Menina Gente Boa
Um dia a gente aprende que nem tudo é como imaginamos e que nem todas as pessoas são iguais... Afinal, quando acreditamos em uma mentira, fica difícil acostumar com a verdade.
Estar só é duro,
Ter amigos mas sentir-se só é duro,
Estar rodeado de gente mas sentir-se só é duro,
Viver neste mundo imenso e sentir-se só é duro.
Estar só é duro,
Olhar o azul do céu cheio de estrelas,
Querer tocar uma delas e não conseguir,
Sentir-se só nessa imensidão é duro.
Estar sozinho na noite é duro,
Acordar só na manhã é duro,
Viver na solidão é duro,
Viver só é duro.
O sonho que nasce mas que não vence,
A amizade que florece mas morre,
O amor que começa e acaba,
Estar só é duro......
TURBULÊNCIA
Quando a gente briga me dá uma vontade arrebatadora de largar tudo, ir ao teu encontro e pedi desculpas, até quando sei que não estou errada. Mas tem o meu orgulho, e o seu, que quando tem essas turbulências fica ainda mais acentuado, sem falar da frieza que você me trata, a qual me machucar, de tal forma que me deixa sem vontade de fazer mais nada.
O nosso sentimento é único, verdadeiro e o melhor é recíproco.
Mas pareci que você não acredita nisso. Sinto muito quando a gente fica sem se falar durante alguns minutos, devido algum bobo e infantil que resolvemos defender como uma tese sólida. É inútil ficarmos dessa forma. Será que você não ver? A gente se ama. Então, porque não quebrar logo esse gelo, e dar importância ao que realmente importa. Nosso relacionamento, nosso puro sentimento, nosso amor...
Confesso, as vezes você me dar nos nevos, com esse seu jeito – estou certa – mas o que posso fazer se te amo mesmo você sendo assim.
Sou grossa, mas eu te avisei desde do começo. Estou tentando melhorar, meu impulso me leva e ai quando percebo já foi, mas você também é, a diferença é que eu relevo, deixo pra lá.
Ei!
Vem cá!
Vamos parar com isso, há tantas coisas pra gente fazer. O céu está lindo. Vamos namorar a beira mar em noite estrelada, como já fizemos tantas vezes, momentos simples que só me fazem ter mais certeza que é com você que quero, passar toda a minha vida.
A gente consegue o amor dos pais.
A gente consegue o amor dos irmãos.
A gente consegue o amor dos filhos.
A gente consegue o amor dos animais.
A gente consegue o amor divino.
A gente não consegue o amor recíproco.
A gente se esquece do amor próprio.
A gente não tem tudo o que quer.
A gente continua vivendo assim mesmo.
A gente aproveita a vida com tudo que tem.
Não gosto de gente metida a santa, não gosto de gente hipócrita, não gosto de gente politicamente correta.
Eu gosto de gente que tem a coragem de dar a cara a tapa, gosto de gente que assume suas qualidades e principalmente seu defeitos, que toda manhã se veste de si mesmo e diz ESTA SOU EU.
Gosto de gente assim como eu.
A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos em frente. Nada além de um novo rumo, um novo capítulo da história. Já não é mais possível fazer curvas, retornos, nada mais nos prende ali. Não há mais argumentos que justifiquem a nossa permanência. A não ser o medo. O medo do novo. Do incerto. De tudo aquilo que tira a sensação de segurança do peito. De tudo aquilo que parece não ser firme o suficiente para que nós mergulhemos de cabeça. Todos que me veem me enxergam como a pessoa mais bem resolvida do mundo. A mais decidida. A que encoraja a todos, a que estimula a cada amigo ou conhecido a ir além dos seus próprios limites, sair da zona de conforto, não ter medo do escuro, do que ainda não se pode saber se vale a pena insistir, persistir ou desistir. Mas de perto, olhando assim, em zoom, eu não passo de mais um desses seres humanos meio perdidos, tentando saber qual é o seu lugar no mundo, por onde preciso ir para chegar onde quero ou se tomo meia dúzia de decisões irrevogáveis que mudarão o meu destino para sempre. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende, eu diria – o medo. Em contrapartida, tenho tentado me aproximar cada vez mais de tudo aquilo que não me impede de bater asas. De voar. De ir além. Mas, ridiculamente, eu não saio do conforto e da segurança do chão. Eu não bato as tais asas que sinto prenderem, que sigo procurando espaço suficiente para abrir. Vivo a dualidade de um passarinho que sonha em conhecer o mundo, tem a porta da gaiola aberta, mas não se move. Não sai do lugar. Eu só não queria ter tanto medo. Queria que alguém me jurasse, me prometesse que tudo vai dar certo, que não vou me arrepender do próximo passo, que não preciso do que é mais cômodo e menos feliz, só por não ter certeza se a vida vai me sorrir de volta ou vai me receber com uma porta na cara e um aviso de – volte mais tarde. A gente sempre sabe quando o fim está próximo. Quando já não é mais possível adiar. Quando a estrada já não permite que sigamos mais em frente. É como aqueles jogos de videogame que a tela te empurra para frente e te obriga a enfrentar todos os vilões, todas as dificuldades que surgirem pelo caminho. Mas repito – tenho medo. Se você me perguntasse hoje, neste segundo, a queima roupa, o que me prende a este presente que já não me acelera o coração, não me faz feliz, não me faz bem, pelo contrário, me suga, me sufoca, me maltrata, me maldiz, me adoece, eu diria – a falta de coragem. Vivo a angustia de ser um passarinho com sonhos do tamanho do mundo, com a oportunidade de realizar, ao menos por ora, pequenos feitos, mas que não se move. Não sai do lugar. Por medo de que só a vontade de ser feliz não seja suficiente para ser.
