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Ó madrugada
que trouxe-me de volta
minhas inspirações falsas

poetisa nunca fui
quem sou eu
para querer ser Clarice

Nem Ana sou.

Na madrugada calada,sem conseguir dormir..eu me deparo com a luz da lua e penso no que vivi.

As lembranças vem e vão,os bons momentos estão no meu coração…

Me sinto confusa,alucinada…com os pensamentos que vem e vão

Criticas discordo,elogios nem sempre são sinceros,amores que vivi decepções que sofri,centenas de pessoas que já conheci..

Nesse mundo tão maluco é dificil de entender e a metamorfose da vida temos que sofrer…

Entre becos e esquinas,entre estradas e valões…a vida não se explica sempre há opiniões…

Nesse mundo de ilusão nós só temos uma certeza,que a vida acabará na pobreza e na riqueza…

Viajar de motocicleta é descobrir que o vento canta; que o cheiro do vento da madrugada é diferente do cheiro do vento do amanhecer. É sentir que todos os seus segredos podem ser sussurrados ao vento, enquanto o tempo deixa de andar para escutá-los. É achar que o vento têm o poder de soprar as respostas para tuas verdades, enquando o deixa com a leveza das folhas, revelando assim, o colorido da alma.
Paulo Leite

Risos na madrugada.
O som de suspiros
e de desejo.
A madrugada engana a realidade.
Viver é delicioso.

Até mesmo no silencio da madrugada uma voz suave ecoa dentro de mim quero falar coisas que eu não consigo compreender, mas que só posso sentir

É madrugada...
O vento em meu ouvido sussurrando seu nome,
É gelado, e de um tom vago.
Cadê você minha mulher?
Porque aqui não esta?
Saudades de seus beijos...
De olhar em teus olhos e ouvir tudo que sua boca não diz.
Tens um olhar tão profundo...
É encantador a forma que me olha.
Minha nossa menina, Eu Te Amo.
Vem comigo, vem pra perto,
Deixe-me te mostrar o quanto isso é bonito, e grande o bastante para sempre te fazer feliz.
Fazer-te sorrir.

Quando o poesia vem
conversar de madrugada,
a insônia, enciumada,
vem também.

É na madrugada com o copo de whisky e com o velho cigarro que transformo o movimento da fumaça na canção dos tempos que já passaram.....

Isolada, ferida na fria madrugada, não vejo, não ouço, não falo, me calo. Em glória? Não! Maldita memória! Você não vai mais me ferir porque não vou deixar. Chega de tormento, chega de choro ou lamento. Acabou, não vou mais sonhar.

Louvor que nasce da dor

(Eliza Yaman)

Quando a dor me visita em madrugada,
e o mundo cala a voz do meu abrigo,
é Deus quem me sustenta na jornada,
com mãos de luz, silêncio e fiel abrigo.

Não há abismo que vença Sua altura,
nem sombra que resista ao Seu clarão.
Em mim, Sua presença é a ternura,
que transforma o lamento em oração.

Ecos do deserto

No silêncio que engole a madrugada,
Sento-me ante o vazio das palavras,
Cada letra, um eco de minha nada,
Cada verso, uma sombra que não se lavra.

O vento atravessa minha mente seca,
Rasga lembranças, assombra memórias,
E cada rima que em vão se mece,
É um espectro a percorrer meus labirintos sombrios.

A pena treme, temendo a reprovação,
Do poeta que habita meu próprio peito;
Seus olhos de carvão queimam a criação,
Transformam sonho em pó, e esperança em leito.

Oh, tormento de moldar o intangível,
De buscar a luz no deserto da mente!
A inspiração foge, cruel e incrível,
E a dor do não-criado é eternamente presente.

Assim navego, entre dor e vazio,
Escravo do eco de minhas próprias exigências;
Cada linha que nasce é um desafio frio,
Cada verso, um lamento de minhas inconsistências.

E se um dia a poesia me libertar,
Que seja na aridez que aprendi a sofrer;
Pois só quem se perde no próprio olhar
Sabe a dor de escrever e jamais se ver.

“A doçura e a esperança serão bem abençoadas e, antes da madrugada, o céu estará estrelado.”

Até o meu corpo dói...


