Mensagem de Saudade de quem Morreu
Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar
A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)
Sou uma hospedaria de quartos vazios
Onde a saudade é a única hóspede
Enche o vazio com lembranças, suspiros
E o silêncio é o único som que ecoa
Os quartos, antes cheios de vida e amor
Agora são túmulos de sonhos e promessas
A espera é a única companhia
E a saudade, a única que nunca vai embora.
(Saul Beleza)
Queria que a saudade fosse um véu passageiro
Para que você, mesmo na eternidade nunca se lembrasse mim, nem por engano.
Mesmo sabendo que eu te guardo inteiro,
e que meu coração, sendo prisioneiro do seu suspiro, nunca te esqueça tão ligeiro.
(Saul Beleza)
*Saudade Perfumada*
A casa limpa e perfumada,
mas existe um cantinho que não se dissimula.
O pano passou,
a vassoura dançou,
só não tirou
o cheiro que você deixou.
Vem, o sono ainda te espera.
Na cama feita, na luz que acalma,
teu espaço mora aqui,
intacto, na casa e na alma que quer sonhar ao teu lado.
(Saul Beleza)
Prefiro ser a primeira saudade,
Que te faz lembrar de mim,
Do que a última esperança,
Que te faz chorar sem fim.
Prefiro ser o teu único sonho,
Que te faz sorrir no escuro,
Do que o eterno pesadelo,
Que te faz acordar sem futuro.
Ser a luz no teu caminho,
O abrigo no teu coração,
É o que me faz viver,
E te amar sem moderação.
(Saul Beleza)
*Toda Tarde*
Todas as tardes dos meus dias
Carregam uma saudade que machuca.
Ela acorda quando tocam antigas canções,
Aquelas que têm cheiro de nós dois.
E o sol, cúmplice, vai pro horizonte
Me chamando pra ver o dia morrer.
É convite e é lembrete:
Tudo passa, mas nem tudo vai escurecer.
Hoje eu vejo: o tempo correu.
Levou meses, levou anos, levou pressa.
Mas não te levou.
Você ficou presente desde aquela tarde
Até esse agora em que escrevo.
A saudade não apagou.
Ela só aprendeu meu nome,
Sentou do meu lado no anoitecer
E me ensinou que lembrar também é forma de ficar.
Tem memória que é ferida e tem memória que é casa. E a minha parece ser as duas.
(Saul Beleza)
*Estação Parada*
A saudade viaja
mesmo quando eu não saio do lugar.
Olhar preso no horizonte
bem mais longe de onde estou.
Aviões riscam o céu,
trens partem sem me levar.
Mas nenhum deles carrega
o peso que insiste em ficar.
Quis esquecer essa ausência
numa estação qualquer,
deixar a mala da falta
pra nunca mais recolher.
Mas saudade não tem bilhete,
não embarca, não some.
Ela mora no peito, não viaja, e ainda nos faz engasgar com um nome.
(Saul Beleza)
*Galho*
No móvel do quarto
só tua imagem em uma foto 3X4 cabe inteira de saudade
ocupando o cômodo todo.
Na última página do caderno,
escondido como quem pede socorro,
um rabisco insiste:
"... de um galho nasce o bem querer,
e eu te quis como um louco."
Do galho torto da lembrança
brotou essa febre mansa.
Não escolhi. Nasceu.
E quis. Como quem não tem escolha.
(Saul Beleza,)
Minha saudade calada me faz gritar.
A companhia da solidão fere minha alma.
E o meu silêncio...
o meu silêncio grita
bem alto dentro dos meus pensamentos.
Onde ninguém escuta. Somente eu.
(Saul Beleza)
Aquela saudade de tudo.
Da juventude que corria sem relógio,
das namoradas que tinham gosto de verão,
das paixões que queimavam a mão.
Saudade das dores de corno,
que doíam, mas provavam que a gente amava.
Das quedas, das brigas, das reconciliações as três da manhã,
das dores do mundo que a gente achava que ia mudar.
Hoje a gente sorri mais calmo,
mas o peito às vezes aperta
lembrando do menino sem medo
que vivia em guerra e em festa.
E tá tudo bem sentir.
Porque sentir saudade
é prova que a gente viveu de verdade.
(Saul Beleza)
*Estacionado no teu passo*
Até quando você vai viver na minha loucura?
A saudade grita baixinho dentro do peito,
os pensamentos pegam estrada sem mim,
e eu...
eu fico aqui.
Estacionado no teu passo.
Não consigo seguir em frente,
não posso recuar.
Só espero o vento assoprar e levar
o que ainda dói,
e deixar o que ainda ama.
Talvez um dia eu aprenda
a desligar o motor,
sair desse ponto
e caminhar com as minhas próprias pernas.
Mas hoje...
hoje a saudade ainda é o timoneiro.
(Saul Beleza)
*Saudade na Madrugada*
Essa madrugada judiou do meu coração,
na cama sobra espaço e no peito solidão.
Não senti o peso leve da tua cabeça,
nem o cafezinho nosso que a alvorada aquece.
Vem, fica... num me deixa assim não.
Sem você o corpo esfria, a casa é só um porão.
Madrugada amiga, leva esse pedido:
que ela volte e o vazio seja preenchido.
(Saul Beleza)
A realidade é um espelho,
e nele eu me vi inteiro:
você desconta em mim
a saudade que sente dele.
Eu detesto esse instante
em que seu olhar atravessa o meu
procurando outro rosto.
Acho que sou remédio
para tua memória.
Você me toma quando a falta aperta,
mas não é a mim que você quer curar.
(Saul Beleza)
Quando dá essa saudade dele,
ocê lembra de tudo, tintim por tintim.
Lembra onde foram,
o que beberam,
o que comeram,
até a data na ponta da língua.
Cada detalhezinho vivo na tua boca.
E sempre me dizia,
com essa cara de saudade enrustida,
que num foi nada importante.
Se num foi nada,
por que ocê guarda tudo
e se esquece de quem está ao teu lado?
(Saul Beleza)
Fruto do Paraíso
"Minha saudade
é tipo pêssego em calda;
Doce na medida certa,
tenra como o fruto,
desmancha na boca e
sempre deixa o gosto
de quero mais...
Mais lembrança,
mais calda pra
adoçar a imortalidade
da saudade que sinto."
Márcia A. Prazeres
Hoje, a saudade bateu forte e doeu um pouco. O meu desejo era que você estivesse aqui, comigo. A sua falta fez-se sentir em cada instante deste dia.
Ainda sinto saudade daquela criança.
Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.
Hoje eu sei que heróis também cansam.
E talvez eu não queira mais salvar ninguém.
Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:
“Agora deixa.
Dessa vez,
eu salvo você.”
A carência veste a saudade de amor. A esperança veste a ausência de interesse de paciência. E o coração, teimoso como só ele sabe ser, completa sozinho as partes da história que nunca aconteceram.
A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.
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