Mensagem para Pessoa que Ja Morreu
Sêneca diz que o problema não é que a vida é curta, mas que desperdiçamos tempo demais.
(James Moriarty)
Eu já me deparei com pessoas ricas arrogantes e, muito pobres arrogantes, e nada muda. Não é o dinheiro que define as pessoas, mas sim, o seu caráter e, a presença espiritual que habita e acompanha aquele indivíduo.
Águas superficiais, atacam apenas as pedras à beira do mar, já as águas profundas, essas movem até continentes!
Uma vez perguntaram a um mentiroso: "Qual a maior mentira que você já contou?"
E o mentiroso respondeu - a verdade. -
- Como podes dizer isso com tanta certeza? Não faz sentido! -
- Não faz? Está me perguntando qual foi minha maior mentira, agora você não acredita em mim e estou contando a verdade. Quando se é um bom mentiroso, não faz diferença ser verdade ou não...ninguém vai acreditar em você. -
Você já apreciou o gosto da água, em momentos de fome?
Pois bem meu caro, aprecie e valorize os momentos de bonança na sua vida.
Você já parou para pensar, o porquê do caminho torto que foi destinado a você?
Não culpe as pessoas pelas escolhas erradas que resolveu seguir. Tenha bom senso e conscientize-se que é melhor viver plantando o bem.
Siga feliz!
Já parou para pensar que na maioria das vezes, temos tantas horas vagas e só damos prioridades para coisas fúteis?
Faça uma faxina na sua vida e descarte o que não pode ser reciclado.
"A vida de vez em quando nos prega peça, e muda todas as perguntas. Quando pensamos que já sabemos todas as RESPOSTAS."
"Hoje, mesmo na porrada constante, não somos quem desejaríamos ser.
Mas, com acertos já não somos como éramos."
"Enfatizamos tanto na imagem que temos de alguém,
que já não reconhecemos o eu
por trás dessa pessoa.
Que só observamos o que queremos ver."
ENQUANTO O CIRCO PEGA FOGO
Já fui palhaço em algum carnaval
E aprendi a sorrir quando o circo pegava fogo,
Descobri que os palhaços não são felizes,
Descobri que os palhaços não são engraçados,
Descobri que são solitários
E se escondem atrás de um sorriso,
Descobri que se arrependem
Do que dizem e do que deixam de dizer,
Descobri que se arrependem,
Do que fazem e do que deixam de fazer
Descobri que também já fui palhaço...
BICHO FAMINTO
Já é tão tarde
E ainda assim,
A noite continua...
A lua ferve em mim
Como se fosse um sonrisal
Neste copo de mágoas...
Queria entender
O teu sorriso-monalisa,
Tão despido de vida...
Da Vince daria
Vinte mii tonalidades
A essa surrealidade,
Então eu veria a beleza
Onde só tem arte...
Já é tão tarde
E a noite não perdeu o seu cinza
E esta agonia bate
Com golpes de um ninja
Que se esconde nas sombras
Das noites e das desilusões
Devo seguir meus sentimentos
E meus instintos
Como um bicho faminto
Que a lua conduz...
Quando eu quis acreditar no amor...
já não era manhã...
já não tinha o sabor de hortelã,
os desejos já tinham dormido...
Já entendi o teu olhar...
tuas desculpas,
tuas queixas, tuas enxaquecas crônicas...
já entendi o teu ar distante,
este sonhar de olhos abertos,
já vi tua mala pronta,
já decidiste só não sabes como falar;
não fala nada não, vai ser feliz...
mas saia sem que eu perceba,
detesto despedidas,
perco a voz, lacrimejo, faço cobrança,
alimento esperança...
mas não me ouça,
o tempo cura, o tempo é remédio,
O tempo curará meu tédio...
Depois do Jô, quando as paixões diárias já foram esquecidas, e as batalhas do cotidiano já foram decididas, sei que já não sou mais o mesmo; sou menos tolerante, menos arrogante, menos aquele ser de antes, menos eu mesmo; morri mais um dia... vejo-me tentando entender esta criança sob um temporal de chuva raios e trovões, que não consegue abrir a porta da casa, este é um retrato de uma adolescencia cheia de temores e impossibilidades; hoje abalos císmicos me sacodem e a terra se abre sob os meus pés, uma figura negra armada de tridente nem chega a ser uma ameaça; os meus cabelos de prata, faz de mim um ser surreal imune a fobias, e, nem sei se isso é bom, ou talvez seja bom, mas não emocionante; jamais me sentirei novamente um sobrevivente... corro sob uma chuva de meteoros ou desabo sob avalanche mas estou sempre de pé de espada empunho, sempre atento para um inimigo inatingível e invencível, o tempo...
E.Ts
Já te falei sobre os discos voadores
No meu firmamento pessoal,
Sobre os aliens e meteoros,
Já te falei sobre a minha gravidade,
Sobre os dragões que povoam as minhas cidades,
Já te falei sobre são Jorge guerreiro,
Jorge Ben ou Jorge Ben Jor, Seu Jorge,
Acho que tivemos sorte,
Mas sob os astros, quando a vaca caminha
Numa total penumbra quem aposta
Que um rastro de bosta...
Quem caminha seguro com uma vaca em sua frente?
Quem caminha seguro com uma vaca no escuro?
Teremos sempre ameaças de chifres
Jamais teremos férias em Chipre
Teremos sempre ETs a povoar nossas inseguranças
Teremos sempre monstros
Nos olhos mais ternos de nossas crianças
Quase sempre não somos os únicos culpados pelos nossos pecados
Faço malabares com as estrelas
tenho meia dúzia de planetas na gaveta
já viajei na calda do cometa
e lapido diamantes que já foram meteoros...
Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade…
Quando a tarde vem é verde oliva
Quando a noite já chegou é verde musgo
Quando chega o trem pela manhã é esperança
É um trem de abstração, paixão que arrasta um trem
Esverdeando bem alem, dos pinhais
Silenciosa como um trem acordando as manadas
Afugentando a passarada
Mais verde que a esmeralda é o olhar de jade
Mais tarde minhalma se perde
Verde como a vegetação no verde oliva
Que sobe as montanhas no olhar de Jade...
Acabou o show, todos já saíram; eu fiquei aqui no meu cantinho, melancólico pensando, porque não deu certo o amor? Porque não um final feliz como Janete Clair? Fiquei olhando os olhos rasos da platéia, conjecturando um final onde dissessem: “e foram felizes para sempre.” Um lanterninha se aproxima e pede que eu me retire. O teatro está silencioso; ouço apenas murmuro nos camarins, provavelmente atores e atrizes se descaracterizando. As luzes vão se apagando lentamente; o lanterninha está diante de mim, terno preto de designer anônimo como uma imposição, uma ameaça; o show acabou, a pipoca murchou, o refrigerante esfriou, vou saindo triste e decepcionado de um espaço arquitetônico com perfeita estética e funcionabilidade. Meu celular emite o som inconfundível das mensagens; abro ansioso e percebo; é julieta; leio com alívio e indescritível alegria: ”te amo, Romeu!”
