Memorias de um Sargento de Melicia
Os nossos entes queridos estão cheios de memórias. Quanto aos mortos-vivos, eles não têm sonhos, vegetam.
Fragmentos e memórias
Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.
Cemitério mental
No final, a vida não passa disso
Um imenso cemitério de memórias das quais vivemos
Umas boas, outras ruins, mas todas passadas no imenso matadouro que é viver
Todas estão enterradas na mente.
Após tanto soltar: memórias, vontades, nomes, formas .o que restou não foi vazio, mas plenitude. Uma presença serena, silenciosa, viva. Nada a provar, nada a temer. Apenas o simples e extraordinário ato de Ser. E nesse Ser, uma alegria que não depende de motivos. Uma paz que pulsa, como se o próprio universo respirasse em mim.
Pedras no Feijão, Lições da Vida
As memórias têm o poder de surgir em nossa mente como um relâmpago em meio à calmaria. Coisas simples, como escolher um feijão, podem desencadear cenas inusitadas do passado. Hoje, ao separar as pedrinhas do feijão que uma amiga trouxe do sítio, fui transportada para a cozinha da minha infância. Cozinhava desde pequena, não por prazer, mas pela responsabilidade de cuidar da casa e dos meus irmãos menores enquanto minha mãe trabalhava. Meu pai, que trabalhava à noite e dormia durante o dia, se levantava na hora do almoço. Ele comprava o feijão mais barato na cerealista, e eu tinha a tarefa de escolher as impurezas. A ansiedade tomava conta de mim ao ouvir o barulho da colher no prato. Se meu pai encontrasse uma pedra no feijão, a jogaria com força no chão, me lembrando do meu dever malfeito. O som da pedra ecoava em meus ouvidos como um presságio de dor, seguido pelo estalar da cinta que me surrava. Hoje, ao recordar esses momentos, percebo como o tempo suaviza as cicatrizes. Dizem que, quando estamos de bem com a vida, conseguimos rir das coisas que deram errado. Felizmente, estou bem. Sorrio daquele tempo e, de certa forma, sinto gratidão pelos rompantes de meu pai. Eles me ensinaram a importância do capricho em tudo que faço. Cada tarefa realizada com cuidado é uma homenagem silenciosa àquele passado turbulento. Acredito que somos moldados pelas personalidades que encontramos ao longo da vida. Cada ação, cada reação, contribui para o nosso aprendizado. E assim, sigo em frente, acolhendo as memórias com um sorriso e gratidão pelo que elas me ensinaram.
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*Canto do Brasil.*
Brasil heroico, país grandioso.
De singelos momentos, gravo em memórias.
Vastos acontecimentos que nos deram liberdade,
Um suave cantar em frente à beira-mar.
Nessa terra que cultivo, escuta meu canto.
No olhar, o brilho.
Me encontro sorrindo.
Coragem que cura um coração ferido.
Me abrigo sob seu manto amigo,
Trilho esse caminho, sempre sorrindo.
Alegria no olhar, ao ver pássaros cantar,
Nações valentes, de pessoas benevolentes.
De justiça e liberdade, em busca da felicidade,
Mais sorrisos por um Brasil tranquilo.
Uma lágrima sincera, um suspiro profundo,
Me revisto dessa dor, sem nenhum pudor.
Encontro paz na natureza, fonte de vida e beleza,
Em cada canto, uma rima.
Brasil heroico, de alma divina,
Um grito de amor, de forte esplendor.
Sem violência, guerras e pudores,
Deixo a insania para trás.
Não me perco mais, e encontro a paz,
Aceno com um sorriso.
Enxugo sua lágrima,
Estendo a mão.
Canto uma canção que acalma seu coração,
Ó pensamentos imunes ao negativismo.
Esses serão permitidos,
Pois os corajosos saberão que dias melhores virão.
As memórias ficam contidas em lugar fechado. Por vezes as de bem longe aparecem e nos assaltam com a nitidez da recordação... Maravilhosa é nossa memória!
Doces memórias da infância
Do tobogã no ribeirão
Das pescarias de enguia
Do barreiro transbordando
Do meu irmão com medo dos trovões
Do segundo sol na chuva forte
Dos baldes de água na cabeça
Da minha mãe nadando
Dos ombros tortos
Do escorrego com o carro-de-mão
Da cicatriz
Das feridas não cicatrizadas
Da saudade
Das lágrimas
Da luz em meus óculos.
Naquele lugar bem escondido e protegido
das minhas memórias
vivem os nossos segredos inconfessáveis.
Na separação, o amor se transforma em memórias que aquecem o coração, enquanto o ódio se torna o frio silêncio que preenche o vazio deixado pela partida.
É na cozinha que sentimos os cheiros, inesquecíveis, se transformando nas mais gostosas memórias afetivas, que exalam para sempre em nossas vidas dentro de nós.
Escrita tangível
Naquilo que foi dito um pedaço das minhas memorias foi soprado e virou poesia.
Segurando uma linha e agulha fiz remendos do que já vivi e após dias costurando nasceu uma grande historia real.
Abri espaço para o novo mais ainda não tinha me separado do passado,
cantei as melhores músicas, recebi as lembranças com tamanha responsabilidade, fui hospitaleiro com cada momento.
De tanto lembrar eu reproduzi, me teletransportar foi a opção para um mundo só meu e teu.
Para tudo! Os teus olhos lindos congelaram o tempo e as barreiras naturais do senso comum.
Deixastes teus sorrisos e o teu cheiro numa caixa embrulhada de presente e quando abri foi mágico.
O vento soprou mais uma vez, a lua se escondeu nas nuvens, o que prevaleceu na sanidade foram os sentimentos que vagam como vagalumes na tua direção.
Original
Em alguns segundos repassei todo o nosso conteúdo e atualizei nas minhas memorias a confirmação sobre a paixão sem fim que sinto por você,
na primeira capa da revista está bem especificado a magia do teu abraço, ficou visível o teu sorriso perfeito e de cara o que emociona é o teu singelo e doce olhar.
A sua própria imagem pura e simples é uma revelação pra mim do quanto é verdade quando dizemos que o amor existe em carne e osso, entendo dessa forma que na física, na neurociência, na anatomia, ou que seja em qualquer campo da ciência ou medicina, tua conexão com a minha produz como um milagre sentimentos lindos que vivem em mim e dentre eles o que mais cultivo e respiro é o amor.
O espaço é grande, o tempo é curto, as linhas podem ser infinitas, assim como a nossa obra publicada de amor é original.
Pontos
Definir sentimentos no mundo da escrita exige muita intensidade nas memorias e velocidade de pensamentos na passagem dos tempos vividos antes, durante e depois de cada momento.
Alinhados
As memórias moldam o que era pra ser passageiro,
a saudade aprisiona as lágrimas,
no jardim, o dito e o feito são os alicerces,
e quando respiramos a história os sentimentos ecoam.
Memoria restrita
Muito mais poderia ser escrito, mas as minhas memorias não me permitem, pois, sou escravo da velocidade de como as coisas acontecem.
Peço perdão ao mundo por eu não poder expor tudo o que deveria.
"Hoje muitas das minhas memórias não me definem mais.
Dizer que só me arrependo daquilo que eu não fiz, é falso heroísmo, não condiz comigo.
-Já me arrependi, sim!
E hoje, muita coisa eu faria bem diferente."
☆Haredita Angel
