Textos de volta às aulas para um começo brilhante
A criança deveria ser estimulada a se auto-avaliar na escola: isso a tira do comodismo e favorece o autoconhecimento e a superação dos próprios limites.
No tempo de escola Maxon Nogueira era extrovertido
Nosso colega que tem por apelido mamá
Este cara é um grande amigo
Na sala de aula colocava apelidos, gostava de atentar
Já estudei juntamente com ele, Artemízio,
Samuel, Silas, Eliel e Cleidinho,
Mama era um dos mais terríveis
Artemízio atentava pouquinho
Cleidson que pediu para eu fazer esta poesia.
Quase sempre estes que citei iam para secretaria
Naquela época tinha divertimento e alegria
Com essa turma muitos riam
No fim de ano alguns ficavam nos provões
Pois só perturbavam e não faziam nada
Falavam bastante palavrões
Mas no final tiravam notas boas e passavam
Coitados de todos os professores
Sofriam demais da conta
Esses garotos eram os terrores
Atualmente será que aprontam?
Não levavam nada a sério
Nem tinham medo de serem expulsos
Uns repetiram a mesma série
São nerds, inteligentes, Cultos.
SIDNEY ALVES.
a pedido de Cleidinho.
Dentro; Fora
A escola não pode ser um mundo à parte da sociedade,
como se lá fora não existisse
e não exercesse influência no agir das pessoas do lado de dentro.
Os portões não devem ser o limite do cárcere
entre o mundo de fora e o de dentro.
"A escola não pode ser, não deve ser uma bolha". (Emicida)
Talvez, não precisássemos de muros com quase três metros de altura
protegendo as escolas do agir desmedido das pessoas que estão,
que ficaram ou foram deixadas do lado de fora,
se não houvesse essa divisão - dentro; fora.
Talvez, não precisássemos de muros, portões, grades...
Se agíssemos no "entremundos",
incluindo os de fora e acolhendo os de dentro.
Abaixo os muros das escolas!
Os físicos, os invisíveis, os idealizados...
Que limitam e provocam segregação.
Ajamos no "entremundos", incluindo os de fora e acolhendo os de dentro.
Abaixo os muros das escolas, das casas, das fábricas, das mentes.
A vida é uma "escola". Porém, estamos sempre nos primórdios desta escolaridade. Ela é uma difícil faculdade.
A mídia, uma fonte histórica suspeita, tende a aparecer ao lado da escola, da lei, do Estado e da família, mas como espaço privilegiado para o exercício da liderança pelas classes dominantes. Estas só visam a manutenção do poder sobre o conjunto da sociedade, a qualquer custo.
A escola transformou-se em campo de batalha. Descaracterizou-se a função sublime de educar em vista das crescentes falhas no controle ético em sala de aula, sendo esta autoridade cada vez menos praticável junto a uma juventude em franca rebelião.
A escola é uma espécie de máquina de “desaprendizagem” de coisas que se compreendem, mesmo sem ela, como pensar e falar.
Idiossincrasia
Este mês eu não fui a escola
Por causa desse inglês
Dessa vez fui jogar bola
E aprender mais português
Porque lá na rua a gente canta,
Na rua a gente dança
Ali a gente fala
É do jeito que a língua alcança
Não importa o trejeito
Pois nele não há quem vai rejeitar
O nosso jeito é esse de falar e se comportar
Ali a gente ajeita e pra avante lança
Onde você estiver
Longe ou perto é pro que der e vier
A gente fala é do nosso jeito
E não do jeito que me disser
A gente se solta
E salta ali sem rodeio
Pois não há regra que rege
E impede o meu dialeto
Somos feito criança louca no recreio
Falando popular,direto e aberto.
Bom,eu sei que sou bem educado e tenho respeito com todos seja na escola,no bairro,na minha rua e principalmente em casa,os vizinhos e as pessoas que me conhecem respeitam a minha mãe que me educou,algumas mamas pretende ter um filho como eu.Mas meu querido amigo eu te aviso se tu não quere me perder como amigo porfavor não me falte respeito.
Literalmente a vida é uma escola, se você não se permite nela estudar, jamais estará pronto para a próxima lição.
Ser confiável.
Depois de certa idade observar o mundo é a melhor escola.
Ver como as outras pessoas vivem, tentar melhorar sempre e se necessário for, nivelar o próprio comportamento por cima, nunca por baixo.
O crescimento que aperfeiçoa dá prazer a quem cresce e causa boa impressão e admiração naqueles com quem se convive.
Ser confiável é uma das maiores virtudes do homem.
O MEU NOME É MARIA
O meu nome é Maria
A quem chamam e chamavam
De retornada na escola
Quando cheguei à Metrópole
Eu já vivi uma guerra, uma guerra sem nome
Eu já vi pessoas a morrer e a matar sem piedade
Tinham dor e sofrimento no rosto e gritos na alma
Recolhi todos os pedaços, com um fio as lembranças
O meu nome é simplesmente Maria
Eu já vi fome, a morte, a dor e o sofrimento
Eu já vi crianças como eu a chorarem de fome
Eu própria já passei e vivi com ela
Eu já vi a morte mesmo ao meu lado
Eu já vi homens armados com tanques a descer a minha rua
Eu já vi pessoas a fugir, só com a roupa do corpo
Eu já vi a dor nos olhos das crianças como eu
Eu já vi o sofrimento de quem perdeu tudo e nada tem
Eu já vi as crianças da minha escola a fugir
Dos soldados inimigos, onde eu própria fugi
Eu já vivi uma guerra, uma guerra tão estúpida
A quem chamavam e chamam liberdade.
Eu apenas chamo simplesmente de saudade.
Mundo cruel de gente cega tateando no escuro, Crianças trabalhando onde deviam estarem na escola. Que pena, infância perdida em um país tão rico de pessoas pobres. Me corta o coração quando vejo isso. Uma lástima mundial, a quem culpar? o governo em que nós elegemos? ou a nós mesmos que fingimos estarmos cegos mesmo usando óculos.
A vida é uma escola...
A maior lição é que você nunca sabe a força que tem, até perceber que a única alternativa é ser forte.
A vida não te ensina a ser forte... ela te obriga!
Não. Não é porque não vou à escola que eu detesto final de semana. Não é porque eu não tenha que sair para ir ao trabalho que eu detesto final de semana. Não é porque sou avulsa que eu detesto final de semana. Já tive que sair para estudar e detestava final de semana, já tive que sair para trabalhar e detestava final de semana. Já tive pares e detestava final de semana. Sempre fiquei deprimida em finais de ano, finais de novelas, finais de convivência com pessoas. Acho que meu problema são os finais, os encerramentos, as páginas viradas, os livros concluídos. O final pode até ser feliz, como os Happy End que aparecem em letras garrafais nas telas de cinema. Bem, acho que já não há mais tempo para livrar-me desse mal. Ah, não é porque já esteja ficando velha que eu detesto final de semana, já fui jovem muito mais tempo do que o tempo em que entrei na velhice e execrava os finais de semana. Gosto mesmo é de começos...
