Memória
A gratidão tem memória curta.
Muita curta diga-se de passagem,
Eu ainda continuo aplaudindo as voltas que o mundo DÁ!!
Enquanto puder, vou construindo minha memória da vida
ENQUANTO puder fazer meus rabiscos, plantar sementes de poesia, digitar meus versos, vou colhendo poesia na seara das letras.
Enquanto puder falar, gritar bem alto, neste mundo louco, vou gritando quando ver a injustiça.
Enquanto eu puder me ajoelhar, fazer reverencia, colher a prece, vou recitando a oração.
Enquanto eu puder caminhar, vou abrindo estradas, fazendo caminhos, viajando por ai em pensamentos.
Enquanto eu puder ouvir, vou emprestando meus ouvindo, no cuidado e na escuta do outro que tanto precisa falar.
Enquanto eu puder comer, vou apreciar todas as coisas boas, seja doce ou seja salgado, degustarei manjares.
Enquanto eu puder dormir, vou sonhar, pegar estrelas, fazer projetos e não perder a motivação.
Enquanto eu puder ter amigos, vou conquistar as almas, sorrir ou chorar com elas, dançar e brincar, mesmo que virtual.
Enquanto eu puder comprar, vou ter meus livros preferidos, vou buscar conhecimentos, vou navegar na internet preenchendo minha necessidade de dar e receber carinho.
Enquanto eu puder me curar, vou vibrar positivo, entrar em contato com o sagrado, vivenciar a felicidade de perceber Deus.
Enquanto eu puder fazer poesias, vou semear temas, plantar versos e colher a motivação de ser poetisa, colorindo a vida.
Enquanto eu puder jurar, vou jurar. fidelidade, defender minhas inspirações e vou ler muito, até fazer vibrar a alma de alegria.
Enquanto eu puder sorrir, vou buscar alegria, levar o sorriso, mesmo com a alma transbordando de lágrimas e tristeza.
Enquanto eu tiver força e coragem, vou levar adiante meus sonhos, meu bem querer, e vou ser sempre humanista e ter empatia pelo outro.
Enquanto eu tiver, memória, vou tecendo minha história, vou fazendo mudanças, dominado o medo e buscando novos desafios
Enquanto em poder enxergar, vou ver o amanhecer, o sol, a natureza e a noite vou namorar a lua para colher inspirações.
Enquanto eu tiver vida, vou buscar e levar a paz, dormir com a consciência tranquila, entregar as tristezas e mágoas para Deus.
Enquanto eu tiver um sopro de vida, vou agradecendo cada novo amanhecer, vou fazer festa, e deixar fluir a imaginação criativa.
Enquanto eu puder, vou colorir a vida, focar no agora, colher boas flores no jardim da alma, de minha vida.
Enquanto eu puder, vou enfrentar todos os desafios, superar cada e tirar nota boa no presente, em qualquer lição, saltando para o futuro.
Enquanto eu puder, vou suspirar quando ler uma bela poesia, vou me encher de energia, vou meditar e me entregar nas mãos de Deus de meu coração.
Enquanto eu puder, não vou fazer justiça com as próprias mãos, deixar que a lei da consequência, da causa e efeito, mostre toda a sua verdade.
Enquanto eu puder, vou pegando o esquadro e o compasso, vou desenhando minha tela da memória de vida. E você? Vai ficar só lamentando o passado? Fica não, procure por outra porta, e abra a janela das novas possibilidades, a vida sempre reserva surpresas boas, para aquele que deseja mudar e abrir uma nova porta, lembre-se que do passado só fica a saudade, as lembranças, e as lições. Cada um é livre e tem a sua verdade, o seu destino. E atrás da porta tem uma esperança, uma motivação.
Um fantasma pode ser muitas coisas: uma memória, uma fantasia, um segredo, luto, raiva, culpa. Mas quase sempre eles são só algo que nós queremos ver.
Eu escrevo pois minhas palavras descrevem quem eu sou, e me ajudam com a minha memória, confesso que eu prefiro os números da matemática, mas esse dom de querer escrever o que sinto, tanto aqui ou em uma folha de papel, é surreal, não tenho tantas ocupações nesta fase de minha vida, e escrever para mim é como se fosse um hobby, e será sempre assim,
E ainda bem que existe a memória, que nos traz de volta os dias bem vividos, os sonhos realizados, os velhos sorrisos dos bons amigos e as boas lembranças que não nos deixam mais.
