Menina que Existe dentro de Mim
Menina bonita, confusa, não sabe o que quer.... Tenho medo de amar...
O amor é uma assombração, medo de se perder... que vontade de correr....
Me dá, me entregar? Porquê? Para quem?
Isso me assusta e me dá insegurança, medo...
Não vou me entregar, me dar...
Vou lutar contra mim mesmo, porque não aprendi amar....
Coração de menina...
Tem a delicadeza dos anjos,dos sonhos de amor,dos contos de fada,e o desabrochar de uma flor,uma borboleta a sair do casulo,tem o dom da bondade,o jeito de princesa,é pura vaidade mas só na delicadeza,coração de menina é anjo vindo do céu para encantar nossa vida enviadas de Deus.
Maio...jardim onde Deus me plantou
e me fez flor...
Flor menina...Flor mulher...
E florescer nos caminhos da vida
Obrigado Senhor...
Meu divino companheiro que me guia
me protege e me ilumina...
Obrigado pela longa caminhada
Bem aproveitada nas estradas dessa vida
Obrigado Senhor...
Por mais um ano completo e muito
abençoado graças a ti Senhor...
De feliz aniversário estou eu...
E o melhor presente que recebo é teu...
A minha vida...Obrigado Senhor.
Ivânia D.Farias
15/05/1966 ❤
Eu não sou uma menina, sou uma mulher que viveu experiências que muitos mais velhos talvez nunca tenham vivido. Idade não é sinônimo de maturidade nem de experiência.
Aprendendo regular dopamina
Menina nascida na cidade do barulho, já com a vida cercada de muros.
Recebida não com colo, mas com sentença.
Chamaram-na excesso antes de ser presença.
Aprendeu cedo que amor, em certas casas, é moeda rara e grito frequente.
Cresceu calibrando o próprio pulso pelo humor de quem deveria cuidar e dar o exemplo,
lendo o clima como quem estuda tempestades para sobreviver.
Hiperalerta.
Hiperativa.
Hiperconsciente.
O sistema nervoso virou quartel.
O coração, radar.
Enquanto era chamada de vários nomes que podem ferir,
ela decifrava o mundo pela tela azul da madrugada,
internet discada como portal secreto,
ICQ piscando como farol de outro continente,
músicas baixadas em silêncio,
fitas gravadas como quem arquiva provas de que existe beleza.
Trancada, mas não pequena.
Sozinha, mas não vazia.
Ela estudava pessoas como quem estuda maré.
Observava. Comparava. Não engolia narrativas prontas.
Sua mente nunca coube em moldura doméstica.
Quando o portão abria,
virava oceano.
Skate no asfalto,
corrida na areia,
prancha rasgando a água,
dopamina como milagre bioquímico,
liberdade como direito ancestral.
O mar não gritava com ela.
O mar respondia.
Ali descobriu irmandade feminina,
descobriu biologia como idioma do planeta,
descobriu que justiça não é conceito e sim
instinto.
Desde criança defendia quem nem gostava,
porque desigualdade lhe doía na carne.
Onça quando preciso.
Silêncio quando estratégico.
Memória absoluta quando traída.
Ela não guarda ódio.
Ela arquiva.
Inteligente o bastante para liderar,
sensível o bastante para sentir antes de acontecer.
Sonhos lúcidos, pressentimentos,
um tipo de percepção que não cabe em manual clínico
nem em catecismo.
Chamaram-na intensa.
Era apenas desperta.
Confiou demais,
porque quem ama com verdade não imagina cálculo alheio.
Teve ideias roubadas,
amizades rasgadas,
lealdades quebradas.
E mesmo assim continuou oferecendo água num mundo que vende sede.
Há nela uma dualidade quase mitológica:
a menina que sobreviveu à casa em guerra
e a mulher que escolheu proteger águas e florestas.
Trauma e missão dividindo o mesmo corpo.
Ela se trata.
Regula a dopamina.
Aprende a dialogar com o próprio sistema nervoso como quem domestica um cavalo ferido sem quebrar sua força.
Não precisa mais viver em modo incêndio.
Pode viver em modo construção.
Às vezes o passado aciona alarmes invisíveis
e a tristeza senta ao lado.
Mas agora ela sabe nomear o que sente
e nomear é poder.
Há quem diga que ela carrega memórias de outras eras,
que já andou por sombras antigas
e retorna vida após vida tentando equilibrar a balança.
Talvez mito.
Talvez metáfora.
Talvez apenas a forma poética de explicar
por que alguém tão jovem carrega tanta responsabilidade.
