Mensagens de Sol
Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.
A segunda-feira é a aurora do esforço: quando o sol nasce, não apenas o dia começa, mas também a esperança de transformar trabalho em legado
O paradoxo do vazio que me habita é como um quarto com janelas abertas para o nada, ali encontro solidão e liberdade, medo e um estranho alívio que me sussurra para ficar.
Nenhuma tempestade apaga o sol interior, a chama é selvagem, eterna, mesmo sob o peso sufocante das nuvens mais densas.
A cada novo sol, Ele não apenas me acorda, Ele reacende a chama central, a razão poderosa pela qual eu insisto em viver e lutar.
O dia chuvoso tem o poder alquímico de lavar a poeira da alma que a luz do sol insiste em manter visível.
Junto do vento que vem do sul, para bem além de onde o sol se põe, depois do oeste, onde o tempo se curva, flui a fonte da inspiração pura e indomável, a melodia que o mundo ainda não ouviu, gravada nas estrelas ancestrais.
O sábio observa que toda labuta e ambição debaixo do sol é vaidade e correr atrás do vento, pois a riqueza acumulada não compra um único dia de paz nem garante a salvação da alma, é inútil levantar cedo e deitar tarde, devorando o pão da dor, pois a única satisfação duradoura reside em temer o Divino e guardar Seus mandamentos, sabendo que Ele é o juiz de todas as obras.
Às vezes o coração é como uma casa com portas emperradas. Não entra sol, mas entra renúncia. Eu empurro cada porta com o punho das minhas pequenas certezas. Algumas cedem, outras permanecem guardiãs do escuro. E morar nesse lugar é aprender a plantar janelas.
Sentir-se desperto em um mundo de sonâmbulos é a punição de quem ousou olhar para o sol da verdade sem a proteção das mentiras sociais.
Sinto falta de uma infância que talvez nem tenha existido, um tempo de barro e sol onde o amanhã era apenas uma hipótese irrelevante. Hoje, o futuro é um monstro que se alimenta das minhas horas de sono, sussurrando que o tempo é uma ampulheta cheia de vidro moído.
Meus pensamentos são como pássaros de chumbo que tentam voar em direção ao sol, mas acabam sempre caindo no quintal da melancolia, com as asas feridas pela gravidade. Eu os recolho um a um, cuido de suas penas e espero o dia em que o peso se transformará em fôlego.
Dias de sol no inverno são um gatilho
Um fenomeno anti natural
Um ciclo dentro de outro ciclo
Que anunciam que a minha primavera chegou, bem no meio do inverno
As borboletas voltam para o meu jardim
E eu sinto que posso ser feliz de novo
São meus dias preferidos
Os dias que me lembram que eu posso suportar tudo, pq sempre vão haver dias de sol no inverno
E nesses dias nem o sol e nem o vento gelado me machucam
