51 textos e mensagens para profissionais da enfermagem com homenagens inspiradoras
Hoje agradeço-te. A ti, à tua dureza, à tua frieza, à tua incompreensão e indiferença.
Hoje, não sei, francamente, o que sinto. É uma mistura de sentimentos.
Mas, sei que, não te quereria de volta. Desejo-te, o melhor, mas só isso. Longe.
É necessário, entender que amar, é muito mais, do que ficar a sofrer, por alguém. Ninguém merece amar assim. Ninguém devia amar e sofrer. Amar é um verbo que nos desperta as mais bonitas sensações, mas pode ser também, aquele que causa as maiores dores. As maiores desilusões. Quando isso acontece, fechamo-nos numa concha, presa em nós mesmos e incapazes de ver que isso não é amor.
Devia ser proibido, existirem pessoas que fazem feridas, quase incuráveis nos outros. Deviam trazer um aviso prévio, que nos impedisse de apaixonar.
“Os fungos são realmente bastante nocivos aos interesses humanos. Fungando, uma pessoa pode estar inalando milhões e milhões de vírus e bactérias do ambiente que se respira. Mas há também a utilidade. Uma boa fungada pode efectivamente retirar aquele catarro preso na garganta, sendo que quanto maior o som emitido pela fungada maior é a sua eficiência e precisão na retirada daquela substância indesejada. Há quem diga que fungar é porcaria mas pesquisas científicas revelam que, além de serem métodos eficientes, as fungadas fazem parte do dia-a-dia de pessoas em todo o mundo. E como diz a famosa frase: aquele que nunca deu uma fungada que atire a primeira pedra.”
Tito Raposo
É só hoje
Não tem importância, é só hoje;
Amanhã o Sol vai brilhar e aquecer,
Enquanto esta agonia de mim foge,
Prometo que não voltarei a entristecer.
Sim, é só hoje que cai neve.
Amanhã o Sol brilhará com fulgor
Iluminando nossas almas ao de leve
Como se fosse a abertura duma flor.
É só hoje, e vai passar depressa
Este frio danado que nos fere a alma.
Esperemos que o vento não se esqueça
De mudar para o quadrante da calma.
Hoje cai chuva, e bem grossa.
Amanhã soprará uma brisa morna
Para compensar esta amargura bem nossa
Que este Inverno bem malditos nos torna.
Sim! amanhã, amanhã será o dia
Em que o Sol vai brilhar e aquecer,
Suave, o perfume das flores irradia
Nestas encostas e vales, quando o Sol nascer.
Amanhã é o dia reservado ao Amor,
E a fragrância das flores confunde-se na maresia.
Amemo-nos pois, e com todo o ardor.
Que felizes seremos, sim amanhã é o Dia.
...EM QUE HAVERÁ MAIS CALOR...
Velhote: Temo que eles sejam uma raça sem propósito. Já estou aqui faz 70 anos. Eu os conheço bem.
Klatus: E?
Velhote: Não consigo entendê-los.Eles destroem tudo, acho que jamais mudarão.
Klatus: Esta é a sua conclusão oficial?
Velhote: Eles sabem qual é o destino deles, eles sentem. Mas não podem modificar.
Klatus: Está decidido. Irei começar com o processo imediatamente. Precisamos nos preparar para irmos embora.
Velhote: Eu ficarei.
Klatus: Não pode ficar aqui.
Velhote: Eu posso, e ficarei.
Klatus: Se você ficar, morrerá.
Velhote: Eu sei. Está é minha casa agora.
Klatus: Você mesmo falou que eles só sabem destruir.
Velhote: É verdade. Mas ainda há outro lado...Veja...Eu os amo. É um sentimento estranho. Não sei como explicar a você. Por muitos anos arrependi por ter vindo. A vida humana é difícil. Mas se esta vida chegar ao fim...considerarei que tive sorte por tê-la vivido.
A verdade pura e simples: o Brasil cresce à noite quando os policymakers dormem e não atrapalham os que produzem.
Tenho em mim, mil dores, e dessas mil dores, só uma me cala. o silencio de um grito que ninguém ouve, e a paciência de alguém muito apressado.
Sou o contrario de tudo que eu mostro para os outros, e sou oque você precisa na hora que mais ninguém pode entende-la ( o ).
Só ela
Tão bela,as vezes fera
Sem querer,deixa de fazer
ou faz algo não muito bom
que maltrata meu coração
Um jeito leve e sereno
Como uma pétala de margarida
Tão criança como Emília
Mas tão madura quanto Meireles
Um carinho fofinho
Um ciúme doentio,mas até esqueço
Quando ganho mil beijinhos.
LAGOA SANTA
Encantos mil, bela e exuberante
Lagoa Santa que estremece os corações mais arredios
De manhã, uma revoada de pássaros
Anuncia os acordes de chilreios
De sinfonia do Amor
Tua riqueza de humanismo me
Faz ficar por aqui
Horas a fio a contemplar sua rara beleza..
Cada um fala uma coisa
e o grito vem sendo gutural;
está quase perto do Natal,
reunião com a mesa
negociadora da oposição
muitos pedindo anistia geral
e os filhos dos presos de consciência
se uniram numa voz transcendental.
Vejo gritos de pedido libertação
por um sargento torturado,
pelo Capitão da Guarda Nacional,
por seis sargentos paraquedistas,
pelo fim da greve de fome
do Tenente Coronel Chaparro,
para que salvem o Capitão de Navio
onde ninguém é escutado.
Mais de trezentos presos políticos,
nenhuma notícia de liberdade
para a tropa e para o General preso injustamente há quase cinco anos
e a escuridão ocupando os sentidos
onde os principais problemas
já eram para ter sido resolvidos.