Ela é virgem na análise,
áries no impulso,
escorpião na emoção,
tigre na defesa,
oceano na profundidade.
É abrigo para segredos.
É ombro firme.
É aquela que chega quando todos vão embora.
E, paradoxalmente,
ainda se pergunta por que foi rejeitada no início.
A resposta não está nela.
Nunca esteve.
Ela nasceu inteira demais
para caber em lugares rasos e pequenos.
Agora caminha com o aperto no peito de quem enxerga o mundo ruir, a
geopolítica em combustão,
a natureza saqueada,
os heróis sociais e ambientais tombando pela missão,
e mesmo assim escolhe plantar.
Porque há pessoas que vieram para consumir.
E há as que vieram para criar e cuidar.
Ela não é ingênua.
Ela é deliberadamente boa.
E isso exige mais coragem
do que qualquer guerra.
Não se engane com o calendário: há maturidade em quem tem 20 e uma alma de menina em quem já passou dos 30
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
Alice no país das frustrações
Havia uma menina pobre no interior, seu nome era Alice
mas essa não vivia no país das maravilhas, vivia na favela
Vivia numa pátria marcada pela desigualdade social
ricos de um lado, pobres de outro, quando se encontravam…
relações de proletariado e burguês, peão e chefe
Alice passou por isso aos 13 anos
foi trabalhar na casa de uma linda moça pensando em ganhar dinheiro para família
uma tentativa inocente de sofrer um pouco menos, o que teria efeito inverso no futuro
Nesta casa, a moça acreditava que Alice queria o seu marido, então fazia-a sofrer
Ofensas, tapas, socos, apertos, beliscões…
Alice, guarde seu resolve, sua família precisa de você
Aguente, “Tudo é lícito, mas nem tudo me convém”- Paulo
Seu apóstolo favorito pregava isso, acredite, deixe as ferramentas não laborais em casa
solte nas mãos de sua mãe junto ao salário
ela dirá,”eu conheço minhas filhas, e você é uma delas”
Para meu leitor
Na menina que fui, está a mulher, mãe, amiga, esposa que hoje
sou e vou continuar me tornando a ser até o fim. Lá nasceram meus
amores, meus medos, minha inesgotável busca de entendimento
para algumas coisas da vida, amizades, coragem, meus valores e
segredos. Relatos e lembranças que perto ou longe estão ao meu
redor, dentro de mim, porque somos marcados sim, pela realidade
do nosso meio familiar, escolar e cultural. Não temos como fugir
disso, somos muito de nossos pais e do meio em que vivemos. Até
podemos mudar no decorrer da vida, mas é em função disso que
atuaremos em toda a nossa história, no nosso jeito de ser, de falar,
na criação e educação de nossos filhos; no nosso silêncio, no que
realmente toca nosso coração.
Hoje, não durmo nem acordo ancorada nas ordens e cuidados
de meus pais. Atravesso meu mundo sem o pé de seriguela no
quintal de casa para subir, sem a cama de mamãe para me esconder
nas noites de trovões e tempestades. Sem o barulho e alegria de
papai chegando. Eu me superei sem o colo de meus avós e tias por
perto. Sem os banhos de chuva que tomávamos na rua de roupa e
tudo, agradecendo a Deus pela água que caía. A melhor sensação de
tantas que já vivi! Cedo aprendi no meu nordeste a agradecer pela
água que caía, que corria, e tornava verde meu sertão, a ser grata
pela vida dos bichos, pela vida de todo rico e pobre.
Hoje, quero também agradecer por você estar aqui e tocar meu
coração com suas mãos, por este livro, por este ano um grande
influenciador de minha vida com suas metas e propósitos, por todo que acolhi e colhi, pelo novo olhar que busquei, e mais livre estou.
Agradeço a Deus pela vida recebida e pela família que ele me deu.
Por meus filhos, pela infância e bagunça gostosa de todos os dias,
por meu marido, por todos vocês que fazem parte de tudo isso, de
toda história que continua aqui nas próximas páginas que virão.
Obrigada!
Que sejamos felizes!
TEXTO FINAL DA OBRA Um de meus olhares por Lina Veira
Acelera aí menina.... Foguete não tem ré e muito menos tem freio, Adiante! Só pare quando chegar no ponto final.
Simplismente sorrio como forma de gratidão, a menina cresceu e hoje ela não chora mais em vão.
Chorar agora só se for de felicidade!
Era só uma menina
Lutando para vencer
Exemplo que ensina
Nunca desistir de ser
Insistência em ser feliz
Realizar seu maior prazer
A menina na cozinha,
muitas louças pra lavar.
