Mensagens de Sol
Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)
*5 Anos do Ravi*
Cinco voltas o sol já deu
Desde que o Ravi apareceu
Cinco vezes mais travessura
Cinco vezes mais ternura
Tem energia de cometa
Sorriso que desmonta dieta
Corre, pula, faz bagunça
E a casa inteira balança
Que tenha bolo, brigadeiro
Presente, abraço verdadeiro
E que o fim da festa seja só
O começo de mais um sonho bom
Parabéns pro Ravi!
Que a vida seja quintal grande
Pra caber toda a alegria que é só dele.
(Saul Beleza)
O abandono também faz florescer.
Assim é a natureza.
Tira a água, tira o sol,
e mesmo assim a raiz insiste.
A dor vira caule.
A saudade vira pétala.
E de repente você entende:
não era fim. Era primavera.
(Saul Beleza)
Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...
O Sol, a Pedra e a Rosa
Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha
O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...
A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma
Ysrael Soler
#israelsoler
#ysraelsoler
Colorido do céu
O céu estar lindo
O sol está se pondo
Deixo ir com ele
A dor que não estou suportando
O céu alaranjado
Meu coração machucado
Enquanto o sol se vai
A última lágrima sai
Vou colorir minha vida
Pintar minha história
Deixar a solidão
Do lado de fora
Serei como o sol
De dia iluminar a terra
À noite o luar
Mas nunca deixar de brilhar
Bom dia flor do dia!
Hoje o Sol nasceu pensando em brilhar intensamente, mas ele não se compara ao brilho do teu olhar e do teu sorriso radiante que não saem da minha mente.
Que o seu dia seja tão incrível como você minha linda!
O brilho do Sol pode até ser o maior já visto em todo o planeta.
Porém, quando a noite chega, noto que as estrelas tão brilhantes formam uma sinfonia quase que perfeita.
Mas um dia a lua cheia, imensa, quase que laranja, me deixou tremendo, não era nada discreta.
Como um grande viajante aventureiro, descobri nesse mundo inúmeras belezas naturais.
E que não precisava olhar tão longe para encontrar coisas tão raras, belas e surreais.
Vi extensos rios levando vida as maravilhosas vegetações e aos extraordinários animais.
Contudo, o mundo ainda viria a me surpreender.
Algo radiante que eu não poderia explicar,
Tão intenso como um grande amanhecer.
Mais belo do que eu poderia imaginar,
Eu conheci você,
A maior obra que Deus poderia criar.
Natureza
Em meio aos belos campos verdes de encantar;
Nessa tarde iluminada pelo sol.
Os pássaros a cantarolar;
Seguindo o sol como um girassol.
Como eu amo esse lugar;
Os animais a morar.
Onde a paz a abusar;
E o destino aqui está.
Ao entardecer;
As vacas apartar.
Esta memória vem aparecer;
Me dando gosto de amar.
Ao amanhecer;
O sol a nascer.
As plantas estão a crescer;
Os pássaros passando consigo ver.
Eis a fazenda ou campo;
Não importa como conhece.
Eis um lugar de encanto;
Onde a magia da floresta aparece.
Os animais encantam;
O céu onde o sol, a lua e suas estrelas andam.
As águas que todos, acalmam;
As plantas que nos mostram como amam.
Aqui há magia;
Aqui há beleza.
O sol e a lua que guia;
Longe de qualquer frieza.
Eclipse
Ela é tudo e um pouco mais;
Ela sol, mas também é lua.
Essa garota é demais;
Ela é dia ensolarado, mas também dia de chuva.
Ela é todas as estações;
Todas as flores.
Gosta um pouco de tudo;
Esse é o seu mundo.
Falando em mundo, ela ama estar em seu mundinho;
Juntos com os livro e doces.
Mas também com a matemática e física juntinho;
Esses são os seus amores.
Todos os gêneros musicais;
Nada fica de fora.
Sempre cabe um pouco mais;
O seu coração é enorme.
Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito
As Coisas que Continuam
O sol continua nascendo.
O café continua esfriando na caneca.
Os pássaros continuam discutindo assuntos importantes que ninguém entende.
As ruas continuam cheias.
A vida continua acontecendo.
É curioso perceber que o mundo não para por causa das nossas dores.
Durante muito tempo achei isso cruel.
Hoje penso diferente.
Talvez seja justamente essa continuidade que nos salva.
Porque mesmo quando algo termina,
o amanhã sempre encontra um jeito de chegar.
E junto dele vêm novas histórias,
novas pessoas,
novos motivos.
A vida tem esse hábito curioso de continuar.
E, aos poucos,
nós continuamos também.
Às vezes cansados.
Às vezes feridos.
Às vezes reconstruídos.
Mas seguimos.
Porque viver talvez seja isso:
aprender a florescer outra vez,
mesmo depois de algumas tempestades.
Autora: Lucci Santz
A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.
Valei-me desse sol
que nasce já cansando.
A blusa pesa,
o cabelo desiste.
A sombra é pouca,
a paciência também.
Eu ando devagar
porque até o tempo
resolveu suar.
Valei-me ...
Mas nem tanto.
Tem dias
que a gente só derrete
com dignidade.
Não se deve olhar diretamente para o sol. A chance de ficar cego é quase certa. Mas, se colocar a mão diante dos olhos ou usar óculos escuros, poderá contemplar toda a beleza da luz.
O mistério final somos nós mesmos. Quando tivermos conseguido pesar o sol na balança e medido os degraus da lua e desenhado o mapa dos sete céus, estrela por estrela, ainda restaremos nós. Quem pode calcular a órbita da própria alma?
Salomão já dizia: “Nada de novo debaixo do sol.” Ele só não sabia que estava prevendo o ChatGPT.
A IA é o plágio mais gourmetizado da história: nome bonito, interface chique, e todo mundo aplaude. Mas ela não cria nada, só mistura bilhões de textos antigos e devolve como se fosse genial.
No fundo, é um espelho do nosso narcisismo: conversamos com a máquina só para ouvir o que já dissemos. É como mandar mensagem para o ex esperando resposta diferente. Spoiler: não vem.
O futuro mudou, a velocidade aumentou, mas a crise existencial continua a mesma. Só que agora com Wi-Fi.
