Memória de Elefante
O meu trabalho é destruir, aos poucos, tudo o que me lembra.
Reflexão e, ao mesmo tempo, exercício mortal.
Meus 40 anos
Nesta data eu comemoro 40 anos de história
São tantas as lembraças guardadas na memória
Lembro da menina pequena brincando na sala de escolinha
Reunia os primos na vó e também brincava de lojinha
Os dias na escola eram de festa , sempre gostei de estudar
Além disso era alegre a na rua adorava brincar
Na adolescência eu dançava e jogava todos os esportes
Participava do grupo da igreja e escrever sempre foi o meu forte
Quando jovem me tornei fui estudar na faculdade
Era trabalho e estudo, da infância deu saudade
Depois que estava formada, vi que tudo ia mudar
Era a idade adulta, responsabilidade e muito a batalhar
Com o passar de bons anos, já era tempo de encontrar
Alguém para dividir a história e poder a vida compartilhar
Mais um ciclo vivido, é hora da família aumentar
Vem a gravidez e vem a filha, descubro a melhor versão de amar
Hoje são 40 primaveras e penso o que isso representa
Sinto que há muito a viver, pois a vida começa aos 40.
Livros são portais secretos...
Não são apenas histórias.
São um mundo dentro de outro mundo, levando você em uma jornada por todo o universo.
ECOS DO PASSADO
Às vezes me pego pensando em momentos passageiros,
passando por passagens,
onde o passado me lembra
que até as dores se tornam conselhos ligeiros.
Erva-mate folhas que falam.
Entre campos de verde intenso, onde o vento sussurra histórias, nasceu um elo entre caminhos, tecendo fronteiras, moldando memórias.
Raízes fundas sob a terra, folhas que falam sem voz, erva-mate, irmã do tempo, guardiã de um povo feroz tribo guarani guerreiros herdeiros desta terra.
Ponta Porã, portal sem muros, sangue misto na mesma estrada, misturam-se línguas e gestos, no mate quente, na cuia gelada.
O tereré, frescor da manhã, Refresca o corpo e o pensamento, enquanto o chimarrão, atento, aquece os laços no firmamento.
Dividiu-se a terra, mudou-se o nome, mas nunca a alma do lugar, cada gole é um pacto antigo, de quem nasceu pra aqui ficar.
No ciclo eterno da bebida, Entre rodas, mãos e tradição, mate é símbolo, mate é vida, é a essência da região fronteiriça.
O frio e a paisagem.
Entre névoas e neblinas que dançam no frio, e um vento que conta segredos ao léu, há um pedaço do mundo perdido, um sul europeu sob o céu fronteiriço.
Ponta Porã e Pedro Juan, irmãs, separadas apenas por linha imaginária e discreta, misturam-se línguas, misturam-se danças, e as vozes do tempo ecoam inquietas.
Vieram tropeiros, vieram guerreiros, os guaranis, os espanhóis distantes, os portugueses bandeirantes, gaúchos e correntinos sonharam, nesta terra de vida vibrante.
O mate aquece, o tereré refresca, bebida que cruza as eras e laços, um ritual sem começo ou fim, que une estradas, povos que cresceram entre os ervais da região.
O frio borda a paisagem em prata, mistura emblemática sob o verde dos campos e matas a névoa esconde o que o tempo deixou, lamentos perdidos no vento antigo, memórias que a alma soprou.
Mas há calor nos rostos, nas mãos, na fronteira que nunca se encerra, onde o passado caminha presente, escrito nos traços desta terra.
O resgate da história de um povo marginalizado é o primeiro passo para reformular as bases sociais e econômicas que perpetuam a injustiça.
A cultura, quando aliada à educação, torna-se instrumento de resistência e reconstrução diante das feridas abertas pela desigualdade histórica.
Sem o reconhecimento da história e o fortalecimento da cultura local, a educação perde seu poder de transformação econômica e social.
HERESIA
Te engulo como quem já morreu de fome. Com os olhos cerrados na vertigem do teu cheiro. Te tomo como anjo que escolhe cair não por pecado, mas por desejo de habitar tua alma, como quem entra sem pedir licença, nu de si mesmo.
Sou ausência que arde sob tua pele. Memória do toque mesmo sem o toque. O silêncio entre nós virou idioma. E tua respiração, confissão.
Cometemos a heresia da carne como quem reza com o corpo. Sem culpa. Sem o peso dos que condenam.
Te envolvo sendo, às vezes febre, às vezes brisa. Num abraço onde o mundo silencia e só resta esse instante: nós. Em transe. Em verdade. Em tudo que não nos cabe.
Se há uma força nisso, é aquela que dilacera e acalma. Que fere com ternura. Que transforma a heresia do desejo carnal em uma forma de permanecer, mesmo quando os corpos se afastam.
Augusto Silva
As histórias contadas ao pé do fogão são arquivos vivos, tão valiosos quanto qualquer documento oficial.
