Mensagens sobre Agua

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G A N G O R R A


Quando tudo na sua vida estiver muito calmo, água tranquila, barulho apenas do cantar dos pássaros ou do vento a tocar nas folhas das árvores, não se acomode. A "paz" aqui não é duradoura.


De uma hora para outra tudo muda. Um turbilhão de situações desagradáveis nos cerca, leva-nos para regiões abissais.


É nessa hora, embora com dificuldade, que precisamos compreender o verdadeiro balanço da vida, a gangorra na qual vivemos.


Uma hora no alto, com o vento a favor.
Outra hora embaixo, aprendendo a respirar fundo e a encontrar força onde parecia não haver.


Nem a calmaria é eterna, nem o caos é o fim.
Tudo é movimento. E é esse movimento que nos mantém vivos.

Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!

Se achas que me tens nas mãos,
não te esqueças: sou água
e posso escorrer pelos dedos.

Cristãos e cultura são como água e óleo, mas, infelizmente a terra é só uma, então; respeitem cada um seus codons e morais.


Tome nota !

Ele é o Pão da Vida – satisfaz a fome que ninguém vê. (João 6:35)
Ele é a Água Viva – sacia a sede mais profunda do coração. (João 4:14)
Ele é o Bom Pastor – guia, guarda e não abandona.
(João 10:11)
Ele é a Porta – abre caminhos onde o homem diz que não há saída. (João 10:9)
Ele é a Luz – ilumina até o vale mais escuro. (João 8:12)


JESUS é suficiente!

Quer água? Cava poço.
Não espere a chuva eterna cair sem preparo.
Há promessas que só se manifestam para quem cava no secreto,
com oração, perseverança e fé. miriamleal

Às vezes, me sinto um peixe fora d'água, perdido em um mundo onde sentir virou excesso.
Como se fosse um estranho, por mergulhar fundo, enquanto tantos preferem a superfície.
Mas eu... eu ainda escolho ser mar, inteiro, profundo, e sem medo de me despir de alma.


Priscila de Araújo

Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.

A vida é como estar em um barco em alto mar, sem remos, sem motor, âncora e sem água... Sobreviver só depende de você.

Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.

O deserto não é um erro de percurso, é a escola forçada onde a água tem, finalmente, o seu verdadeiro valor.

O reflexo na água é mais honesto que o espelho, pois ele se move com a verdade.

As manhãs me recebem com perguntas que não sei responder. Então respondo com pequenos atos: água, roupa, café. A rotina vira tábua de salvação nas ondas das incertezas. E quando a coragem retorna, ela vem na forma de hábito. Pequenas repetições fazem com que eu me reconheça novamente.

A vontade de desistir é um animal que aparece ferozmente. Eu o observo, ofereço água e digo seu nome. Nomeá-lo enfraquece o monstro e devolve-lhe forma humana. Com isso, a desistência perde parte de seu reino. E eu continuo, passo a passo, com pés que querem aprender.

A vida me ensinou a ser fogo e água, queimar o que me destrói, e acalmar o que me consome, entre extremos encontrei paz, e nessa paz reencontrei minha essência.

O tempo é a água ácida que dissolve a superfície, levando a espuma e o adorno, o que resiste à erosão é a densidade bruta da essência, o mineral que não se rende ao esquecimento.

Deixe o choro ser a chuva ácida que lava os escombros do que se foi, a lágrima é a água benta que purifica o olhar para o recomeço.

Às vezes sinto que estou gritando debaixo d'água, vendo as bolhas do meu desespero subirem à superfície sem que ninguém entenda a mensagem que elas carregam. Escrever é aprender a desenhar na areia do fundo do mar, esperando que a maré alta leve o recado para alguém que saiba nadar.

Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.


- Tiago Scheimann

Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.


- Tiago Scheimann