Mensagem de Adeus para um Túmulo
Largados na desordem,
na bagunça do nosso quarto
e da minha vida
esperavam em vão seus chinelos
receber os pés daquela que partiu,
sem ao menos dizer Adeus
Despidida
Meninu
Nuá segredo escondidu
Quando si tem pouco a ser dituai
Silencie púrum instanti...
Agora iscuti...
- É o coração!
Lembri-si o incontru é sempre nu Véu Duoiá
Avuou
Uamor quê ser visto pra pudê ser reconhecido
Uamor quê ser dado para pudê ser compartilhado
Nú tenha Medo Sô!
Modiqui ele é como Pólvora
Tem Chama Infinita
Primeiro acendi
Depois é semeado
Si espáia nu vento Duoiá
Como suspiro Suspenso
Feito bola di Sabão
As palavras ficam fracas com sua partida, é a dor dentro da alma embutida, mas a certeza de que um adeus nem sempre é despedida.
Decisão
Da discórdia se fez forja, e na forja o metal derreteu.
Do metal se fez a arma, e dela o refém! Que por ela morreu.
Da morte se fez tumulto, brigando por quem já pereceu.
Da vida fez-se o descaso, de quem vive, e quem já viveu.
No descaso segue a derrota! Que se apoia a mente ociosa.
E da mente a última prosa… sufrágio antes do adeus.
SONETO DA PARTIDA
Ao despedir do cerrado, central sertão
na noite, eu deixarei a luz da lua acesa
a minha admiração posta, fica na mesa
e as lembranças largadas no árido chão
Os cuidados, ao pai, deixo minha certeza
que o bem é mais, mais que a ingratidão
que a vida com amor é repleta de razão
e que o sono só descansa com nobreza
Talvez sinta falta ou talvez só indagação
o que importa foi a história com clareza
e paz que carrego no adeus com emoção
E nesta canção de laço e fé no coração
a esperança na bagagem, única riqueza
se parto, também, fica a minha gratidão
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Da subjetividade da arte que brotou na composição noturna de uma janela
Fazendo florescer a poética da intuição e assombrando assim meu raciocínio vão.
Olhar que diz tudo e dispensa palavras
Fazendo do silêncio, conforto na sua voz
E o despertar mais leve, são os teus carinhos. Reflexo da noite na pele arrepiada
Jogo a dois entre quatro paredes
Jogo em vão comecei derrotado
Sugestão corpos deitados
Apegados e entrelaçados
Sorriso de beleza tão desconcertante
Que brilha com o dourado dos fios de seu cabelo
Aquilo que precede um pedido, um beijo
Sendo assim carinho, portanto silêncio
A relatividade do tempo é um açoite
Noite
Madrugada
Manhã e
Adeus
Me sinto como um peixe preso dentro de um aquário. Quebrarei esse vidro e partirei para outra dimensão.
Me perco na madrugada, fui condicionado a isto. O nosso amor permanece o mesmo, mas o nosso relacionamento se desfez. Estamos tão longe um do outro. Nesta madrugada percebo que nos faltaram sonhos em comum, compreensão, um olhar mais intenso. A inconstância constante nos nos separou mesmo estando sob o mesmo espaço. Difícil aceitar este momento de partida, mesmo existindo amor, e eu que nunca soube dizer adeus. Mas este adeus é preciso mesmo te amando.
O que sera viver sem correntes, como encarar a liberdade quando ela e tao nova e desconhecida,
os valores certamente mudam, o crescimento pessoal vai a mil,
talvez não se melhorando, mas aprendendo, reconhecendo,
não sei o que me espera, mas preciso descobrir, preciso me testar, preciso manter essa ideia.
preciso ser melhor do que eu sou, eu posso e quero isso,
no momento não e que eu não queira você, mas eu preciso seguir sozinho, talvez ate para voltar um dia,
melhorado, fortalecido, eu tenho que ser o que eu posso ser, pra ser melhor ate pra você.
E quando eu for embora...
Talvez seja tarde para se arrepender!
E quando eu for embora...
Talvez sinta falta!
E quando eu for embora...
acabou aquele abraço!
E quando eu for embora...
acabou o amor!
E quando eu for embora...
talvez vá sentir falta de mim!
Sergio Fornasari
Olha, você pode até não saber,
mais você teve o dom de mudar a minha história.
E hoje sou muito grata por isso.(Obrigado!)
Quem sabe no futuro a gente se encontra por aí em qualquer lugar quem sabe...
(Adaptado)
Findou-se o sonho
Não posso mesmo ter você.
Todos os sentidos estão mudos,
e aéreos ao meu ser.
É o fim de você em mim.
É chegada a hora,
de adeus ter que dizer.
As lágrimas já cheiram a tristeza,
da dor de te perder.
Então findou-se o sonho.
Não há mais nada...
Apenas o som do reboliço
que faz o amor para não deixar de existir.
Não posso mais ter este amor em mim,
É mesmo chegado o fim.
Enide Santos 11/06/14
Suas verdade já não tem mais nenhum significado, suas palavras não vão me maltratar novamente, me libertei de você pra nunca mais voltar aqui...Fechei, bati a porta que um dia eu mesma abri e que me arrependo até hoje, mais o hoje já não existe muito menos você.
As palavras não te alcançam mais, meus versos diversos ficaram submersos...A voz do passado não nos pertence.... os olhares são eloquentes e antes de cada passo ausente o adeus é mais presente...
Dentro de nós, somos uma soma de indivíduos. Alguns deixam de existir vez ou outra, e a soma se recompõe. Enquanto encerra uma parte de você que não mais deseja, abrace as partes que ficaram, pois elas vão constituir o que você será dali adiante. Despeça-se de si mesmo, da parte que não lhe cabe mais. O que ficou tem de lhe agradar, pois dessa forma, mesmo que a despedida seja difícil, ela dará espaço para você crescer em direção a sua plenitude.
Ultimo Samba
Tu tu tu não presta meu amor
Tu tu tu não presta meu bem
Tu despeja o que resta do que não presta pra alguém
Alguém de festa que te venera e nada tem
Alguém que não te interessa mas convém
Que vida é essa que tu leva fingido
Mentindo pra ninguém, só nós mesmos podemos nos encontrar
E dentro de si ter um lar
Onde tudo é pleno e depois de muito trabalho descansar
Palavras são gélidas como seu coração
Que o calor das boas ações desinteressados possa derreter qualquer indicio de frustração
Que a mudança seja a fumaça que sobe e se espalha
Que o verdadeiro amor esteja esculpido no escudo que entortará sua assassina navalha.
Ajusto meu paletó , enfeito-o !
com as flores tombadas , (ó minha querida avó !)
varridas pela fúria negra dos vendavais
de ti quando me sais pelas queimadas , almas !
na areia dos arrozais estendidos
nos olhos afogados que sufocados são vozes
das lágrimas !
Onde guardo o assobio desafinado
deste tão frágil fio , quebrado !
que é de frio ...
a soluçar pelas noites das bocas amarradas , dormindo !
acordadas ao lado do silêncio , sepultado !
E agora , que mais bela não poderia ser , a lapela !
os gritos que costuraram nela , acendem
acendem ...
uma vela ...
[Távola De Estrelas] Açucenas de Pedra
