Mensagens Profundas

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⁠⁠ANUNCIAÇÃO:Neste poema existe um sonho livre que você pautou para não sonhar Um rio tisgo, um corpo morto a céu abeto Um cântico surdo, reprimido, que não quer calarExiste um verso aberto, calado ao fundo A cor da dor em cama escura E, aberta, uma veia ao novo mundoNeste poema existe a noite, o silêncio, a voz do sonho reflete o dia. Faz lembrar-te, destarte, agonia e cansaço Do teu corpo a dormir em pedra fria.Existe o grito De teus pares que ecoa atrás dos muros Existe a cólera, o riso dos que resiste Nesses versos nobres a espera por futuro.

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⁠PROSA

A poesia da alma é existêncial.
Do corpo comercial.
Poetizar não é consuetudinário.
Possui alma inusitada!
E viaja o mapa astral.
Chora, rir, mácula ou celebra.
É anuir ou repugnal.
Singular ou plural.
Atemporal...
possui ética.
Amoral.

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⁠SONHO ÉPICO:
Antes de crescer...
Eu queria ganhar
Um milhão de dólares
Beijar a mais linda modelo
Calçar o mais caro reebok
Tomar a mais forte tequila
Saltar o mais alto dos Alpes
Vingar o meu bullying escolar
Conhecer os quadrantes do orbe
Vestir a mais fina seda
Pensar que seria imortal
Gozar a perpetua puberdade.
Depois que “cresci”
Só queria entender
Porque não cresci
Mas também percebi
Que meus sonhos pretéritos
Deixavam-me entender
Porque não pude crescer...

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⁠OUTRO VIÉS
Escrevo meus pensamentos
Em linhas horizontais
Tentando mostrar meus sonhos,
Expostos em cabedais
Por mais que eu tente alinha-los,
Perdem-se em diagonais
Eu busco outro viés, mas
Perco-me de volta ao texto
Do livro que a vida faz.
O livro que nasce ao livro
Do livro que a vida apraz
É feito sem métrica ou rima
E nenhum poeta faz
Só o menestrel da vida,
A ele é quem perfaz.
Nicola Vital

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⁠Série: minicontos

PAGLIA
- Veste-se de criança e alegria seu sonho de fantasia, ao cair da ribalta. Sinestesia...

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⁠⁠⁠Série minicontos:

MAR DA MANHÃ
Em seus mares glaucos a navegar.
náufragos sonhos a esperar...

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⁠Série microcontos:

DILETO
Naquela tarde mórbida e fria o sonho de construir estava soterrado...

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⁠⁠
SONHOS BISONHOS
Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
-Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão!
As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são!
-E ninguém dos que saem passarão.
O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas
- Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia
E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal
- Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves.
Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé
- Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci!
- Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí...
- Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba.
Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte
Nicola Vital

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⁠⁠⁠⁠Série: Minicontos

1964
Sonhos seriam bisonhos, amores infortúnios. O sol a refletir o tempo. A primavera retarda ante a volta do canhão...

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⁠
NAU DE ILUSÕES
Se eu quiser sonhar
- Desperto...
Meus sonhos vesgos sobre obliquas paralelas
Aportam em mares tênues sob náufrago porto solidão.
E meus sedentos lamentos à razão
Naufragam mortos mares de ilusões
A deriva essa nau de emoções
Zarpa no infindo oceano da paixão.
Esse emaranhado de cordas
Que se chama coração.

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⁠Série: Minicontos

⁠NECROPOLITICA
Petrópolis sepulta sonhos e realizações. Não é a fúria da natureza.
- Imprudência da sociedade?
- Também não!
De certo, propósito neoliberal...

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⁠⁠VIDAS NEGRAS IMPORTAM:

O sonho negro,
Preto...
Dos palmares, macacos,
Tabocas dos Amaros.
se reflete na peleja
Do lundum.
Na prenda - Desfeiteira
Que respira nas caianas,
Grilos e matão.
Zumbi nos meus ouvidos.
Pelas parcas terras
De Benguela,
Severina e João.
Se ampara no ganzá
Do Moa do katendê
No "respirar" negro Floyd
Suprimido no braço do brasão.
Excluídos do canjerê.