E a gente se depara com aquelas pessoas lindas,
por fora e principalmente por dentro,
que carregam um brilho intenso e que
deixam marcas eternas no coração da gente.
Embora algumas pessoas ainda sejam medrosas demais para amar profundamente… Com o tempo a gente aprende que para amar de verdade é preciso coragem. Coragem para correr os riscos, que são muitos. Risco de não ser correspondido; risco de se decepcionar; risco de se perder em meio ao vazio da solidão; risco da entrega absoluta e da recíproca não ser verdadeira… Mas para viver é preciso experimentar e para experimentar é preciso arriscar; e a vida, assim como o amor, é um risco necessário ao espírito. A vida sem amor é vazia, insossa, sem aquele tempero gostoso da alegria, da esperança, da troca, do desejo incontrolável. Enrijece a alma, endurece o coração, dá passagem ao mau humor e à intolerância.
Ter coragem para amar é, sobretudo, ter generosidade para doar e humildade para saber receber. É saber pedir perdão quando erra e, mais importante, tentar não errar com freqüência para não ter que pedir perdão a todo instante.
Ter coragem para amar é saber que o tempo não volta, mas que é possível voltar no tempo da consciência para resgatar o que é bom, olhando para o hoje com a esperança de começar tudo de novo, sem temer o futuro.
Ter coragem para amar é assumir que ama, sem se preocupar com opiniões e conveniências. A opinião é apenas um juízo que os outros têm com relação a você; e o que é conveniente nem sempre é bom… É melhor não perder tempo com as opiniões e nem com as conveniências porque elas atrasam a nossa caminhada…
Ter coragem para amar é confessar os erros, sem medo que eles possam ser maiores que os acertos, porque certamente não o são. É ver no outro um pedaço de si mesmo, sem perder a essência individual. A essência individual é o que nos torna pessoas repletas de luz, prontas para iluminar o ser amado e não sombras, que vivem à margem, buscando o caminho do outro para não perdê-lo.
Ter coragem para amar é abrir o caminho, retirando as pedras, plantando belas flores, construindo grandes pontes e não gigantescos muros de clausura. É se perguntar ao fim de cada dia o que fez de bom pelo outro, sem esperar nada em troca. As pessoas são diferentes…
É preciso ter coragem para amar e não ser negligente, intolerante, possessivo, egocêntrico. Estes são os adjetivos dos covardes… A coragem de quem ama está na sua capacidade de não negligenciar; de saber ver o outro e redescobri-lo a cada novo instante, com aquele olhar de admiração e o leve sorriso nos lábios, como se fosse a primeira vez; de entender que para amar não é preciso se acorrentar a alguém e carregar sua alma acorrentada pelo resto da vida. É saber ver o outro como a uma grande companhia e, com a alegria de uma alma feliz, querer dividir o seu tempo, os seus gostos… Saber que a vida é muito simples e que amar é mais simples ainda, bastando apenas uma predisposição do espírito, e para isso só é preciso ter coragem…
É inevitável, mas bem ou mal a gente sempre acaba esperando algo dos outros. Nem que seja um obrigado.
A gente precisa correr atrás dos nossos sonhos. Mas e quando os nossos sonhos não nos permitem chegar perto deles?
"De vez em quando a gente se perde, mas nem todas as ruas têm mapa. Nem todos os corações pensam. O meu não pensa, só sente. Nem a minha cabeça pensa, só sente. Acho que eu nasci para sentir, é, nasci sim."
A gente não combina
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Existem pessoas que estão sempre presentes na vida da gente porque são isso mesmo: PRESENTES... enviados por Deus.
Val
Se a gente foi feliz um dia, que seja um bom motivo pra sorrir. Se a gente for feliz ainda, que seja para colorir esse mundo tosco com o contraste do que esperam por nós. Não temo a solidão. Eu temo é gostar demais de ficar só
