Memorias de um Sargento de Melicia
Dizem que o brilho das estrelas permanecem mesmo depois que elas se vão,
Assim como as memórias e as almas que são infinitas.
–Almas interestelares nunca serão esquecidas.
Lembranças e lições
Memórias e saudades
Momentos e ilusões
Verdades e invenções
Atenção e evasão
Desespero
Desapego
Saudade
Em meu peito, seu nome escrito.
Memórias de um amor que cresceu e morreu sozinho. A felicidade já não parece tão próxima, e a morte não se parece com um pesadelo. Doente, quebrado, o quão desesperado estive para viver pensando em você?
Memórias em chamas - "Nós"
Nós somos os espectadores dos shows que são as nossas vidas, um show no qual as nossas decisões, desejos e crenças não passam da continuação do guião inacabado da história de outra pessoa em que todo em que nós acreditamos não passam de mentiras contadas por outra pessoa que em algum ponto também acredito nas mentiras de outra.
Memórias em chamas - "Mentiras"
Para nós humanos sempre será mais fácil ouvir as doces mentiras do que a cruel verdade, enquanto uns dizem "a verdade dói mas tem de ser dita" quem a muito o disse também a muito mentiu pois tais palavras não passam de uma mentira, uma negação de aceitar o que já foi feito pois pra se sentir melhor consigo mesmo, só é necessário mentir a si mesmo. Mesmo que apesar de tudo lá no fundo eles sabem que não está tudo bem.
Um Dia Todos Seremos Memórias!
Autor: Igidio Garra®
Era uma manhã de outono, daquelas em que o vento sussurra segredos entre as folhas douradas e o sol parece hesitar antes de aquecer a terra. Clarilda, uma mulher de cabelos grisalhos e olhos que carregavam o peso de muitas histórias, sentou-se no banco de madeira no quintal.
Em suas mãos, um álbum de fotos amarelado, cujas bordas denunciavam o passar dos anos.
Ela o abriu com cuidado, como quem manuseia um tesouro frágil, e deixou que as lembranças a envolvessem.
A primeira foto mostrava um piquenique à beira do rio.
Lá estavam ela, ainda jovem, rindo ao lado de Pedrusko, seu marido, enquanto os filhos, Ania e Jony, corriam atrás de uma bola desajeitada.
O cheiro de grama molhada e o som das gargalhadas pareciam saltar da imagem, tão vivos que Clarilda quase podia tocá-los.
"Éramos tão felizes", murmurou, um sorriso tímido desenhando-se em seu rosto enrugado.
Folheou mais algumas páginas. Havia o dia do casamento de Ania, com seu vestido branco esvoaçante, e a formatura de Jony, o orgulho estampado em seu olhar.
Mas também havia silêncios nas fotos que não estavam ali: os dias de despedida, as lágrimas que não foram capturadas, os momentos em que a vida insistiu em seguir, mesmo quando o coração pedia uma pausa.
Clarilda fechou o álbum e olhou para o horizonte.
O vento trouxe o aroma das flores que plantara com Pedrusko, décadas atrás.
Ele se fora há dez anos, mas as flores continuavam a brotar, teimosas, como se carregassem um pedaço dele. Ania e Jony, agora adultos, viviam suas próprias vidas, distantes, com filhos que mal conheciam a avó.
E Clarilda sabia: um dia, ela também seria apenas uma memória, uma foto desbotada em um álbum que alguém, talvez, abriria com o mesmo carinho.
Levantou-se devagar, apoiando-se na bengala, e caminhou até a árvore onde Pedrusko gravara suas iniciais 70 anos antes.
Passou os dedos sobre as letras tortas – "C & P" – e sentiu uma paz estranha.
"Um dia", pensou, "todos seremos memórias. Mas, enquanto houver alguém para lembrar, ainda estaremos aqui."
O sol finalmente venceu a timidez e banhou o quintal em luz.
