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No dia em que perceberes que não há mais espaço para sonhos e que a esperança foi algo longínquo, a vida não mais terá sentido"

Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, tímbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.

Bernardo Soares

Nota: Trecho do "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa (heterônimo Bernardo Soares).

Do sonho acordei, olhei
Pensei como será o dia, me desapontei
O céu está azul? Nublado? Ensolarado?
Está como um dia qualquer.

Porque tem um rocha no meio do meu caminho?
Lembrei que coloquei lá para me limitar
Limite que comecei a aceitar
Limite que eu tive que aceitar.

Passo o dia me perguntando como seria diferente
Minha cabeça começa a pedir socorro
E uma voz distante diz que "ficará tudo bem..."
Mas um grito forte diz "você sabe que não!"
Eu sei.

Repouso minha cabeça no chão.
Fecho meus olhos, estou com frio.
Mas estou bem agora
O céu está azul? Nublado? Ensolarado?
Está tudo bem agora.

...dormir...parar de pensar...esperar o sonhar...para te tocar...para em teu sonho estar...

Reduzi tanto meus sonhos, minhas fantasias, minhas esperanças. Ando espantado com o tempo. O tempo é a única coisa terrível que existe. O tempo que passa e leva de arrasto, aparentemente aleatório, a juventude nossa e dos outros. Não é amargo, é apenas real.

Não possuímos direito maior e mais inalienável do que o direito ao sonho. O único que nenhum ditador pode reduzir ou exterminar.

Jorge Amado
O menino grapiúna

Reflexos da Alma: A Arte de Capturar e Expressar

⁠Cada imagem é uma janela aberta para o íntimo, uma fração de alma capturada em um instante. A fotografia, como uma linguagem silenciosa, fala ao coração de quem a observa, conectando sentimentos que palavras às vezes não conseguem. Mas, assim como uma imagem, as palavras também carregam o peso do que não se vê, traduzindo o invisível em sentimentos tangíveis. Quando unimos esses dois mundos — a visão e a expressão escrita —, criamos uma ponte entre o visível e o intangível, onde as emoções se encontram e se revelam.

⁠Autorretrato em Palavras

Sou intensa, profunda e sensível. Carrego dentro de mim uma força que resiste, mesmo quando o peso das emoções tenta me soterrar. Vivo em uma busca constante por significado — questiono o mundo, a mim mesma, minhas escolhas, minhas dores, minha fé e as falhas humanas que me habitam.

Sinto tudo em excesso e, por isso, reflito sobre tudo. Tento compreender a vida além da superfície, mesmo sabendo que nem todos estão dispostos a mergulhar tão fundo. Busco conexões genuínas, verdadeiras, que muitas vezes parecem raras.

Carrego em mim uma mistura delicada de vulnerabilidade e resistência. Deixo pedaços de mim em palavras e imagens, porque desejo que algo de minha alma permaneça. Quero acertar, mesmo quando me perco nesse desejo.

Talvez seja essa busca incessante por sentido que me define: uma tentativa de compreender a mim mesma e ao mundo, sem jamais deixar de ser humana — profundamente humana.

⁠O Sentido que Não Ouvi

Lamento profundamente que talvez eu nunca saiba, verdadeiramente, o impacto da minha vida. Não vou ouvir o que minha presença significou para os que me conheceram — familiares, amigos, todos aqueles que cruzaram meu caminho.

Sei que um dia, quando eu partir, minhas palavras serão lidas com mais atenção, minhas fotografias serão vistas com outro olhar, e alguém dirá: "Agora entendo o que ela quis dizer." Talvez nesse momento reconheçam a profundidade do que eu tentei transmitir, mas eu não estarei lá para escutar.

E esse é o peso que carrego: saber que muitas coisas só farão sentido tarde demais. Que aquilo que dei de mim — cada palavra, cada imagem, cada pedaço do meu ser — será valorizado apenas na minha ausência.

Mas, ainda assim, eu continuo. Deixo minha alma registrada nesses fragmentos, porque acredito que viver é também espalhar pedaços de significado, mesmo que nunca saibamos exatamente onde eles florescerão.

⁠Não é o toque que me prende,
nem o desejo que me arrasta.
Se a alma não me chama antes,
o corpo nunca me basta.

⁠Se a alma não me tocar primeiro, o corpo jamais me será suficiente — nem me arrisco a tentar.

Nos detalhes habita a sutil beleza,
Que a olhos nus nem sempre se revela;
Só quem traz alma em seu olhar, com certeza,
Percebe o que a vida silenciosa sela.


O tempo passa e esconde sua leveza,
Entre gestos, suspiros e aquarela;
Mas o coração atento à sutileza
Transforma o instante em eterna janela.


Pois há segredos que só o sentir descobre,
E segredos que só o olhar sabe tocar;
A vida inteira é arte que se cobre,


E nos pequenos sinais vem se mostrar.
Quem vê com alma entende, não se encobre:
Nos detalhes, a beleza quer se doar.

Não é fácil levantar. Sair da cama implica encarar de frente as verdades que os sonhos me pouparam.

Os meus pêsames. Lamento profundamente a sua perda, e espero que estas palavras levem um pouco de conforto e paz ao seu coração. É muito doloroso ter de dizer adeus a quem amamos, mas este é o destino final de todos nós e apenas podemos tentar aceitar. Quem partiu encontrou agora a paz eterna, mas não desapareceu para sempre. Pois, através de você, do seu amor e da sua saudade continuará presente. E um dia voltarão a encontrar-se na eternidade.

Gostaria de viver a vida dormindo, pois nos meus sonhos, o mundo e as pessoas são muito melhores!

Todas as diretrizes são resultado de um planejamento e todo planejamento é resultado de sonhos.

⁠Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Raul Seixas
Música: Prelúdio

Só tu, Senhor, só tu no meu deserto
Escutas minha voz que te suplica;
Só tu, nutres minha alma de esperança;
Só tu, oh meu Senhor, em mim derramas
Torrentes de harmonia, que me abrasam.

Qual órgão, que ressoa mavioso,
Quando segura mão lhe oprime as teclas,
Assim minha alma quando a ti se achega
Hinos de ardente amor disfere grata:
E, quando mais serena, ainda conserva
Eflúvios deste canto, que me guia
No caminho da vida áspero e duro.
Assim por muito tempo reboando
Vão no recinto do sagrado templo
Sons, que o órgão soltou, que o ouvido escuta.

Gonçalves Dias

Nota: Trecho do poema "O Templo" de "Primeiros Cantos".

O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um. Dissolve neblinas. Revela o sol. Destece máscaras. Reinaugura a humildade. Faz ventar. Faz chorar. Faz sorrir.

"Que eu tenha clareza nos olhos para enxergar quem merece ver a transparência da minha alma".