É triste porque, em pequenos lapsos de memória, penso em te mandar uma mensagem. Na verdade, penso que a gente está bem, como éramos. Quero só fazer alguma piadinha sobre estar comendo na pizzaria que a gente via baratas. Calabresa com baratas é o meu sabor preferido, e o seu? Acho que acabei de ver um rato passar. Esse lugar nunca perde o luxo, heim? Ou somente avisar que o filme que você gosta está passando na TV. E se não colocar no canal agora você perde a Megan Fox naquela pose escrota em cima da moto. Escrevo alguma bobagem dessas e coloco seu número. Quase aperto em enviar, até perceber que estamos longe demais pra fazer isso. Mesmo que sua casa seja à vinte minutos de distância. Não é sobre essa distância. Até porque, você quase morou aqui nos fins de semana ou em dias que você não tinha nada pra fazer em casa. “Tô indo aí”, você mandava por mensagem, já salva nos rascunhos. Só apertava e enviava. E eu só te esperava, como sempre. E me sentia em casa com você. Mesmo estando perdida e desesperada, numa rua qualquer no outro lado da cidade. Era só olhar pro lado pra me sentir aliviada e segura. Em casa. Sentia que poderia tudo com você. Você era a minha pessoa no mundo. E hoje. O que é hoje? É a lembrança perdida. É o número que eu acidentalmente digito por rotina. É o que foi pra mim, e não o que é. É um silêncio. Um pequeno e desconfortável silêncio antes de eu me recompor e responder os que me perguntam onde você está. “Está bem, eu acho. Não nos falamos tanto…”. “Mas vocês eram tão…”. Sorrio timidamente. Éramos, éramos, éramos. Eu odeio essa conjugação. “É a vida, né?”. É a vida, mesmo? Não é a vida. É errado e estranho. Mas a gente consegue seguir em frente. Sempre envio a mensagem que queria te enviar pra outra pessoa. Ou dez. Não me faltam pessoas, eu penso. Só falta a pessoa que você queria mandar essa mensagem, meu subconsciente retruca. Mas os outros também vão achar engraçado e também gostam do filme, então tanto faz. Mas não vão dar a sua risada de urso lendo a mensagem. Nem fazer um comentário irônico e sexual na resposta. Mas tanto faz. Tanto faz. Foi só um lapso de memória. A saudade só me inunda nos meus pequenos lapsos de memória.
Se na juventude fiz loucuras,
E por alguma razão esqueci,
Vou na memória à procura,
Quero lembrar do que fiz,
Pois não lembro de nada,
Que não tenha me feito feliz.
Posso ser cúmplice, mas não assassino! As pessoas cometem suicídio em minha memória, eu apenas me livro dos corpos...
Talvez seja melhor guardar na memória o nosso breve momento de paixão. Talvez seja necessário simplesmente sair dessa situação o mais rápido possível. Talvez eu deva simplesmente aceitar que estamos a procura de experiências diferentes e seguir em frente, sem mágoas e sem questionamentos, portando, somente, a gratidão por esse renascimento que você me proporcionou. Tenho usado o "talvez" como um eufemismo, pois sei que o advérbio adequado seria "certamente", mas acontece que este segundo é indigesto, é cruel e real. Enfim, é um compilado de coisas que me assombram: o "certamente" é sobre como eu tentei fingir que tudo estava sob controle, é sobre as inúmeras vezes que eu tentei acreditar que não me apaixonaria, é sobre o fato de você ser diferente das demais. Ele é, portanto, a confirmação de tudo o que eu sempre neguei, acontece, porém que este momento fantasioso possui um caráter dicotômico: apesar de ser fruto da minha imaginação contrariando toda a sinceridade que você sempre teve comigo, ele é, paradoxalmente, positivo pois foi através dele em concomitância com a sua presença em minha vida que eu renasci. Quero, portanto, lhe agradecer por tal feito, quero lhe agradecer por lembrar-me, involuntariamente, que não tem como manter tudo sob controle, que não dá para prever o que vai acontecer e que, simplesmente há pessoas com as quais eu não conseguirei manter algo casual; despretensioso. Eu sei que essas conclusões podem parecer simples, mas acontece que eu precisei acreditar no contrário para viver bem às vezes dá certo em outras não,
Nada mais de mim
haverá memória
-sei-
só os poemas darão conta
da minha avidez
da minha passagem
Da minha limpidez
sem vassalagem
A memória tem uma função especial. Ela escolhe, elimina, altera, exagera, minimiza, glorifica e vilipendia também. Mas, no final, ela cria sua própria realidade, sua versão heterogênea, mas geralmente coerente, dos eventos. E não há pessoa sensata que confie em uma versão mais do que na sua própria.
Um momento bom passa em um instante, mas é eternizado na doce lembrança da memória, onde perenemente é vivificado na alma.
A memória era uma coisa traiçoeira, mas a realidade era ainda mais. Depois que alguém chegava a uma conclusão era difícil compreender que a verdade era outra.
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