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⁠ALMA POÉTICA
O poeta pôs-se a dizer que a dor da alma,
Antagônica à física, remedia-se com a suavidade do silêncio e, a amorosa companhia noturna.
Ou, quiçá, uma moda do Jonh Cale para aplacar seus males.
E, que o poema não!
O poema, apenas lhe oferecerá carinho.
Ah, o poema!
Esse sim, é lenitivo à alma e os males que aflige o poeta.

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⁠AUTOCONSCIÊNCIA
O poeta diria que não há comunicação com a alma.
Senão, a própria.
Alheia...
Apenas alhares, gestos ou palavras.
Meu âmago é seco porque minh'alma
Dialoga com a tua em pleno hecatombe existencial.
O abismo entre mim e você se reflete no soprar do vento aos meus ouvidos.
Como será o interior de outrem,
Alguém se atreveria sonhar?
A lei do espelho fala por si.
O poeta não apenas escreve
Reflete pensamentos.

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⁠QUANTAS ALMAS TEMOS:
Quando criança está sozinho me era aprazível.
Meus poucos amigos, pouco me eram!
Assim me fez viciar ao perigo da solidão.
Recluso ao meu tumulo, em silêncio,
Escutei a voz do coração distanciando-me
Do convívio com pessoas.
Saímos de cena para deixar fluir!
Na plateia mascaras sem olhos.
Metade de mim era alma, outra metade nem calma.
A vida nada mais que comédia suburbana
O único ato de um único monólogo.
O idiota canta, sozinho encena horas a fio
Logo sua voz se faz silêncio sob a égide de um até breve.
Quando, vê, o show acabou.
A comédia bufou.
Nada é eterno!
Não sabemos quantas almas temos.
Cada momento não somos ou cabemos.

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⁠⁠⁠IDÍLIO
Todo sonho que sonhei, despojei.
Logo que nasci trancaram-me em si.
Toda vida vivida cedida tornei.
Querendo ser tudo que sonhei
Me perdi.
Separei todos os porquês!
Porque, ser é sem enquanto!
E, nem a metafísica vai explicar.
Por quê?
São duas as estradas
Que me tomam, afinal.
Ambas paralelas, bifurcais.
A de ser tua
Conduz-me a teu final.
Logo, deixo a outra, abstrata
Sem a luz de teus sinais.

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⁠SINESTESIA
Todos nós somos sozinhos
Na pele e na alma.
Quando adolescente a solidão
Fazia-me sentir-se o mais infeliz dos humanos.
Hoje, sinto essa necessidade de estar sozinho.
A solidão é condição sine qua non do ser humano.
Adultos são tristes e solitários.
Apesar de perigosa e viciante
Nada assustadora.
Remete ao cerne das inspirações.
Sobre o amor a solidão se acalma.
Criança possui fantasia...
Às vezes, preciso encontrar a criança
Que deixei no passado a chorar
Solidão, a fantasia!
Viva a fantasia!
Colossais figuras humanoides
Viajam na imaginação dos amantes.

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⁠⁠SONHO GRENÁ
Hoje, olhando para trás, vejo tudo tão pouco e fugaz.
Só mesmo o relógio na parede, o sonho grená
Serão capazes de parar o tempo.
Porque o tempo não pára, não pára não.
Seu sonho que pára o tempo!
Para se fazer franzino meu sonho grená.
Dentro de mim estradas sem volta
Dentro de mim caminhos sem fim
Dentro de mim seus deuses de nanquim.

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⁠De certo, as letras podem sim!
Além de nos afagar a alma
E nos permitir sonhar
Consentir
Matar a fome
Suprimir a miséria
Assolar
A injustiça e desigualdade

Inserida por NICOLAVITAL

Esperança é terra sem alma.
Não existe vida noturna, incentivo à arte/cultura, nenhum lugar de entretenimento.
É faca que não corta.
Talvez seja a única de todo Estado que nem água existe.

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