Acordo de madrugada
Na hora que o galo canta
Depois eu volto a dormir
Quando ele abre a garganta
O dia vem clareando
Minha cabocla levanta


Eu também pulo da cama
Tenho que cuidar das plantas
A vida do sertanejo
É uma luta quase
santa
E já vou para o rocado
Na hora que o sol desponta


Trabalho o dia inteiro
Até na hora da janta
Quando eu chego em casa
Minha mulher me encanta
Serve tutu com torresmo
E outras iguarias tantas


Depois eu pego a viola
E vou entoando um mantra
Que tem coro ritmado
Melodia sacrosanta
Num hino de Santos Reis
A minha voz se levanta


Diz o adágio popular
Quem canta seu mal espanta
E viver triste e calado
A vida se desencanta
Pois até meu corpo dói
Se minha alma não canta


Francisco Garbosi

MADRUGADA DE NATAL


Ouve -se ao longe gemidos
O silêncio no corredor impera
A vida, a morte em atritos
Mas é o bem que se espera.


Noto pessoas, famílias, fatos
Cada um com seu problema
Somos complexos mas fracos
A soberba: nosso maior dilema.


Do maior ao dito desprezível
Desejamos a mesma sorte
Aqui não existe status nem nível
Toda máscara cai diante da morte.


Levy Cosmo Silva

No silêncio doce da madrugada,
Teu nome ecoa no meu coração,
Tua presença é luz na estrada,
Teu toque, minha salvação.


Nos teus olhos, o céu inteiro,
No teu beijo, a eternidade,
Te amar é um sonho verdadeiro,
Meu abrigo, minha verdade.


Se o tempo tentasse apagar,
O que em nós nasceu tão forte,
Mesmo o destino iria lembrar:
Nosso amor é maior que a sorte.

"Nozes se abrem(prensadas),como olhos sonâmbulosem altas madrugadas."

A vida é um quadro, de cores vibrantes,
Com pequenos detalhes, que a tornam tão bela.
A madrugada silenciosa, com estrelas brilhantes,
Um momento de paz, antes do mundo acordar.


Mas no fundo do peito, uma dor ainda lateja,
Um amor que se foi, uma lembrança que permanece.
Não dói mais como antes, mas ainda sinto,
Um eco de saudade, que às vezes me visita.


Nos pequenos detalhes, encontro um pouco de paz,
E nos momentos simples, encontro um refúgio.
Então vou apreciando, cada minuto que passa,
E encontrando um pouco de calma, nesse mundo caótico.

DESPERTEI


De alma nua
Feito uma flor
Despetalada
Em plena madrugada.


No silêncio
Refugiei-me
Dentro da saudade
Que é a minha realidade.


Saudades de meus pais
De outros familiares
De tantos sentimentos
Presos nos pensamentos.


Irá Rodrigues
.

Hoje, o Sol entrou novamente pela janela. Ela, ainda fria pela madrugada. Ele, porém, já trazendo calor e vigor para minhas células famintas. Desde o início de tudo é assim. Ele não esquece de surgir. Não perde a hora. Não se atrasa. Mesmo, às vezes, obscurecido por nuvens passageiras, ele está lá. Para todos. Britanicamente. Assiduamente.

Eu queria, com a delicadeza das madrugadas, tecer versos de celebração, um poema que fosse festa, um presente de palavras... Suave como vento em junho.
Queria vestir tua existência de flores escritas e acender no papel o brilho de um afeto imenso.
Mas já não posso.
O tempo, sempre tão hábil em roubar excessos, me ensinou a guardar o amor na gaveta do que passou.
Hoje, o que resta é a claridade sóbria da amizade, essa chama mais tranquila que não queima, apenas aquece e não pede mais rimas apaixonadas, apenas o silêncio respeitoso de quem sabe que há distâncias que se tornam permanentes e há corações que desaprendem a sonhar.
E assim, renuncio à poesia que te coroaria, não por falta de beleza em ti, mas porque em mim o amor já se dissolveu, virou memória sem vértice,
rio que correu e agora é mar distante.
Ainda assim, desejo, mesmo sem versos, que tua vida seja música e teus dias floresçam sem precisar do meu poema.
Pois amar e soltar, às vezes, é a maior poesia que consigo escrever.