Mensagens de Sol
MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.
Que fosse assim, mas sem destruir,
Por mais que errei, sei, reconheço,
Dia sem sol, noite sem lua, sombrio.
Torturem-me, comiserem-me, dó.
Moribundo, inebriado com o cálice
Dos estroinianos, casualidade, quiçá.
Se um dia quiseres voltar, esqueças
Da razão que um dia não foi em vão.
Rosa, anjo de lume, airosa, minha ébano.
Sempre indulgente, que se inspira, branda.
Opulenta de bondade, generosidade.
E por egoísmo, martirizo-te sem perceber,
sem entender, por amor, amor fugaz, célere.
Bálsamo! Acalenta-me, finda a minha excitação.
A inconstância dos bens do mundo
Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia
Se formosura a Luz e, por que não dura
Como beleza assim se transfigura
Como o gosto da pena assim se fia
Mas no Sol, e na Luz, falte firmeza,
Na formosura não se dê constância.
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância
Cada boca que se abre, para proferir palavras de amor.É como se dela, emana-se o próprio Sol.Tamanha é a luz que esse ato proporciona.
Passar do lado do mal, para o bem é tão fácil.Como sair no jardim, aqui, no Brasil e se expor ao SOL.
E a chuva cai por dentro, do meu peito como o canto de um colibri.E lá fora o Sol renasce como se fosse simples ser feliz.Seja mais vivo, a tanta coisa bonita no mundo saiba aproveitar.
O Sol da Manhã
Ah, o sol da manhã...
Contemplo-o dos cantos mais remotos da cidade.
Durante seu brilho, esvai-se toda vaidade —
Toco a grama molhada pelo orvalho,
Ou ao menos, creio tocar...
Pois sei, pela física, que nunca tocamos de fato:
Somos campos que se repelem,
Somos danças de elétrons em silêncio.
Mas ainda assim, o instante me atravessa,
E isso, para mim, é o bastante.
O balançar calmo das folhas
Apaga os ruídos da mente,
Silencia pensamentos longos demais,
Esses que, teimosamente,
Nos ferem sem jamais cessar.
O canto dos pássaros neste horário
É bálsamo sobre feridas invisíveis.
E o tilintar leve das águas
Faz de um espaço árido,
Um abrigo possível.
Você não ver a sua sombra à toa, é preciso luz, é preciso o Sol, e o sol foi Deus quem o criou. Você precisa de Deus para fazer sombra.
Mulher uma deusa, guerreira uma companheira
És um raro diamante
Um raio de sol radiante
Uma brisa que vem no frescor do amanhã
Todos querem desvendar o mistério deste seu olhar
É lindo seus cabelos soltos pelo ar
São como o orvalho nas noites de luar
Mulher é um sentimento, que leva alegria ao sofrimento e nunca se cansa de amar
São como uma flor de um jardim entre outras flores és a especial
Mesmo brava é linda, alguém sabe me explicar o porquê?
Foi feita para brilhar, encantar e conquistar o seu lugar
Que na vida de você mulher brilhe como seus olhos seja maravilhoso como seu coração e linda como VOCÊ.
Mulher, guerreira e companheira
Brilha como raro diamante
Irradia luz como raio de sol
Sopra suave como brisa do amanhã
Seu olhar é um mistério
Cabelos soltos ao vento, encanto puro
Como orvalho em noites de luar
Mulher, sentimento que acalenta, que nunca cessa de amar
Como uma flor especial em um jardim
Mesmo brava, sua beleza é inigualável
És feita para brilhar, encantar
Conquistar seu lugar, seu espaço singular
Que em sua vida, mulher, brilhe como seus olhos
Seja maravilhosa como seu coração
E encante todos ao seu redor
Com toda a beleza e amor que só você tem.
Do sol
E da luz que arde,
Parti pra viver da arte.
Da lua
Que vieste encher,
Parti para poder te ver.
Da chuva
Que há de me molhar,
Parti pra poder amar.
Do inverno
Que o frio trás,
Parti procurando mais.
Da moça
Que pouco vi,
Pouco falei
Então parti.
Nunca é numa praia às 23:00 da noite sob a luz do luar, ou numa praça antes do nascer do sol. É no bar, é numa taverna, num botequim qualquer, numa esquina sem iluminação, num portão velho. São nesses lugares que os maiores acertos e decepções do amor realmente acontecem.
