ela amava para o resto da vida.

Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade e só se salvasse "O sermão da montanha", nada estaria perdido.

Os livros não oferecem uma fuga real, mas podem impedir uma mente de se arranhar até sangrar.

NAVEGANTE

Navegou
no veleiro dos livros.

Desembarcou
e conferiu.

E o mundo que viu
não era o que imaginou.

Só quero o meu cantinho. Meus livros, minhas músicas, o violão, as fotografias que gosto de olhar. Da janela, desejo sentir o vento, contemplar o sol, bulir o mar. No meu cantinho, o destino moldarei com passos calmos, pra lá e pra cá. Pés descalços na soleira, meu amor e a cafeteira, uma cachorrinha regateira e o infinito a me esperar.

Os livros são os degraus da imaginação;sem imaginação não há espanto, que leva ao extraordinário.