Sonhos são como cartas que sua alma escreve a sí mesmo, com símbolos, memórias, advertências e possibilidades futuras, para que possa de alguma forma te auxiliar na tua trajetória de vida e manter teus passos, alinhados.
Sempre!
O maior equívoco de todos é sentir-se abandonado por aquilo que sequer é seu ou, em algum momento, supostamente foi seu. Ah! Mas naquele exato momento, foi… Como pode dizer que não? A sensação é a mistura do abandono, com quero mais, quero que seja para sempre, mas o para sempre foi pouco. Foi um sempre curto demais para ser considerado um para sempre! Mas, como mensurar o que é para sempre? Um minuto? Uma hora? Uma vida? Um momento?
Eu acredito em momentos únicos que duram para sempre! E posso dizer que aquele “sempre” foi mágico e será pra sempre lembrado, retirando um sorriso de canto de boca. Aquele para sempre que, no seu íntimo, quando está cá com seus botões, chega a rir alto e até balançar a cabeça, pensando: “Sério que eu fiz isso?”... Lembra do ditado que diz: Melhor se arrepender do que fez, do que se arrepender do que não fez… Só uma ressalva, aqui, o arrependimento não entra, mas… Podemos dizer que a vontade de manter as boas lembranças vívidas na memória tirando sorrisos bobos é mais que vantajosa.
Não me lembro o ano, o que pouco importa, diante do acontecido… Mas foi um desses momento para sempre! Estava numa competição de dança, dessas que os doidos ficam o dia todo ensaiando, suando, conhecendo novas pessoas e a noite o espetáculo está formado. Diversas pessoas, de diversas etnias, com coreografias das mais variadas… Um grupo distinto, com vários bailarinos, lindos.. (Bailarino tem um corpo maravilhoso, diga-se de passagem)... Se destacaram perante ao corpo de baile feminino que ali estavam aguardando sua vez… Onde eu estava no meio desse alvoroço? Concentrada no que fui fazer, uma boa apresentação. Eis que saio do palco, após uma apresentação nas pontas e depois retornaria na meia ponta, mas os pés estavam cansados… Parada, num canto da sala de espelhos, numa barra, alongando os pés… Concentrada no que teria que fazer em seguida…
Então, sem aviso prévio… Sem dar qualquer sinal para aqueles “deuses”, ele surge como um anjo… Literalmente! Loiro, meio bronzeado, cabelos cacheados, um par de olhos azuis e um sorriso de iluminar qualquer recinto… Simplesmente se ajoelha na minha frente e pergunta: Quer que massageie seus pés? Impossível uma adolescente, uma jovem guria… Responder mais que um aceno de cabeça concordando com aquele inusitado momento. Esse momento é eterno e ainda retira sorrisos e, é uma lembrança que ficará para sempre! Lembrança, sem whatsApp, sem redes sociais, sem qualquer meio de comunicação rápido e fácil como hoje! Mas o momento para sempre ainda existe!
Como não acreditar que existe um para sempre, ao mesmo tempo que esse sempre é aquilo que deixa lembranças maravilhosas? Esse foi um momento, mas tenho vários parecidos com esse…
Necessário viver plenamente aquilo que se tem vontade, viver com intensidade e sem esperar um retorno certo e absoluto.Viva o agora, o tempo presente, e caso, ele se torne rotina aproveite mais ainda, pois, de fato encontrou o seu para sempre sem data de validade.
Claro que o assunto não é sobre jogos, e situações que muitos criam com intenções disfarçadas… Hoje em dia encontrar alguém que tenha suas reais intenções de forma clara, é bem mais difícil e não é porque você não é ideal, apenas que a própria pessoa, de forma juvenil, ainda acredita que esse é o melhor caminho. Mas, se existe uma única chance de criar uma memória, receber uma percepção, viver um momento entregue e inteiro… Ah, por favor se arrisque! Como diz o outro ditado: Se estiver com medo, vá com medo mesmo!...
Mas ainda precisa ser feito um alerta: Como conhecer pessoas hoje, pessoalmente, vem por meio de comunicações virtuais, por favor, avalie os riscos físicos, legais e todo esse lado. Se for algo de verdade, confiável.. então, se joga… Sem expectativas de um para sempre equivocado, mas viva o sempre que lhe foi dado e que seja eterno enquanto dure, e que dure até estarem saciados e rindo à toda pela vida! Afinal… Nunca saberemos quando será nosso último para sempre!
Ana Cláudia Oliver
31/03/2024
Não me importava o quão ruins nós éramos um para o outro ou que ele estaria indo para a faculdade em breve. Eu só lembrava que estava apaixonada por ele.
Outros amores, outros gostos, outros interesses... Eles olhariam para nós com tristeza e ternura por um momento, enxugando suas lágrimas, e então voltariam para seus túmulos para descansar.
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