Mensagens com Complemento de um Bombom
Quero encontrar algo nesse mundo que me traga, a cada noite, a dádiva de um cansaço bom. Que me permita olhar para as horas vividas com uma clara convicção de que valeu a pena vivê-las. Que me conduza ao sono sereno que nasce depois dos desafios que o coração compra. Que me convide a desejar um novo dia, certa de que haverá um motivo para o qual levantar. E por sabê-lo, por lembrá-lo, eu possa experimentar a paz de adormecer sorrindo.
Um amigo íntimo é um dos meus ideais, um dos meus sonhos quotidianos, embora esteja certo de que nunca chegarei a ter um verdadeiro amigo íntimo.
Mede-se o fracasso de um ser humano pelo grau de maldade, bem com, o seu sucesso pela prática do bem.
Retrato e Alma: O Olhar que Fala
No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.
A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.
Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.
O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.
Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
O Momento Decisivo: O Instante que Não Volta
A fotografia vive do instante. Há um segundo exato em que tudo se alinha: a luz, o gesto, o olhar, a atmosfera. É nesse ponto de encontro que nasce a imagem única, impossível de ser repetida.
O momento decisivo não é apenas técnica — é sensibilidade. É estar presente, atento, entregue ao que se revela diante de si. É confiar que, em meio ao fluxo da vida, há uma fração de tempo que guarda a eternidade.
Quando o clique acontece, não se captura apenas uma cena. Captura-se o irreversível: aquilo que não voltará a acontecer da mesma forma.
E é justamente por isso que a fotografia emociona. Ela congela a vida no exato ponto em que ela estava prestes a escapar.
A arte de fotografar é, então, a arte de estar pronto. Pronto para ver, sentir e decidir. Porque o tempo não espera — mas a imagem, uma vez feita, resiste ao esquecimento.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.
Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.
A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.
É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.
Se cada um cuidasse de si, investindo tempo em curar as próprias dores, em nutrir os próprios sonhos e conquistas, o mundo seria mais leve.
Haveria menos interferência, menos conflito.
Mais paz.
Mais tranquilidade.
Hoje não
Eu luto contra esse dia todos os dias, exaustivamente.
Antes era um dia de cada vez, um dia por vez.
Hoje é uma frase que me acompanha todos os dias.
Hoje não. Não será hoje.
Mas, de forma consciente, venho me fragmentando.
Deixando pedacinhos de mim soltos.
Em tudo que faço, silencio, ouço ou digo.
Onde escrevo, onde publico.
Pedacinhos.
Talvez parte de um quebra-cabeça que não faça sentido
para quem olha hoje...
Caso, em algum momento, essa exaustão me vença,
tudo isso ganhará uma clareza e deixará de ser invisível a olhos nus.
Tudo que é invisível hoje fará sentido na minha ausência,
no momento em que todos aprenderem a ver com o coração
cada pedacinho solto de mim deixado por aí.
E isso só será possível na minha ausência.
Hoje não.
Hoje só me fragmento mais um tiquinho...
Culpada de Existir
Sinto-me culpada,
culpada de pesar.
Um dia ouvi de alguém:
“você é pesada, cheia de monstros, nada vai pra frente.”
E eu acreditei.
Desde então, caminho tentando ser leve
me desculpando por existir demais,
pedindo perdão até pelo silêncio.
Vivo aparando arestas,
diminuindo gestos,
falando baixo para não incomodar o ar.
Mas a verdade é que não sei ser pouco.
Sou feita de profundezas,
de medos que têm nome e de dores que respiram.
Não sou monstro,
sou só o reflexo de tudo o que engoli para não gritar.
E ainda assim, me culpo.
Por sentir, por ficar, por tentar caber.
Um dia, quem sabe,
eu aprenda que pesar também é existir.
E que mesmo as almas cansadas
merecem um lugar para repousar.
Cada um dá o que tem, e você só vai enxergar no outro o que existe verdadeiramente dentro de você.
Se há amor em você, verá amor.
Se há paz, enxergará calmaria até nos gestos mais simples.
Mas, se há feridas abertas, tudo o que toca sangra.
A forma como percebemos o mundo diz mais sobre o que guardamos por dentro do que sobre o que realmente acontece fora.
