Mensagem de Solidão
Sabe aquele sentimento de insignificância? O sentimento de insuficiência? Aquele sentimento de ingratidão? De prepotência? De que nada está bom? De saber que vc está sozinho? E a única pessoa que pode te ajudar é Deus? O sentimento de quanto mais você tenta mais você falha? O sentimento de estar em um mundo que tem cor e você está em um mundo cinza? O sentimento de ter várias pessoas ao teu redor e você se sentir sozinho? A sensação de que só de não estar em um estado vegetativo já está bom?
A sensação de que não estar nem triste é nem feliz?
Acho q é essa a sensação de alguém perdido, que estar atrás de uma saída pra fora do túnel o qual a estrada é longe. Bom sei lá, consegue me entender?
Alcançou o sucesso e acumulou bens, mas se viu sem paixão, propósito ou amor. A ausência de amor não é sinônimo de solidão. Essa falta, por si só, já é a morte. Por isso, exclamamos: Ai, que coisa mais triste é morrer em vida.
Eu queria escrever belas poesias, entoar belas melodias, recitar belas palavras, mas com sinceridade no coração não consigo. Não sei o que há, ando tão cansado, tão triste, tão desesperançoso... Já estive assim algumas vezes, já pensei em desistir, mas sabia que era questão de tempo até me reerguer novamente e seguir em frente... E apesar de estar me esforçando tanto, estar fazendo coisas novas, saindo com amigos, tentando me divertir, dessa vez eu sinto que tudo está diferente. É como se essa dor, essa tristeza não fosse mais passar... É tão frustante me esforçar tanto, dar tudo de mim, ser o melhor de mim e ainda assim nunca ser o suficiente. Me questiono várias vezes o que tem de errado comigo, o que eu tenho feito de errado ou o que eu tenho deixado de fazer e ainda que alguém me desse essa resposta não seria o suficiente pra me convencer que ainda há algo que eu possa ofertar. Eu dei tudo de mim. E fui além. Ultrapassei os limites e ainda assim não foi suficiente.
Lampejo
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Entre o hoje e o amanhã,
Um tempo e outro tempo
Todo tempo é pra te amar…
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O que outrora eu nada era
Sou pra sempre incipiente
Nessa arte de te amar…
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Se me fosse no seu tempo
Um instante em sentimentos
Me veria em ti estar…
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Agora pois, é no lampejo
Que te me vejo
Só em mim te encontrar.
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Edney Valentim Araújo
Madrugada e eu aqui, como em quase todos os dias, encontrada em meus pensamentos e perdida em minhas certezas.
E quando o fim chegar, onde não restar mais nada e tudo for jogado no grande abismo.
Onde o caos superou tudo e destruiu as pequenas chamas, restando somente o vazio.
Lá estarei de pé, resquícios do que fui, do que poderia ser, somente eu e meu eterno nada.
Não perturbe meu silêncio
Porque você não sabe nada sobre ele,
Porque, enquanto eu falava, você não quis me ouvir;
Agora ele tomou dimensões descomunais,
Sutil, sem fúria.
Criou tentáculos entre os quais me abrigo sentindo a pulsão de sua profundidade, a viscosidade de sua pele.
Vocẽ já não consegue alcançar minhas mãos, nem eu as suas.
Lágrimas silenciosas descem, evaporam, drenam meu corpo, pouco a pouco...
Você conhece o poço dos silenciados?
Nele conversamos nossas dores sem falar.
Lá, o tempo se divide em dois,
E você poderá ouvir os ecos da mudez do mundo.
Uma imagem mais antiga para personificar meu cerne solitário.
Quando me entristeço, aquieto-me. O silêncio é meu relicário!
Quando percebo que não sou inteiramente bem-vindo, eu vou embora sutilmente.
Se desapareço é porque as palavras perderam o sentido e o companheirismo tornou-se um ausente.
Não invisto energia em um jogo que não me satisfaz…
Quando me afasto é porque pequenas atitudes, aos poucos, me deixaram para trás!
Um dia produtívo, criativo, incrível e amoroso...
Uma noite de lágrimas e dor na garganta...
Aliás, só o laríngeo grita, e eu?
Eu estou congelada, escondida na armadura que achei no sótão dias atrás.
