Mensagem Póstuma

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É estranho sentir saudade de alguém que ainda respira,
que ainda acorda todos os dias,
que talvez até sorria…
mas que morreu dentro da nossa história.

O luto de um amor vivo não tem flores,
não tem velório,
não tem pessoas dizendo “vai passar”.
Porque ninguém entende a dor de perder alguém
que continua existindo por aí,
como se nada tivesse acontecido.

E enquanto o mundo segue,
a gente tenta juntar os pedaços
de uma versão nossa
que só existia quando aquele amor ainda ficava.

Você se tornou o tipo de saudade
que aparece do nada.

No meio do dia.
No meio de uma risada.
No meio de uma música qualquer.

E por alguns segundos,
o mundo inteiro perde a cor,
porque meu coração ainda procura
um lugar onde você costumava estar.

Bah…
tu virou saudade antes mesmo de virar passado.

E eu sigo aqui,
tentando ser forte igual gaúcho aprende a ser,
mas tem ausência tua
que nem o vento minuano consegue esfriar.

O coração até tenta seguir estrada,
mas toda vez que lembro do teu jeito,
é como se a alma parasse na cancela
esperando alguém que não vai mais voltar.

Bah…
tem saudade que nem mate amargo adoça.

O luto de um amor vivo é coisa triste, vivente.
Porque a gente segue andando,
sorrindo nas rodas,
arrumando o cabelo,
fazendo tudo certo…
mas por dentro o coração fica parado
na última vez que aquele amor olhou pra nós com carinho.

E pior que ele ainda existe.
Respira o mesmo céu,
anda pelas mesmas ruas,
mas já não pertence mais ao nosso abraço.

O amor acabou pra ti.
Mas em mim,
ele virou saudade.

E bah…
que saudade dolorida.

Da tua voz,
do teu jeito,
das conversas demoradas,
das promessas simples
que eu jurava que iam durar uma vida inteira.

Hoje eu entendo:
tem gente que não morre na nossa vida.
Só vira ausência permanente dentro do peito.

A saudade é a maldição dos amores não correspondidos; é uma sombra sinistra que não se permite iludir. Saudade é uma doença agressiva que só se cura naquele que consegue sobreviver a ela.

⁠Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!

- Edna de Andrade

⁠Hoje, o dia amanhece com uma saudade que não tem nome,
daquelas que apertam o peito em silêncio.

Você lembra do cheiro, da risada, dos conselhos,
das coisas simples que agora viraram eternas.
E embora ela não esteja mais ao seu lado,
ela segue viva… em tudo que te habita com amor.

O amor de mãe é semente que não morre.
É raiz que permanece, mesmo quando o tempo passa.

Neste Dia das Mães, que a lembrança seja colo.
Que a fé seja consolo.
E que o coração encontre um jeitinho de agradecer…
por tudo o que foi.
Por tudo o que ficou.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Essa saudade de nós, essa vontade de você que me consome!
É vontade de você, de sua alma, de seu desejo... de seu íntimo.
Vontade do teu corpo... Vontade de nós! Do nosso jeito gostoso de sermos nós.

Há um fogo em cada toque imaginado, uma saudade intensa em cada pensamento, e um querer que transborda sem medo.
Meus desejos chamam pelo teu nome, imploram pela tua presença, pelo teu abraço, pelo calor do teu corpo junto ao meu.

"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."

Saudade fazem lágrimas rolar
Beijam lábios, sentem o paladar
E o sabor da saudade
Misturam-se nas voltas do tempo
Viajam nas ondas do vento
Onde giram pensamentos
Por tantos vividos momentos
Para alguns tem breve sentido
Outros emoções febris
Lembranças tristes ou alegres
Mas o que se apura de verdade
É o tempo que não tem idade
Mesmo que entre lágrimas e risos
Para alguns saudade, poucas ou demais
Dos tempos que não voltam nunca, jamais!
Tão somente restam saudade!

Se estou perto de você tenho que conviver com decepções diárias. mas se estou longe a saudade me consome de forma ordinária. Não sei o que fazer, acho que vou seguir o destino e procurar te esquecer.

MEU RUMO


Ah, coração carente, sem ti perdido,
pela rua da saudade vai sozinho,
buscando em cada olhar algum carinho,
num sonho pela ausência consumido.


Quando estás longe, segue sem sentido,
meio sem prumo, procurando o caminho,
e a casa, em silêncio, faz seu ninho
num peito pela dor entristecido.


Mas ao te ver abrir a velha porta,
minha vida faz alegre reviravolta,
e o coração desperta para a emoção.


Rio fluente de aventura e esperança,
que ao mar dos sentimentos sempre avança,
levando até você meu coração.


Sandro Sansão da Silva Costa

Na estação da ausência a flor da saudade desabrocha e espalha seu inconfundível perfume pelo ar.

Embaixo do mistério das horas o tempo silencioso tece lembranças com o fio encantado da saudade.

O braço da saudade alcança tudo que está longe dos olhos, mas dentro do coração.

Saudade


Singularidade do teu olhar
Nossos encontros e desencontro
Ausência caótica do meu amar
Demasiado das sensações
Ecoa instantes do amor a distância.

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

A saudade veio sem pedir licença. Sentou. Ficou. Não explicou nada. Só ocupou espaço.