Memória
Pele de História
Sou tinta, sou tempo, sou grito, sou gente,
No peito, a memória que nunca se ausente.
No rastro do chão, no giro da dança,
Ecoa no corpo a fé e a esperança.
No som do tambor, sou força e brio,
No rio me lavo, renasço e sorrio.
Sou negro, sou canto, sou chão, sou raiz,
Sou Lambe-Sujo, sou povo feliz.
Sou Indiaroba, sou brilho no olhar,
A resistência que insiste em ficar.
Minhas lentes capturam o tempo e a cor,
Sou memória viva, sou força, sou dor.
Então, te digo que ser diferente, faz a diferença. Marca profundamente. Na memória, no coração e às vezes, na alma de quem vir a te conhecer.
Termino te deixando toda sorte do mundo, e muito amor. Porque amor nunca é demais. Amor é vida, é renascimento. Ame demais.
Onde a Memória Mora
Ecoo na história como quem sussurra ao tempo,
deixando rastros onde a memória insiste em ficar.
Sou voz que atravessa o esquecimento,
fragmento de instantes que se recusam a passar.
Na fotografia, nas palavras, no que toca e transforma,
sou presença que resiste, sou marca que não se apaga.
Porque existir não é apenas estar,
é permanecer, é reverberar, é deixar-se encontrar.
Indiaroba, Terra que Vive em Nós
Indiaroba, onde o rio canta,
onde o vento sussurra memórias,
onde a terra guarda os passos
de quem veio antes de nós.
Teu nome é raiz e cura,
palmeira que abraça o tempo,
óleo que marca a história,
caminho traçado em sentimento.
És feira, és vila, és cidade,
és força que não se dobra,
és passado, és futuro, és alma,
és Indiaroba.
O rio te conta em suas margens,
o mar te beija em segredo,
a infância corre em tuas ruas,
a vida pulsa em teu enredo.
És tambor que nunca silencia,
cor de festa sobre a pele,
dança de quem veio antes,
passos que seguem adiante.
Indiaroba, teu nome ecoa,
tua gente sonha e constrói,
teu chão é lar, é abraço,
é casa onde o tempo não se vai.
Parabéns, terra querida,
que teu brilho nunca cesse,
que teu povo siga forte,
que tua essência permaneça.
— ©Jorgeane Borges
Os nostálgicos que me perdoem (ou não), mas a minha memória é tão pequena quanto a vontade de olhar pra trás.
Tudo que passamos na vida, de bom ou ruim serve como lição. O ruim se guarda na memória e o bom no coração.
Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo. A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno
para que ele deseje e, desejando, aprenda.
Se a memória simula esquecer os mortos, o amor, albergado no coração e sempre à espreita, a qualquer sinal açoita quem sobrevive às lembranças.
Grava a minha essência como um selo sobre o teu coraçao. Que minha memória ressoe através do cerne do teu ser. Deixa-me brilhar e erguer-me através do centro da tua paixão, através das margens da tua ação, através de cada parte de ti que se torna viajante e deixa o lar. Grava-me como um monograma que alerte todo mundo: Eis o sinal da integridade, eis o sinal do amor. A força dos cosmos se oculta sob sua superficie.
Tempo e Memória em Uma Imagem
A fotografia é uma máquina do tempo silenciosa. Cada clique captura não apenas uma cena, mas a memória de um instante, congelando emoções, gestos e atmosferas que jamais voltam a se repetir.
Tecnicamente, o fotógrafo precisa estar atento à composição, à luz e aos detalhes que carregam significado. Mas a verdadeira força da imagem está na capacidade de transmitir história, sentimento e lembrança, conectando o passado ao presente de quem observa.
Ao olhar para uma fotografia, revisitamos momentos que marcaram nossa vida, seja pela beleza, pela emoção ou pelo simples registro do cotidiano. Cada imagem é um portal que nos permite reviver sensações, perceber nuances que passaram despercebidas e sentir a intensidade do instante novamente.
A fotografia, quando feita com sensibilidade, transforma tempo em memória e memória em sentimento, tornando cada registro um legado único da vida que se desenrola diante das lentes.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
...remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos.
"Ás vezes um momento se torna uma memória no instante que acontece. Porque é tão verdadeiro, tão puro e significativo, que você quer guardá-lo para sempre."
Não há memória que se vá quando ainda se há lembranças, canções... saudades. Você pode até ter ido embora para outro lugar, outras ideias, mas o que vivi ao seu lado estará aqui comigo. Boas memórias, recordações. Grandes saudades. Lamentável mesmo é saber que você está longe e não longe ao meu lado.
Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucas neste mundo maluco que compartilhamos.