Agora estou um pouco apática, um pouco nostálgica, e um pouco sonhadora ainda...
Meus sonhos talvez nunca desistiram de colorir uma página ou outra.
Eu não estou sozinha, mas continuo perdida, medrosa e acuada.
Um pouco desesperada as vezes...
Aliás alguns momentos eu desisto um pouco, me canso (é raro, mas acontece muito!)
Amanhã será outro dia...
Pri Augustta
O NÓS VIROU EU
A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho
Paulo H Salah din
A dor da ausência aperta o coração,
A falta de alguém que já se foi,
Deixa um vazio na alma e a solidão,
E a saudade invade, sem piedade, o que restou.
O fogo arde e consome a paisagem,
A fumaça sufoca e embrenha o ar,
E o cansaço é grande, sem paragem,
De tanto lutar para tentar controlar.
Mas ainda assim, a força segue presente,
E a vontade de seguir em frente,
É maior do que o desespero latente,
E o amor que ficou no coração, apesar da dor da ausência.
A falta pode ser amenizada,
Com as lembranças que ainda existem,
E a saudade pode ser transformada,
Em um amor que nunca desiste.
O fogo pode ser contido,
E a fumaça se dissipar no ar,
E mesmo com todo cansaço sentido,
Ainda há força para recomeçar.
E assim, aos poucos, a vida segue,
Entre a dor da ausência e a saudade,
E o fogo e a fumaça que se vê,
Não apagam a esperança, nem a vontade.
Tô de saco cheio dessa vida já. Não sinto mais ânimo para viver, está tudo preto e branco.
Levanto e muitas das vezes coloco uma máscara social para tentar melhorar desse desânimo, às vezes consigo, mas muitas das vezes não, e quando consigo ele volta novamente.
Estou exausta, não sinto nada, além de vazio, angústia e solidão.
Quem sou eu em meio a multidão?! Sinto-me Sozinho entre toda essa gente a caminhar pela cidade!... E de repente uma angústia me invade! Há tantas luzes do lado de fora - mas por dentro de mim tudo é tristeza e escuridão! A alma grita mas a boca cala! Tudo vira vaidade quando a gente fala! Sozinho em meio a multidão! Cidade cheia! Um vazio no coração! Caminhando incerto na mais pura certeza da ilusão! O que fazer se você era a minha direção?! Vagando vou em meio a multidão enquanto está em Lockdown o meu coração! Sem ter ninguém a me esperar!... Já não sei onde irei chegar! Mas uma voz interior me diz que eu não posso parar de caminhar! Há Barulho do lado de fora mas aqui dentro de mim é tudo silêncio e escuridão! Ontem sonhei que você segurava as minhas mãos!...Um vazio imenso toma conta de mim!... E esta estrada que parece não ter fim!... Sinto-me sozinho em meio a multidão!... Sozinho em meio a multidão!...
Você se esconde em sentimentos tão superficiais quanto o vapor da própria carne.
E chora…
E sangra pelas idolatradas trivialidades e tão rápido quanto tempo de um suspiro, você cai.
Entrega-se ao medo e se esvazia em uma velocidade mordaz, porém o vazio não nasce da dor. Ele faz parte dos seus pilares primordiais. Se o vazio te incomoda é porque você é raso demais!
"Aqui estou eu novamente. Incontáveis repetições. 2:15 da madrugada. Relembrando mais uma vez tudo aquilo que já passou. Por que teve de ser assim? Me pergunto qual atrocidade eu cometi para a vida me castigar tão fortemente. Mágoas, enfermidades, decepções, finais. Talvez não me tenham trazido a este mundo para viver feliz. Meu destino deve ser apenas me apropriar temporariamente de um gota passageira de felicidade que num instante se tornará uma profunda angústia interminável. Não me sai da mente infinitas possibilidades de acabar com este sofrimento em mim mas que porém as passariam para aqueles que amo. Não desejo isso que sinto a mais ninguém muito menos para minhas razões de porções de felicidade. Que a vida se ajeite para que minha mente se alinhe em concordância. Mente traiçoeira mas que também é companheira. Nesses momentos de solidão é apenas ela a quem eu tenho. Maldita solidão."
