Mensagens curtas de Boa noite
A noite se ergue estrelada,
O vento balança o Cortição,
Depois de ler este poema
não vai me tirar da sua cabeça,
Você vai amorosamente dar
o seu melhor com toda a paixão
e ser a minha delícia a cada estação.
A noite chegou poética,
linda e estreladinha,
O Caburé-de-Pernambuco
trouxe no caminho poesia,
A minha sombrinha colorida
foi preparada para dançar
com a sua com o bloco na rua.
Um Saguiru se juntou
ao cardume prateado,
E seguiram cintilando
as águas nesta noite,
Não consigo parar
de mergulhar no rio
profundo dos teus olhos,
E a cada novo poema
te proclamo o dono
dos meus amorosos sonhos.
Matrinxã errante
desta Bacia Amazônica
adorada que a cruza
em dias de Sol
e em noites de Lua,
Te celebro poema
escamado e misterioso,
e em ti me inspiro
a continuar seguindo
com força o destino.
Pintei os meus lábios
com a cor de Almandine,
A noite acendeu os astros
e enquanto isso um poema
a todo o momento acendeu
pelo mundo a sedução
como estratégia para capaz
de capturar um coração.
Te coloquei no meu mistério
das mil e uma noites entre
as nuvens cor de hematita,
Conduzindo a sua atenção
para aquilo que fascina,
Não precisarei ir longe
porque eu sei que moro dentro;
Não tenho pressa de nada
e sei que não tenho
nem mesmo a necessidade
de pedir que venha,
porque eu tenho certeza
que você virá a tempo.
Mamoeiro com mamões
verdes na beira da rua,
Faz lembrar do Boi de Mamão
dançando em noite de Lua,
Tempos de Santa Catarina
que o Boi saia e depois
voltava e dele ser fazia
doce que era quase poesia.
CONTOS QUE A NOITE CONTA:
A noite é fria e tímida
Em seus becos, seus piteis.
Suas contas que são poucas
Conta-se noutros viés
Os contos que não se conta
Dos que jaz em seus bordéis.
A VOZ DO VENTO:
A brisa fria da noite
Bate levemente ao meu rosto
Levemente sem toca-lo!
Sem toca-lo... Levemente fria,
Fala ao meu ouvido incompreensivo.
Porque o vento,
Ao vento fala.
PIERRÔ SEM CARNAVAL:
O bafo da noite em cinzas,
Verticalmente desce e cai,
Quão a chuva oblíqua
Do Pessoa
A correr na diagonal
Confusa
Sobre o relvado e a clorofila
Do poetinha,
Em anunciação ao baio
Do Valença em reboliço
Ante as brumas que embaçam
Meus vitrais
Acho, penso vislumbrar
A última colombina de cristal
Em seu único e derradeiro
Carnaval.
Nicola Vital
MORRER PARA VIVER:
Era mais fácil ter morrido essa noite.
Ter morrido consentido!
Com sentido que sente sentido
Sentindo aquilo que se sente
Quando o sentir nos faz sentido.
Essa noite eu não poderia morrer.
Porque ao meu sentido
Senti que ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
Para que todo o sentido
Se faça consentido ao porvir.
Série Minicontos
IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.
Numa ocasião emocionante,
Saí para apreciar a noite,ela estava linda,
Meus olhos brilhando de tanta felicidade
Que o Céu decidiu afastaras nuvens
como curtinas
Para que as Estrelas brilhassem
comigo naquele instante
mais que preciso.
À noite, olhando para o horizonte,
pude contemplar uma estrela cadente
como uma luz de esperança tão forte
vinda do espaço de presente,
não diria que foi sorte,
mas uma providência divina
dizendo seja forte, não desanima.
Lua Majestosa
que reinas à noite,
és tão formosa,
difícil alguém que não note,
sendo prazeroso apreciar
oteu luar que os céus envolve,
consegues encantar
até quando te escondes
com um fascinante eclipse lunar.
Caminhar silencioso,
Andarilho da noite,
Sujeito misterioso,
Encontrá-lo de açoite,
Talvez, seja perigoso.
Num Momento Inesperado,
Um Encanto da Noite,
Vaga-lumes Sicronizados
Apresentando
um espetáculo
de luzes,
Lampejos que nutrem
um espírito cansado.
Ele e Ela, Conversa que prende,
Noite Estrelada, Sentimento que Cresce,
Sonhos que se entrelaçam,
Receios que se enfraquecem
Deslumbres ganham espaço,
Um Raro momento que ficará guardado
no fundo da Mente.
