Mensagens de Saudades Eternas
Em meio ao silêncio que envolve o crepúsculo, caminho em direção ao local onde repousa a essência daquela que tanto amei. Cada passo é carregado de memórias, um tributo aos momentos compartilhados que agora vivem apenas em meu coração. Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim, e essa realidade pesa como um eco de saudade infinita.
Sinto o vento acariciar meu rosto, como se fossem as mãos dela tentando consolar minha dor, mas o frio vazio que me cerca é um lembrete implacável da ausência que jamais será preenchida. Mesmo assim, nos recantos da minha alma, mantenho viva a esperança de que, em algum lugar além das estrelas, nossos corações ainda dançam juntos, entrelaçados em um abraço eterno que desafia as fronteiras do tempo e do espaço.
É uma dor doce, uma lembrança agridoce do amor que transcendeu a vida, e enquanto as lágrimas silenciosas caem, sussurro ao vento: "Eu irei até você, meu amor, e um dia, além deste mundo, estaremos juntos novamente."
Já vivemos momentos preciosos
que pra nós, não têm preço
com histórias engraçadas e tristes,
risos, lágrimas e trocas de apreços
pra guardarmos na memória,
quero ter-te sempre por perto,
caso contrário, não será a mesma coisa,
que ainda tenhamos bastante tempo.
Somos histórias
Me sinto como esta casa grande
de janelas pequenas, pintada com
tinta velha e sem muita beleza
onde só o próprio dono de bom
coração se agrada.
Mas o que isso importa?
Se todos os dias pessoas veem e
pessoas vão; Sou invisível para os novos,
esquecido na memória dos velhos
sou história contada quando lembrada
É engraçado como podemos lembrar de uma tristeza que achávamos, na época, capaz de matar alguém, e saber que ainda não conhecíamos nem a décima parte da verdadeira tristeza.
Casa é gente. Não é um lugar. Se você voltar lá depois que as pessoas se forem, tudo que você pode ver é o que não existe mais.
E os livros, livros por todos os lados. Cada superfície plana era ocupada por um livro. Tampo da mesa, armário, criado-mudo, mesinha de cabeceira. Nenhum bibelô, Nenhum suvenir. Nenhum porta-retratos. Só restaram os livros. Para que ele soubesse quem fora realmente a mãe, teria de abri-los e ler. Teria de ler cada página de milhares, milhões.
A cada ano, minha mãe tirava um quadro do meu pai da parede para dar espaço a mais uma estante de livros.
O SILÊNCIO DA NOITE
A noite chega de mansinho
Pela janela entra um vento em laço
O silêncio é triste, um descaminho
O coração pulsa em descompasso
Os pensamentos fluem em polvorosa
Nenhum norte a ser seguido
A estrada é curvilínea e perigosa
O destino é incerto e traiçoeiro
Mas nada impede que a esperança
Renasça a cada aurora
Como no movimento de uma dança
Que não me sai da memória
Eu sempre fui diferente, querendo dizer que eu gostava de ser eu mesmo. Até no jardim de infância, quando diziam para formarmos uma fila e ir ao parquinho, eu não gostava de participar. Eu não era bagunceira; eu não apreciava a fila. Algumas das minhas melhores lembranças de infância são de mim sozinha no meu quarto – escrevendo, lendo livros, ouvindo Beatles, vivendo na minha mente. É sempre agitado lá.
Onde estão os olhos da minha infância, aqueles olhos medrosos que ela tinha há trinta anos, os olhos que me fizeram?
As lembranças ensolaradas e cheias de calor daquele verão me ajudarão a suportar o frio até a primavera.
Minha ideia de cinema estava sempre ligada à brisa das noites de verão. Nós só víamos filmes no verão. Os filmes eram projetados em uma enorme parede branca. Eu me lembro especialmente dos filmes que tinham água. Cachoeiras, praias, fundo do mar, rios e nascentes.
A infância deixou marcas com as quais eu não sei o que fazer. Nos dias tranquilos, digo a mim mesmo que é dela que eu tiro minha força e minha sensibilidade. Quando encaro o fundo da garrafa vazia, vejo nela a causa de minha incapacidade de me adaptar ao mundo.
Sinto-me triste como um restaurante de estrada vazio no inverno. É sempre a mesma coisa no dia do meu aniversário: uma pesada melancolia abate-se sobre mim como uma chuva tropical cada vez que eu penso de novo em Papai, em Mamãe, nos colegas e naquela festa eterna ao redor de um crocodilo estripado no fundo do jardim...
Não vivemos no passado,
Porém ele vive em nós:
É o antes sem o qual
Não haveria o após,
É a voz da humanidade
Ecoando em minha voz.
Rememorar, é uma forma nobre e necessária de se viver, reviver e, à vista disso, recuperar em parte sensações, ideias, motivos, medos, decisões imperiosas e, fundamentalmente, relembrar imputar-lhe-á novamente a certeza de sua brevidade frente ao tempo cronológico, tal justeza, certamente derrubar-lhe-á do alto do muro de hipocrisia em que você pode estar firmado, agarrando-se fielmente ao pensamento soberbo de superioridade.
surgiu o dia em ebulição, aí senti um desejo doce, não era de vinho, nem de pão, mas a alegria obtida de me sentir de novo eu, do véu que envolve a memória trazendo-me o sonho, e de novo os dias da flor, eis-me viva com o peito a arfar, neste encontro com a que de mim se perdeu, e a manhã fica mais rosada e fresca a terra e o céu...é a recordação que sempre me acode. restitui-me um pouco de alegria enquanto a vida é neve ao sol
De algum modo soube que em um futuro me lembraria desse instante e saberia que foi o único que justificaria todas as minhas histórias de amor, e que todas as outras mulheres seriam para mim uma tentativa de voltar para aquele terraço.
O pior e mais cruel opressor é aquele que um dia já foi oprimido e perdeu a capacidade de lembrar seu passado.
Enquanto nos lembrarmos de uma pessoa, ela não se foi de verdade. Os pensamentos, os sentimentos e as memórias dessa pessoa se tornam parte de nós.
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