Menina que Existe dentro de Mim
Carrego em mim o silêncio do outono,
onde cada folha que cai, me ensina a deixar ir.
Sou feita de pausas, de raízes e de
renascimentos.
- Edna de Andrade
A amizade era, em mim, desde muito, a simples sentinela do amor; não podendo mais contê-lo, deixou que ele saísse.
Um dia quando se lembrar de mim ou olhar para o lado, talvez seja tarde para recordarmos o que junto fomos e vivemos...
Senhor, como posso processar a grandeza de tua instrução não havendo em mim um espírito de sabedoria?
Seria como o barco no deserto, sem nada poder transportar!
Você é mais do que um amor para mim. Você é a minha inspiração diária, aquela que me faz refletir sobre o verdadeiro significado do amor e da gratidão. A cada momento que passamos juntos, percebo o quanto você é essencial na minha vida, sempre presente nos momentos bons e ruins. Você se tornou parte de mim, preenchendo o meu coração com um amor genuíno e profundo. Sou imensamente grato por ter você ao meu lado, por sua compreensão, apoio e carinho incondicional. Quero que saiba que eu, Rafael, amo você mais do que palavras podem expressar.
Eu amo desembrulhar os presentes de Deus para mim, porque são todos milagres... As pessoas que Ele coloca em meu caminho são fundamentais para que me ajudem em minha caminhada; aquelas das quais me afasta me faz ver o Seu cuidado comigo, sabe que os tropeços poderiam me atrapalhar na busca dos meus sonhos e simplesmente tira de minha vida...
Os sorrisos, felicidades e alegrias que Ele planta em meu caminho são importantes, mas as dores e lágrimas que Ele permite também são, o importante é que Ele enxuga toda e qualquer lágrima e cura as minhas feridas...
Os caminhos d’Aquele que me criou são sempre os melhores, fico grata por me fazer enxergá-los e por me proporcionar caminhos tão melhores do que aqueles que eu, ingenuamente, seria capaz de escolher...
Agradeço a Deus por cada pequeno milagre, pois consigo enxergar o Seu cuidado comigo nos detalhes... E quem se ocupa dos detalhes nunca será capaz de esquecer-se de todo o resto... Em tudo, Deus sempre se dedica em me dar o Seu melhor, mesmo que eu não mereça, e eu sei que eu nunca mereço...
Como fugir de mim mesmo? Como fugir dos meus próprios pensamentos? Para onde eu for, eu estarei lá, e esse é o problema.
- Priscila de Arau
A dor da saudade em mim, ordena-me silêncio, reflexão e as luzes apagadas.
Tudo no escuro...
Carlos De Castro
Por muito tempo estive ausente.
Não digo ausente dos outros, mas de mim.
Nesta viagem onde me ausentei, a leitura das paisagens que vi foram leituras trágicas,fatalistas,teleológicas.
Uma nevoa sobre a angustia(kierkegaardiana) que depressivamente parecia angustiada, a esperança se desesperando na desesperança(Adorniana).
A vida se resumindo na existência facultativa temporal enquanto durasse a resina liquefeita de um material espesso e tóxico amarelo verde dentro de uma garrafinha pet levada pela mão direita esquelética a boca do meninolixo, segurando na outra mão um rodinho cuja a espuma embebecida gotejava no asfalto quente. Mesmo fora de época o menino parecia desfilar como mestre salas entre automóveis e buzinas e fumaças de cigarros da industria capitalista da morte e gás carbônico dos pulmões dos Volvo e Mercedes Bens.
Enquanto sonho com a educação, o mundo não dorme ! a roda gira, a lamina do punhal solar corta a carne não friboi do coitado,jogado e esquecido do lado de fora de um albergue."... son las personas en el comedor, a estas personas en el comedor, están ocupados nacer y morir ...",em outro desdobramento da paisagem se percebe que na rua 25 de março um comerciante vende a uma legitima provinciana oriunda do extremo leste paulista (não menos europeu por sua etno cultura exótica de devorar "baiões de dois" e "escondidinhos" e sonhar em formar um bloco econômico igual aquele do G8 e G20 no sertão do nordeste) uma bolsa feminina do Paraguay de pseudagrife.
No retorno desta minha ausência sonífera me surpreendo ainda com uma paisagem surreal...minha docência é tragada pelo vácuo, a medida que me torno volátil('in'matéria)meu corpo se dissolve textualmente como num recorte discursivo e dialeticamente concluo que a redenção pela educação acontece no centro do altar do holocausto
Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicómio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicómio sem manicómio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu tecto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
"" Quando você pensar em mim, lembre-se que tenho um motivo para nunca te esquecer. Eu amo você...""
"" Quase no fim do mundo
Ouço uma voz
E ela diz a todo instante
Não desista de mim
Não se afaste assim
Eu sou o que te falta
A paz que precisas
O amor que mereces...""