É por isso que o autoconhecimento é um ato de amorporque só quem se cura aprende a ver com o coração limpo.
E só quem se entende é capaz de se conectar sem projetar, sem exigir, apenas sentir.
Deus, me permita um recomeço.
Um novo sorriso, capaz de irradiar tudo à minha volta com a luz da minha presença.
Que eu marque as pessoas com positividade,
sem perder a minha essência, nem a profundidade que me habita.
Se nasci para ser breve como um cometa,
que de mim fiquem apenas os rastros do melhor
a ternura, o amor, a coragem de tentar outra vez.
Mas, se ainda houver tempo,
me ensina a ressurgir das cinzas,
a reconstruir meus pedaços sem medo do fogo.
Faz de mim fênix,
e que o recomeço seja a minha mais bela forma de permanecer.
Uma mente acelerada que não para e precisa de pausas, cansada ao extremo e ainda assim ativa, é um corpo em alerta e uma alma gritando por descanso. É o peso de viver no limite, tentando funcionar quando tudo dentro pede para desacelerar. É sobre sobreviver ao próprio turbilhão, enquanto o mundo cobra que você esteja sempre bem.
A anedonia é como um apagão silencioso dentro de mim.
Não leva embora apenas a alegria — ela leva o brilho, o impulso, o gosto das coisas que antes me moviam.
É estranho existir assim: lembrar do que um dia me fez sorrir e, ao mesmo tempo, não sentir mais nada.
É como tocar uma memória com as mãos, mas não conseguir alcançar o sentimento que deveria acompanhá-la.
Por fora, tudo parece igual.
Por dentro, é como se alguém tivesse apertado um botão e desligado a parte da alma que reage, vibra, celebra.
Não é falta de vontade.
Não é frescura.
É não conseguir sentir.
É olhar para momentos que deveriam me encantar… e não sentir absolutamente nada.
É querer participar da vida e, ao mesmo tempo, se perceber distante, apagada, desligada do próprio corpo.
A anedonia não rouba só o sorriso.
Ela rouba o caminho que leva até ele.
E é dessa prisão silenciosa que, todos os dias, eu tento me libertar.
Existe uma presença e um poder dentro de nós que nos orienta e nos guia, tornando nosso caminho fácil e suave. Nós só precisamos tomar consciência desse poder e deixar que ele trabalhe para nós.
PARABÉNS PELO SEU ANIVERSÁRIO, FILHA
Não é só mais um ano que comemoramos
e sim a dádiva que Deus deu a nós, sua família e amigos
que conquistou ao longo desses anos.
por isso estamos todos juntos pra te dizer obrigado por você existir,
e com sua existência aprender, com sua alegria ou até mesmo sua tristeza,
mas o importante é acordar todos os dias
e saber que você está entre nós sempre.
A vida tem seus momentos difíceis
Mas tem suas compensações
Os amigos e a família que estão sempre prontos
para nos auxiliar
Às vezes com um carinho, com um abraço
ou com uma palavra de conforto...
Coisas que parecem insignificantes
Mas que têm uma importância tão grande
Fazem a diferença entre tantas coisas nesta vida
Que a coragem esteja sempre contigo
Que a alegria impulsione os teus passos.
Que o sol brilhe sempre em tuas aspirações.
E se cair a gente levanta, e se pesar a gente descansa...
pra tudo existe uma solução... basta se acalmar, refletir e executar...
Sem nunca perder a fé em Deus!
TE AMO, FILHA!
O narcisista não é aquele que se acha o máximo.
Ele sabe que é um pobre coitado, um frustrado,
um inseguro, o qual, precisa constantemente ser
apreciado e paparicado.
Tudo na vida tem um preço:
Ou a gente paga o preço por escolher,
ou a gente paga o preço por não escolher.
Então, é melhor a gente escolher.
Torne-se um possibilitado. Não importa o quão escuras as coisas pareçam ser ou realmente sejam, levante sua mira e enxergue as possibilidades - sempre veja-as, pois elas estão sempre lá.
O fracasso é um paroxismo da lucidez. O mundo se torna transparente para o olho implacável daquele que, estéril e clarividente, já não se apega a nada. Mesmo inculto, o fracassado sabe de tudo, vê através das coisas, desmascara e anula toda a criação.
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