Mensagens Póstumas para os Pais

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O caminho do teu coração…
(Nilo Ribeiro)

Faço verso,
escrevo poesia,
mas confesso,
não tenho alegria

quero te amar,
te dar muito carinho,
mas não consigo encontrar,
indique-me o caminho

consultei cartomante,
não sei o que faço,
continuo errante,
não encontro teu rastro

quero te abraçar,
é assim que me acostumo,
me ajude a te encontrar,
me mostre qual o rumo

frequentei a Umbanda,
procurando minha dona,
girei em uma ciranda,
mas nada me direciona

estou sem norte,
estou sem direção,
assim prefiro a morte,
se não encontrar o caminho do teu coração…

"Aquela era a noite. Era uma noite diferente. Nela ia acontecer, tinha que acontecer. Exatamente como ia acontecer de novo e de novo. E dessa vez seria o padre."

Passado, presente e futuro
O passado é o conjunto de folhas, as quais escrevi minha história, algumas até já me esqueci, outras, grifei, não quero perdê-las, preciso lembrá-las, elas contam a estória que escolhi lembrar. Algumas folhas arranquei, melhor esquecê-las, outras escolhi não escrever nada.
O presente é o que escrevo, o que vivo, o que sinto e o que penso, com certeza sofre influência das folhas passadas, mas mudei, me reinventei e talvez nem escreva mais como nas primeiras páginas, o importante é que continuo escrevendo.
O futuro me espera como folhas brancas, aguardando o que ei de me tornar, o que ei de escrever, ou talvez nem escreva tanto, o ritmo diminuirá com certeza, ninguém deseja viver tudo o que tem de viver, pois se as páginas se esgotam, a história termina, o livro é esquecido....

É curto o tempo atribuído à aventura que chamamos de vida, de modo que pensar demais pode impedir a realização de determinados intentos.

Meu príncipe encantado, afoguei, num lindo lago azul há alguns anos enquanto fazíamos um passeio romântico de barco. O príncipe morreu, mas o lindo lago azul ainda existe. E o barco? Ainda uso de vez em quando para dar um rolê encantado, sozinha ou acompanhada

A Humanidade é patética; vive procurando formas de sorrir em meio a única condenação que agrupa a todos, a morte. Para vencer a morte chamam-na de passagem. Passagem da carne que anda para o verme que à alimenta.

A diversão é para idiotas. Há dois minutos, eu fiz trinta e seis anos. Encarar a minha própria mortalidade sempre estraga a diversão.

Perder um ente querido nos faz repensar a nossa existência e na importância de nossos familiares e amigos, principalmente dos que estão entre nós e que ainda podemos demonstrar o quanto os amamos e precisamos de cada um deles.

Não há nada a louvar, nada a amaldiçoar, nada a condenar, mas muito há de ridículo; tudo é ridículo quando se pensa na morte.

⁠"⁠O luto é um bom indicativo para que possamos parar e refletir sobre um novo recomeço.
A vida continua com seus altos e baixos, as oportunidades vão e vem, o amor está sempre disposto a nos trazer felicidade; mesmo que a felicidade no momento seja se doar a outro alguém."

⁠Liberdade nunca foi sem custo. Porém depois que perdida, seu valor eleva-se ao preço de SANGUE dos que protestarem por ela!

corrompido, corrompido, corrompido, eu me odeio tanto, não há nada que eu possa fazer, já era, estou condenado.⁠

⁠Não sei onde estou,
Não vejo um palmo a minha frente,
Talvez estaja morto.

Ainda sim, sinto!
Sinto a areia sob meus pés,
Sinto o vento frio em minha face,
Sinto o cheiro de maresia,
Sinto tudo a minha volta.

Ainda sim, ouço!
Ouço o farfalhar das folhas,
Ouço as ondas quebrando,
Ouço os insetos cantando,
Ouço tudo a minha volta.

Se assim é a morte,
Não sinto problema em morrer.
Me sinto em paz.

Já temi correr o risco
De morrer de velho
Sem ter vivido o bastante,
Mas entendi que a vida
Não é depois nem foi antes.

A vida não dura pra sempre, é durante.

Allan Dias Castro
COEN, Monja; CASTRO, Allan Dias. A Monja e o Poeta. Rio de Janeiro: Sextante, 2021.

Nota: Trecho do poema Só por Hoje.

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O ser humano nasce e morre de mãos vazias. Tudo o que julgamos ter, é-nos emprestado pela vida durante pouco tempo.

Paulina Chiziane
Niketche: Uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras. 2004.

Um ladrão que rouba trocados acaba sendo morto ou preso. Mas um ladrão que rouba em grande escala pode mudar o mundo e até virar um herói.

Não posso mais contar com a sua presença física nas reuniões de família, mas sei que você continuará nos acompanhando em espírito. Descanse em paz.

⁠⁠"No outono de 1953, parecia que eu tinha apenas alguns meses de vida. Em dezembro, os médicos - companheiros no exílio - confirmaram que eu tinha no máximo três semanas de vida.
Tudo o que eu havia memorizado nos campos corria o risco de extinção junto com a cabeça que a mantinha.
Este foi um momento terrível em minha vida: morrer no limiar da liberdade, ver tudo o que tinha escrito, tudo o que deu sentido à minha vida até agora, prestes a perecer comigo...
Eu não morri, no entanto. (Com um tumor desesperadamente negligenciado e agudamente maligno, este foi um milagre divino; não pude ver outra explicação. Desde então, toda a vida que me foi devolvida não foi minha no sentido pleno: ela é construída em torno de um propósito)."

⁠Por mais que vivemos, por anos e décadas, ainda nos será pouco, para entendermos a alegria de viver. Se a morte nos abater, será como viver apenas um ano ou não mais, de uma década, pois a vida é uma criança, que não tem consciência da morte, simplesmente brinca com ela.
Natalirdes Botelho

⁠"Riqueza grande ta terra
quantos por ti morrerão! (...)
Há multidões para os vivos:
porém quem morre vai só. (...)
há mais forças, mais suplícios
para os netos da traição. (...)
Quem não presta, fica vivo;
Quem é bom, mandam matar."