É um estado humano muito infeliz, esse de valorizar um pôr-do-sol quando não se tem, ou lamentar pelos abraços e beijos quando não estão mais disponíveis. Um castigo forçado mostra como são as coisas comuns e pequenas que dão forma e sentido a todas as existências.
E num piscar de olhos tudo muda. Não entendemos os motivos, o sol se pondo no fim do mar e o escurecer da noite vem. O dia amanheceu triste, nublado, como se despedindo de alguém. Em um mundo tão terrivelmente triste e cinza, teve a sensatez de trazer risos e alegria, amor e serenidade. Serenidade de poucos. Poucos conseguem criar uma base tão bela e profunda nessa terra. Mas existem aqueles que vale à pena conhecer, amar e dedicar uma vida. Será sempre um dia cinza. Em todos anos, todos os momentos e recordações virão à tona. Mas é preciso recordar a grandeza desse alguém que se foi, que na alma levava a marca dos amores que cultivou. Porque suas raízes eram tão grandes que a terra não poderia dar conta, e enraizou-se eternamente em nossos corações.
Em memória do Sr Marcelo.
Pai amoroso, marido dedicado e carinhoso, homem exemplar e ser humano Ímpar.
Descanse na certeza de que aprendemos suas lições.
Com a cara do sertão
Ao sol, o trabalho dia-a-dia,
A vida como de um ermitão,
Testa marcada toda em fatias.
Insolação no rosto, calos nas mãos,
Nada de mordomias.
Garantindo, com isso, o pão:
A fome que se irradia.
Na Xerófila verde do sertão,
O solo clamando chia,
Restos em decomposição
De uma vida sem harmonia,
Exagero que não é pouco,
Semelhança em sintonia.
Terra rachada como é o rosto,
Identidade de um povo,
No sofrimento um do outro,
A real face nordestina.
Por mais coberto esteja o céu, mas negro e chuvoso o dia, nada impede o sol de cumprir a sua missão.
Um Poeta e Sua Rosa
Certamente nem a lua,
Nem mesmo o sol poderá
O amor que sinto pela minha
Pequena rosa separar.
Certamente nunca me vi
Tão fissurado por algo.
Como minha querida rosa
Me faz bem.
Certamente seria eu
Um poeta triste se meu amor
Não fosse seu? Se meu coração
Não pertencesse a você?
Certamente tão certo
Como a lua vive e
Como o sol brilha
Nem poeta eu mesmo seria.
Não à como explicar,
Simplesmente sinto
Que você es oque
Tanto sonhei.
Como uma rosa
Te guardarei, te protegerei,
E em meus braços estará
com um sincero abraço te guardarei,
E ninguém irá machuca-la.
Protegerei a minha rosa,
E nossos dias bem como
Nossas noites
Serão eternas.
Meu amor a ti pertence
E digo que es algo real
Ao teu lado tristeza?
Minha tristeza ira voar.
E você levará de mim
A minha solidão
Trocando ela pelo seu
Coração.
E a tristeza irei deixar
Pelo brilho em teu
Olhar.
A imensidão do céu e dos mares, a lua e as estrelas, o sol, a chuva, os campos, montanhas e as àrvores. Os animais e toda a criação não são Deus, mas revelam a sua grandeza.
O despertar de uma mulher
Agente acorda de manhã com cara de uva passa que passou à tarde no Sol, inchada e amassada e ainda assim ele olha e te chama de linda, de meu amor. Que coisa, se não for amor é um caso sério de hipermetropia.
Sabe qual é o grande barato de amar?
É ficar doido, se perder, se entregar e não ter receios.
Quando você começa com muita frescura e muita lenga lenga a coisa desanda. Se um dia você sentir de verdade este treco maravilhoso chamado amor, não tenha vergonha de ser idiota e fazer um monte de besteira.
Melhor é tentar, falar, berrar e amar e ter um monte de histórias toscas para contar um dia, que ficar como uma donzela sentada, esperando... esperando... esperando e quando se der conta você esta pior que a vovozinha e nem o Lobo Mau quer te comer.
Chega!!!
Hora de viver e se for para morrer que seja de amor.
Beijos
Rê Pinheiro