Clarilda voltou para casa, o álbum sob o braço, carregando o peso e a beleza de saber que a vida, no fim, é feita de instantes que ecoam além de nós em nossas memórias e de quem nos suceder!
Mais uma vez, me vejo afundando em pensamentos, memórias e sensações de como era estar com você. Sinto falta do que representávamos um para o outro, da paixão que nos unia, da alegria compartilhada e da cumplicidade que parecia inabalável. Mas agora tudo isso pertence às eternas lembranças de um tempo que se foi e não voltará, pois você fez sua escolha—uma escolha que não me incluía ao seu lado.
E aqui estou, desejando sinceramente o seu bem-estar e a sua felicidade, enquanto também peço a Deus que esses sentimentos e lembranças se acalmem dentro de mim. Quero reencontrar a paz, aprender a seguir em frente e permitir que minha vida volte a ser plena, mesmo sem a presença que um dia foi essencial.
CRIANDO MEMÓRIAS COM O SENHOR!
● "No Senhor eu me refugio. Por que, então, vocês me dizem: - voe para os montes, como um pássaro!? Pois o Senhor é justo e ama a justiça - os íntegros verão sua face". Salmos 11
Que os bons ventos da paz levem a fuligem da inquietação, e que as eventuais adversidades - naturais da vida - sejam trampolins para conquistas e para um relacionamento mais íntimo com o Pai.
A maior importância que posso dar à minha vida é viver em Paz - é viver com Jesus - a Paz é Jesus!
● A Paz é Jesus e Ele mesmo assim o diz: "Eu estou lhes deixando um presente: a paz de espírito! E a paz que Eu dou não é passageira como a paz que o mundo dá. Portanto, não se aflijam e nem tenham medo" - João 14.27
Na vida, tecemos cada fio,
Alegrias, dores, um desvio.
Memórias pulsam em nosso ser,
O que vivemos, o que é pra valer.
Um riso solto, um abraço forte,
Prendem-se à alma, desafiando a sorte.
A nossa imagem deixada nas memórias das pessoas é o que prevalece a respeito do que nós somos de verdade.
ode aos mortos
brindo-lhes
as memórias
de todos
que se foram —
fantasmas
que habitam
meu passado,
bebendo
minhas lágrimas
como vinho
barato.
aquilo que foi
construído
seu legado,
desmoronado:
ruínas
que carrego
no peito,
pedras
que nunca
viraram pão.
momentos únicos,
fincados
na carne da
memória —
feridas,
sangrando,
abertas,
como portas
que não levam
a lugar
nenhum.
na infinitude do tempo,
no deserto da vida,
imensidão de areia.
enterro ossos,
perguntas
e vestígios.
levanto o copo
aos que se foram,
mas não estão mais aqui:
espectros que
bebem meu vinho
e deixam
o copo vazio.
sussurram promessas
que não se cumprem,
como flores que
murcham
antes de brotar.
que seu jazigo
perpétuo
lapide o futuro
daqueles
que morreram
em vida —
e que eu seja
seu fardo mais
pesado,
um monumento
ao não-dito.
um brinde a mim:
o coração bate,
ossos doem,
alma seca
como um rio
que nunca vai
ao estuário,
arrastando consigo
tudo
o que sobrou de mim.
o legado póstumo
deixou um véu
de sau-dade
e pálidas perguntas,
como lápides sem nome
em cemitérios esquecidos.
a todos
que desfalecem,
letárgicos amigos:
desejo-lhes
saúde — a vida,
ou, ao menos,
um túmulo
onde
eu também
possa
descansar...
enquanto devoramos
a nós mesmos
e o tempo
nos devora a todos.
Dos sonhos, a forja, as vitórias,
Com as chamas fortes das memórias.
Noites em claro e intermináveis,
Marcas deixadas em guerras mentais.
Ah, se eu pudesse mesmo falar,
Hoje o amargo é doce ao paladar.
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