A casa inteira em desalinho,
muita coisa pra arrumar.
Se aproximou da pia,
começou a esfregar.
Mas no meio da rotina,
começou a imaginar.
Nada muito coerente,
mas ela estava contente.
Perdida nos próprios sonhos,
sorrindo docemente.
Enquanto lavava os pratos,
via estrelas no azulejo,
transformava o barulho da água
em música e desejo.
Entre espuma e porcelana,
criava mundos sem peso,
pintava cores no dia
e dançava no seu devaneio.
O tempo foi passando,
ligeiro como o vento.
E ela, feliz por dentro,
morava no pensamento.
Quando olhou para a pia,
já não havia o que lavar.
Suspirou, satisfeita:
“Consegui terminar.”
Mas ao virar-se devagar,
o coração deu um salto —
a casa ainda a esperava,
silenciosa no seu espaço.
Ela ficou parada.
Sorriu de canto.
Porque os sonhos são leves…
mas o chão
sempre está lá.
Um homem tinha um casal de filhos. A menina se chamava BORA. E o menino, BILL.
Eles tinham que chegar rápido num determinado lugar. Estavam a pé!
O pai era rápido e deixava os filhos para trás. Até que ele parou, olhou para trás e disse: comé que é? BORA BILL!!!
🧙🏼♂️
Menina: Por que eu ainda sinto isso? Por que meu peito aperta toda vez que ele some?
Cérebro: Porque você insiste em se apegar ao que te faz mal. Não vê que isso só te destrói?
Coração: Porque sentir dói… mas também é o que me faz viver. Cada lembrança, cada sorriso, mesmo que distante, ainda vale.
Menina: Mas e se eu me machucar de novo? E se ele me deixar sozinha mais uma vez?
Cérebro: Vai se machucar, sim. E é justamente por isso que você deveria parar de se enganar. Amor não precisa ser sofrimento contínuo.
Coração: Machucar faz parte… Mas não significa que não valha a pena. Amar é se arriscar, mesmo com medo. Mesmo com cicatrizes.
Menina: Então… o que eu faço? Quem eu escuto?
Cérebro: Escute a lógica. Proteja-se. Pare de sofrer pelo mesmo erro.
Coração: Escute a esperança. Deixe-se sentir. O que é verdadeiro sempre encontra um jeito de voltar.
Menina: Eu… eu não sei se consigo.
Cérebro: Então se prepare para a dor, porque a vida não vai esperar.
Coração: E mesmo assim… não desista. O amor não é só dor. É também tudo que faz a vida ter cor.
Diário de Uma Menina Que Sente Demais
01/12/2025
Hoje acordei com o peito vazio, aquele silêncio que machuca mais do que qualquer palavra.
Pensei nele sem querer, como se meu coração ainda vivesse preso ao passado.
E me perguntei, de novo, por que sinto saudade do que nunca foi meu.
02/12/2025
Tentei sorrir o dia inteiro, mas minha alma estava pesada.
Carrego cicatrizes que ninguém vê, como se minha dor fosse transparente.
Só queria desligar o coração por um instante e descansar de mim mesma.
03/12/2025
O dia passou lento e barulhento dentro de mim.
Meu coração bate forte demais nos meus silêncios.
E continuo fingindo força para não preocupar quem nunca percebe.
04/12/2025
Hoje desejei desaparecer por um momento, só pra respirar sem medo.
Meu cérebro implora pra esquecer, mas meu peito insiste em reviver.
É uma guerra silenciosa que parece não ter fim.
05/12/2025
Passei mais tempo pensando do que vivendo.
Queria acreditar que um dia essa dor vai virar apenas lembrança.
Mas hoje… ainda não virou.
06/12/2025
Sinto que me apego rápido demais e solto devagar demais.
Talvez eu ame com uma intensidade que o mundo não sabe acolher.
E no fim, meu próprio coração me engana.
07/12/2025
Escrevi para aliviar, mas até minhas palavras arderam.
Estou cansada de ser a pessoa que sempre sente profundamente.
Só queria, por uma vez, que o amor ficasse em vez de fugir.
De um brilho que vem de Deus
Surgi a menina de luz
Em poesia visual
Num traço transcendental
Em um painel que reluz.
Gélson Pessoa
Santo Antônio doSalto da Onça RN
04/01/2026
Viver parece sofrer.
O tempo passa tão rápido que não dá pra ver.
Ontem eu era uma menina cheia de querer.
Hoje uma mulher que luta para não padecer.
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
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