Mensagem de Saudade de quem Morreu
Falar de saudade do que nunca se teve é, de certa forma, querer viver aquilo que nunca esteve ao nosso alcance.
Mas o que eu guardo?
Guardo o sonho interrompido.
A vontade de ser mais de quem eu sempre fui para alguém.
Guardo os dias de trilhas e pores do sol que não tive a oportunidade de viver.
Guardo as conversas que ficaram pelo caminho, os planos que não chegaram a nascer e tudo aquilo que existiu primeiro dentro de mim.
E, principalmente, guardo a necessidade de ser tudo, mas não para qualquer pessoa.
Agora eu quero ser tudo para quem não vai transformar meu coração em abrigo.
Porque até os abrigos são temporários.
Eu quero ser morada.
Morada para quem chega e escolhe ficar.
Para quem não procura apenas proteção, mas pertencimento.
Para quem entende que um coração não foi feito para ser passagem.
Talvez seja essa a saudade que eu sinto.
Não de alguém.
Mas da vida que eu ainda não vivi com alguém que saiba ficar.
No fundo, a única ponte que existe na distância é o celular..📲 É por ali que a gente mata a saudade, que a gente sente o "tô aqui". Quando alguém resolve “dar um tempo” sem explicar, o silêncio vira abismo. Fica aquela sensação de abandono, como se o laço nunca tivesse sido tão importante pra ela quanto foi pra gente.
"Ainda que, por breves instantes, a saudade se distraia,
ela volta, silenciosa, e se instala de novo.
As horas passam, mas não levam consigo
a dor que aperta o peito
nem a imensa falta que ela faz,
como se parte de mim tivesse ficado
no lugar onde você está."
Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.
"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."
San Telmo
Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.
Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
Nem toda saudade significa que a pessoa precisa voltar. Às vezes ela só marcou território dentro da memória.
Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.
Daquele tempo bom, só guardei o AMOR No peito,
carregando lagrimas de saudade, Gritando teu nome sem jeito, Silêncio não tem validade e vou permanecer assim desse jeito por tempo indeterminado, até que um dia eu volte a sentir teu abraço GOSTOSO, tornando tudo perfeito"
A distância, para mim, é como a matemática. Multiplica a saudade, divide o coração e soma a esperança de te ver, diminuindo a minha dor.
Saudade sentimento abstrato que enche de subjetividade,em busca de um amor ainda não encontrado,por esta preso a um amor não correspondido...
Você se foi, me abandonou e nem avisou a saudade, que sem você eu morreria... Morreria de saudades, morreria de amor e de tristeza! Você se foi e ficaram as lembranças arquivadas na memória, de quem nunca aprendeu a esquecer um amor que até hoje me faz chorar, com a ausência de quem se foi, sem ao menos se preocupar que a saudade jamais me deixaria!
O seu olhar revela a solidão do adeus. As lágrimas mostra que a saudade ainda machuca um coração que aprendeu a amar, mas não aprendeu a esquecer!
O peito doí, arde de saudade de você,
a distância sufoca e traz a solidão,
fazendo com que as lágrimas se tornem visíveis aos olhos da alma.
“A saudade é uma das formas mais silenciosas do amor. Não exige presença, não conhece distâncias e encontra, nas lembranças, uma maneira delicada de manter perto aqueles que a vida nos ensinou a amar.” — Leonardo Azevedo.
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Textos de Saudade
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Mensagem para Amigo que Morreu
- Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
- Saudade Pablo Neruda