Parece que conviver sem reconciliação é o quê o poder
só tem a oferecer nos planos
(onde todos na vida sem exceção
têm tudo nesta vida a perder
enquanto não se unirem
por pacificação e reconciliação).
Tudo aparenta
que o paredão
gritado pela
Assembleia
em protesto ao
autoproclamado
não soou no
sentido figurado,
Padece o povo
vítima do terrorismo
elétrico e com
o ânimo minado.
Para a surpresa
o valoroso
Tenente foi
injustamente
expulsado
porque defendeu
integralmente
a vida do General
e da tropa,
Ainda quero crer
que foi mais
uma falsa
notícia do jornal,
Não é possível
que ninguém
convença o poder
que a reconciliação
mesmo que tardia
é a melhor sentença.
Sei que falo além
do que deveria,
É porque quero
um mundo
pacificado,
sem o medo
como fio condutor
do controle social
e sem o vício
do pior como
caminho porque
só de ver isso
não tem me feito bem;
Afasta de nós
esse graal diabólico
que tumultua
e tem feito
do nosso psicológico
um espelho do Império.
Ao dar conta
do General
e de cada
preso político,
haverá de se
entender que
manter ele
e alguns já é
desproporcional.
Não faz
sentido nessas
prisões insistir
porque não
levará cada
um a lugar
nenhum,
e quando se
tem consciência
disso é melhor
não prosseguir.
Cada um com
o seu fardo,
porque quem
não tem sangue
nas mãos merece
ser poupado,
da mesma forma
quem não foi
sequer julgado;
e até que se
encontra há
muito tempo
aprisionado
merece ser
libertado,
pois com
boa vontade
dá para fazer
isso sem
nenhum embaralho.
Sensação estranha
desde o último poema,
tão perdida que não
alcança os passos
calmos de um dervixe
em pleno inverno,
sentindo as dores
dos povos que vivem
no inferno em busca
de uma esperança
ou alguma consolação,
o caminho existe
para que tiver disposto
em abrir o coração
para a paz que traz
a verdadeira libertação.
De longe escuto os gritos
Dos heróicos do Helicoide
Que clamam por liberdade,
De cada menor de idade
As notícias quero receber.
Dos ouvidos indiferentes
Não desejo mais saber,
De cada leal soldado
As notícias quero ter.
Das bocas emudecidas
Não desejo mais saber,
Quero vidas devolvidas,
Das flores no calabouço,
As notícias quero obter.
Não cansarei nunca,
Nem mesmo por causa
Da minha fr(atura),
Sou coração em ternura.
O meu dicionário poético
Não autoriza jamais
O desespero crescer.
Os Generais que
estão presos
em Fuerte Tiuna
são inocentes,
Eles são presos
políticos e todos
os presos políticos
são inocentes,
Todos eles são
culpados por uns
que confundiram
que discordar
é desobedecer
e outros que
precisam criar
a todo instante
inimigos imaginários
para permanecer
em nome do poder.
Da última repressão
policial a um tupamaro,
Porque fiquei sem saber
porque fiquei sem sinal
para comunicação,
Depois li a notícia
de justa libertação.
Fato provocado
pelo neoliberalismo
que esmaga a todos
neste continente,
Que nos distancia
a cada dia de um
novo amanhecer
e nos colocou
com o Atlântico
mergulhado
num óleo sem fim.
Medidas substitutivas
de liberdade para
a convivência política,
Nada tem a ver com
harmonia e tampouco
com justiça,
Pouco a pouco elas
têm sido concedidas.
Rodada parcial muito
distante do que é real,
Rodada ficcional
e conta-a-gota que
não tem alcançado
muita gente e o General
que se encontra
com o físico fragilizado.
Recordando a prisão
sofrida do General
no fatídico treze
de março há mais
de um ano e meio
em meio a uma
reunião pacífica,
Da audiência preliminar
ninguém tem notícia,
ela sequer ocorreu.
A loucura saudosista
da época ditadura
anda a solta
neste continente,
Tem gente que pensa
que é gente fazendo
piada para invocar
a volta da censura,
Como não sabem
se comunicar
querem um AI-5 digital
de brincadeirinha,
No meio de tantos
jogos de ironia
há algo que se esforçam
para nos ocultar
de forma sobrenatural,
Pouco a pouco querem
nos acostumar aquilo
que não pode ser
chamado de natural.
Dá vontade
de falar
o diabo
por esta
viração
estranha
na América
do Sul,
É preciso
tomar
cuidado:
Há até
um General
preso sem
merecer,
sem justiça
e sendo
maltratado.
O Tupamaro
foi liberado,
Este capítulo
foi encerrado,
Ainda bem
que ele não
se tornou
mais um
dos injustiçados.
O ar pesado
e o cheiro
amazônico
de queimado
pairam como
um assunto
inacabado.
A senhora
campesina
e a criança
presos
em Guarico,
Não soube
se foram
libertados,
Vejo um mar
de calados.
Não soube
mais do
namorado
de Anabel,
No continente
que virou
rotina tomar
cuidado:
infelizmente.
Estes versos
não chegam
nem perto
da beleza
dos tupamaros
semeando
a terra para saciar
a fome do povo
que precisa,
Ninguém vive
de poesia
embora ela viva
para sempre
alimentando
as almas
e dando força
aos inconformados.
Não há mais
mulher nenhuma
desaparecida
até o momento,
uma foi
libertada,
e outras com
alvará de soltura,
mas há mulheres
marcadas por
toda uma vida.
Quero saber dos três
militares e do civil,
que dizem que
ninguém mais
sabe e ninguém
mais viu;
e do General
injustiçado
que nem deveria
ter sido aprisionado.
O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.
O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.
Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.
Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.
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